Assembleia de Especialistas do Irã adverte negociadores sobre linhas vermelhas de Khamenei em conversas nucleares com os EUA
Em 27 de junho de 2026, a Assembleia de Especialistas do Irã alertou publicamente os negociadores a seguirem rigorosamente as linhas vermelhas do Líder Supremo Mojtaba Khamenei, classificando a obediência como 'obriga... O Memorando de Entendimento de Islamabad, assinado em 15 de junho de 2026, estabeleceu um cessar...
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Em 27 de junho de 2026, a Assembleia de Especialistas do Irã alertou publicamente os negociadores a seguirem rigorosamente as linhas vermelhas do Líder Supremo Mojtaba Khamenei, classificando a obediência como 'obriga...
O Memorando de Entendimento de Islamabad, assinado em 15 de junho de 2026, estabeleceu um cessar fogo, reabriu o Estreito de Ormuz e suspendeu sanções ao petróleo iraniano por 60 dias, mas adiou as discussões nucleares.
O maior obstáculo é a diretriz de Khamenei de que 'nenhum grama sai' do Irã — uma rejeição frontal à exigência dos EUA de remover ou diluir o estoque de urânio enriquecido a 60%.
Search & fact-check with cited sources for What recent warning did Iran's Assembly of Experts issue to negotiators regarding Supreme LeaderIran's Assembly of Experts issued a public warning on June 27, 2026, demanding negotiators strictly adhere to Supreme Leader Mojtaba Khamenei's red lines, calling it a 'religious obligation.'
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Em 27 de junho de 2026, a Assembleia de Especialistas do Irã — o poderoso órgão clerical que supervisiona o Líder Supremo — emitiu um raro alerta público aos negociadores nucleares do país. A mensagem foi direta: os negociadores devem observar estritamente as linhas vermelhas declaradas pelo Líder Supremo Mojtaba Khamenei nas conversas em andamento com os Estados Unidos e não devem repetir o que a Assembleia chamou de "os erros de negociações anteriores" .
A declaração da Assembleia classificou as diretrizes do Líder Supremo como uma "obrigação religiosa" e declarou que violá-las "não é permitido em nenhuma circunstância." O órgão insistiu especificamente que o programa nuclear do Irã deve permanecer totalmente fora do escopo das negociações, o que significa que nenhuma supervisão estrangeira ou limitação às atividades de enriquecimento deve ser aceita como objeto de barganha . O alerta reflete a profunda ansiedade entre os linha-dura de que os negociadores possam ceder demais na busca por um acordo final.
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Quais são os pontos-chave para validar primeiro?
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O que devo fazer a seguir na prática?
O maior obstáculo é a diretriz de Khamenei de que 'nenhum grama sai' do Irã — uma rejeição frontal à exigência dos EUA de remover ou diluir o estoque de urânio enriquecido a 60%.
Assembleia de Especialistas do Irã adverte negociadores sobre linhas vermelhas de Khamenei em conversas nucleares com os EUA
Em 27 de junho de 2026, a Assembleia de Especialistas do Irã alertou publicamente os negociadores a seguirem rigorosamente as linhas vermelhas do Líder Supremo Mojtaba Khamenei, classificando a obediência como 'obriga... O Memorando de Entendimento de Islamabad, assinado em 15 de junho de 2026, estabeleceu um cessar...
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Em 27 de junho de 2026, a Assembleia de Especialistas do Irã alertou publicamente os negociadores a seguirem rigorosamente as linhas vermelhas do Líder Supremo Mojtaba Khamenei, classificando a obediência como 'obriga...
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A declaração da Assembleia classificou as diretrizes do Líder Supremo como uma "obrigação religiosa" e declarou que violá-las "não é permitido em nenhuma circunstância." O órgão insistiu especificamente que o programa nuclear do Irã deve permanecer totalmente fora do escopo das negociações, o que significa que nenhuma supervisão estrangeira ou limitação às atividades de enriquecimento deve ser aceita como objeto de barganha . O alerta reflete a profunda ansiedade entre os linha-dura de que os negociadores possam ceder demais na busca por um acordo final.
