O ponto crítico foi o ataque à refinaria de Moscou, localizada no distrito de Kapotnya. Em meados de junho, a instalação foi atingida duas vezes em apenas três dias (nos dias 16 e 18 de junho). Ambos os seus principais sistemas de processamento de petróleo bruto foram desabilitados, paralisando completamente a produção. Segundo a agência Reuters, os reparos levarão pelo menos seis meses, e a refinaria dificilmente retomará o processamento total de petróleo em 2026. A Carnegie Endowment destacou que esses ataques provaram que nem mesmo as pesadas defesas aéreas de Moscou conseguem parar os drones ucranianos.
A Rússia está enfrentando a pior escassez de combustível em escala nacional dos últimos anos.
Para tentar conter a crise, o governo russo adotou uma série de restrições às exportações de combustíveis:
| Medida | Data | Detalhes |
|---|---|---|
| Proibição de exportação de querosene de aviação | 1º de junho de 2026 | Proibiu as exportações de querosene até o final de novembro para estabilizar o abastecimento doméstico após os ataques às refinarias. |
| Proibição de exportação de gasolina estendida | Originalmente de 2025, estendida para 2026 | A proibição de exportar gasolina para não produtores (e depois para todos) foi estendida até o final de 2026, com alguma flexibilização para produtores em janeiro para evitar acúmulo excessivo em estoques. |
| Possível proibição total de exportação de diesel | 24 de junho de 2026 | O vice-primeiro-ministro Alexander Novak afirmou que o governo avalia uma proibição total das exportações de diesel para estabilizar o mercado doméstico, descrito como 'desafiador'. |
| Limites de venda de combustível por região | Final de junho de 2026 | Autoridades regionais impuseram limites de compra (racionamento) de gasolina e diesel em postos públicos e privados. |
A admissão de Putin sobre o 'período difícil' em 28 de junho foi o ponto culminante de semanas de ataques intensificados de drones ucranianos que nocautearam ou danificaram severamente várias refinarias importantes — a mais crítica delas, a de Kapotnya, que abastece Moscou, deve ficar fora de operação por meses. O efeito cumulativo gerou a pior crise de combustível na Rússia em anos, com pelo menos 15-17 regiões impondo racionamento, filas em postos e uma série de proibições governamentais às exportações de gasolina, querosene de aviação e, potencialmente, diesel.