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Em 27 de junho de 2026, a Assembleia de Especialistas do Irã alertou publicamente os negociadores a seguirem rigorosamente as linhas vermelhas do Líder Supremo Mojtaba Khamenei, classificando a obediência como 'obriga... O Memorando de Entendimento de Islamabad, assinado em 15 de junho de 2026, estabeleceu um cessar fogo, reabriu o Estreito de Ormuz e suspendeu sanções ao petróleo iraniano por 60 dias, mas adiou as discussões nucleares.
O que devo fazer a seguir na prática?
O maior obstáculo é a diretriz de Khamenei de que 'nenhum grama sai' do Irã — uma rejeição frontal à exigência dos EUA de remover ou diluir o estoque de urânio enriquecido a 60%.
O Memorando de Entendimento de Islamabad, de 15 de junho
Este alerta veio menos de duas semanas depois de os EUA e o Irã terem assinado um Memorando de Entendimento (MOU) de 14 pontos em 15 de junho de 2026 — conhecido como Memorando de Islamabad — que estabeleceu uma estrutura para o fim das hostilidades .
Cessar-fogo e disposições militares
Cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano .
Os EUA concordaram em levantar imediatamente o bloqueio naval aos portos iranianos .
Ambos os lados se comprometeram a abster-se do uso ou da ameaça da força .
Prazo de 60 dias
O MOU estabelece uma fase diplomática de 60 dias (a partir de 15 de junho) durante a qual as partes devem negociar um acordo final abrangente sobre questões nucleares, alívio de sanções e segurança regional .
Durante este período, o cessar-fogo permanece em vigor .
Alívio de sanções e termos econômicos
O Irã pode começar a exportar petróleo imediatamente após a assinatura do MOU .
Os EUA concordaram em suspender as sanções às exportações de petróleo iraniano e serviços relacionados pelo período de 60 dias .
Os ativos iranianos congelados — estimados entre US$ 80 e 100 bilhões — devem ser liberados como parte do acordo .
O Irã concordou em fornecer passagem segura para embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz sem cobrança por 60 dias.
Disposições nucleares
As conversas nucleares foram adiadas inteiramente para a fase de negociação de 60 dias — o MOU em si não resolve a questão do enriquecimento .
O Irã se comprometeu a abster-se de desenvolver armas nucleares, mas os detalhes sobre limites de enriquecimento e disposição dos estoques ficaram em aberto .
O principal ponto de discórdia: o estoque de urânio enriquecido do Irã
A questão não resolvida mais polêmica é o destino do estoque iraniano de urânio enriquecido a quase 90% — o chamado "grau militar" . De acordo com a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), o Irã possui aproximadamente 441 quilos de urânio enriquecido a 60% — a um passo técnico dos 90% necessários para uma bomba nuclear . O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, estimou que este estoque é suficiente para produzir material para mais de 10 ogivas nucleares se for ainda mais enriquecido .
A exigência dos EUA é que este estoque seja enviado para fora do Irã, diluído ou descartado de outra forma . Mas no final de maio de 2026, o Líder Supremo Mojtaba Khamenei emitiu uma diretriz firme: "Nem um grama sai." A ordem, confirmada por duas fontes seniores iranianas à agência Reuters, determina que todo o urânio enriquecido permaneça em território iraniano . A diretriz contradiz frontalmente a principal exigência dos EUA e é amplamente reportada como o maior obstáculo para um acordo abrangente .
O chefe nuclear do Irã, Mohammad Eslami, também afirmou que qualquer acordo final deve incluir o reconhecimento do direito do Irã de enriquecer urânio — outra linha vermelha que colide com a posição de Washington .
Debates paralelos e oposição
Em Washington:
Senadores republicanos exigiram uma votação formal sobre o MOU, criticando a Casa Branca por manter o Congresso no escuro e pelo vice-presidente JD Vance ter assinado o documento sem consulta prévia ao legislativo .
Legisladores e analistas conservadores sugeriram que o Congresso poderia desqualificar ou rejeitar o MOU, citando intensa turbulência interna no Partido Republicano sobre se o acordo cede demais antes de resolver a questão nuclear .
O Grupo Progressista do Congresso já havia se oposto ao financiamento suplementar para a guerra contra o Irã, e o adiamento das questões nucleares pelo MOU atraiu críticas tanto de falcões (que dizem que ele concede demais) quanto de pombos (que dizem que ele não vai longe o suficiente) .
Senadores democratas fizeram nove tentativas de aprovar uma resolução de poderes de guerra para encerrar formalmente as hostilidades, com a mais recente fracassando por 47 votos a 48 .
Entre os linha-dura do Irã:
O alerta da própria Assembleia de Especialistas reflete a ansiedade dos linha-dura de que os negociadores possam ultrapassar as linhas vermelhas do Líder Supremo .
Os linha-dura veem o MOU como uma armadilha potencial que garante o alívio de sanções e a reabertura de Ormuz sem garantia de preservar o programa de enriquecimento do Irã — exatamente a questão que Khamenei declarou não negociável .
Alguns linha-dura argumentam publicamente que o prazo de 60 dias é uma tática dos EUA para extrair concessões nucleares depois que o Irã já cumpriu sua parte em Ormuz e nas sanções ao petróleo, deixando Teerã com menos poder de barganha .
Israel também sinalizou profunda preocupação. O entendimento nos EUA é que Israel pode ver o fracasso em resolver a questão do estoque de urânio como um risco de segurança inaceitável, e o MOU não aborda garantias de segurança israelenses .
O que acontece a seguir?
O MOU interrompeu os combates e reabriu o Estreito de Ormuz, mas o relógio de 60 dias agora está correndo para a questão mais difícil: se o Irã concordará em remover seu urânio enriquecido a quase 90% do país, dada a diretriz firme de Khamenei de que "nenhum grama sai" . Tanto Washington quanto Teerã enfrentam intensa oposição doméstica que poderia derrubar o acordo antes que os 60 dias expirem. O alerta da Assembleia de Especialistas deixa claro que o establishment clerical no Irã lutará contra qualquer acordo que toque no que considera direitos nucleares não negociáveis.
O Memorando de Entendimento de Islamabad, de 15 de junho
Este alerta veio menos de duas semanas depois de os EUA e o Irã terem assinado um Memorando de Entendimento (MOU) de 14 pontos em 15 de junho de 2026 — conhecido como Memorando de Islamabad — que estabeleceu uma estrutura para o fim das hostilidades .
Cessar-fogo e disposições militares
Cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano .
Os EUA concordaram em levantar imediatamente o bloqueio naval aos portos iranianos .
Ambos os lados se comprometeram a abster-se do uso ou da ameaça da força .
Prazo de 60 dias
O MOU estabelece uma fase diplomática de 60 dias (a partir de 15 de junho) durante a qual as partes devem negociar um acordo final abrangente sobre questões nucleares, alívio de sanções e segurança regional .
Durante este período, o cessar-fogo permanece em vigor .
Alívio de sanções e termos econômicos
O Irã pode começar a exportar petróleo imediatamente após a assinatura do MOU .
Os EUA concordaram em suspender as sanções às exportações de petróleo iraniano e serviços relacionados pelo período de 60 dias .
Os ativos iranianos congelados — estimados entre US$ 80 e 100 bilhões — devem ser liberados como parte do acordo .
O Irã concordou em fornecer passagem segura para embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz sem cobrança por 60 dias.
Disposições nucleares
As conversas nucleares foram adiadas inteiramente para a fase de negociação de 60 dias — o MOU em si não resolve a questão do enriquecimento .
O Irã se comprometeu a abster-se de desenvolver armas nucleares, mas os detalhes sobre limites de enriquecimento e disposição dos estoques ficaram em aberto .
O principal ponto de discórdia: o estoque de urânio enriquecido do Irã
A questão não resolvida mais polêmica é o destino do estoque iraniano de urânio enriquecido a quase 90% — o chamado "grau militar" . De acordo com a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), o Irã possui aproximadamente 441 quilos de urânio enriquecido a 60% — a um passo técnico dos 90% necessários para uma bomba nuclear . O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, estimou que este estoque é suficiente para produzir material para mais de 10 ogivas nucleares se for ainda mais enriquecido .
A exigência dos EUA é que este estoque seja enviado para fora do Irã, diluído ou descartado de outra forma . Mas no final de maio de 2026, o Líder Supremo Mojtaba Khamenei emitiu uma diretriz firme: "Nem um grama sai." A ordem, confirmada por duas fontes seniores iranianas à agência Reuters, determina que todo o urânio enriquecido permaneça em território iraniano . A diretriz contradiz frontalmente a principal exigência dos EUA e é amplamente reportada como o maior obstáculo para um acordo abrangente .
O chefe nuclear do Irã, Mohammad Eslami, também afirmou que qualquer acordo final deve incluir o reconhecimento do direito do Irã de enriquecer urânio — outra linha vermelha que colide com a posição de Washington .
Debates paralelos e oposição
Em Washington:
Senadores republicanos exigiram uma votação formal sobre o MOU, criticando a Casa Branca por manter o Congresso no escuro e pelo vice-presidente JD Vance ter assinado o documento sem consulta prévia ao legislativo .
Legisladores e analistas conservadores sugeriram que o Congresso poderia desqualificar ou rejeitar o MOU, citando intensa turbulência interna no Partido Republicano sobre se o acordo cede demais antes de resolver a questão nuclear .
O Grupo Progressista do Congresso já havia se oposto ao financiamento suplementar para a guerra contra o Irã, e o adiamento das questões nucleares pelo MOU atraiu críticas tanto de falcões (que dizem que ele concede demais) quanto de pombos (que dizem que ele não vai longe o suficiente) .
Senadores democratas fizeram nove tentativas de aprovar uma resolução de poderes de guerra para encerrar formalmente as hostilidades, com a mais recente fracassando por 47 votos a 48 .
Entre os linha-dura do Irã:
O alerta da própria Assembleia de Especialistas reflete a ansiedade dos linha-dura de que os negociadores possam ultrapassar as linhas vermelhas do Líder Supremo .
Os linha-dura veem o MOU como uma armadilha potencial que garante o alívio de sanções e a reabertura de Ormuz sem garantia de preservar o programa de enriquecimento do Irã — exatamente a questão que Khamenei declarou não negociável .
Alguns linha-dura argumentam publicamente que o prazo de 60 dias é uma tática dos EUA para extrair concessões nucleares depois que o Irã já cumpriu sua parte em Ormuz e nas sanções ao petróleo, deixando Teerã com menos poder de barganha .
Israel também sinalizou profunda preocupação. O entendimento nos EUA é que Israel pode ver o fracasso em resolver a questão do estoque de urânio como um risco de segurança inaceitável, e o MOU não aborda garantias de segurança israelenses .
O que acontece a seguir?
O MOU interrompeu os combates e reabriu o Estreito de Ormuz, mas o relógio de 60 dias agora está correndo para a questão mais difícil: se o Irã concordará em remover seu urânio enriquecido a quase 90% do país, dada a diretriz firme de Khamenei de que "nenhum grama sai" . Tanto Washington quanto Teerã enfrentam intensa oposição doméstica que poderia derrubar o acordo antes que os 60 dias expirem. O alerta da Assembleia de Especialistas deixa claro que o establishment clerical no Irã lutará contra qualquer acordo que toque no que considera direitos nucleares não negociáveis.