Imediatamente após o ataque, um grupo auto-intitulado Scattered Lapsus$ Hunters reivindicou a responsabilidade no Telegram. O nome sugeria uma colaboração entre três grupos de cibercrime de língua inglesa: Scattered Spider, Lapsus$ e ShinyHunters.
No entanto, os investigadores concluíram que essa alegação era falsa. O ataque foi diferente em metodologia e motivação de um ransomware criminoso típico: nunca houve uma demanda por dinheiro, e a intenção parecia ser a sabotagem, não a extorsão. Os atacantes usaram "Scattered Lapsus$ Hunters" como uma identidade falsa (uma "bandeira falsa"), e a atribuição inicial a esse grupo por alguns veículos de imprensa estava incorreta.
Entre 27 e 29 de setembro de 2025, o Secretário de Negócios do Reino Unido, Peter Kyle, anunciou que o governo garantiria um empréstimo de £1,5 bilhão (cerca de US$ 2 bilhões) de um banco comercial para a Jaguar Land Rover. A intervenção, sem precedentes, foi projetada para estabilizar as finanças da JLR, proteger empregos qualificados e garantir sua cadeia de suprimentos, que estava à beira do colapso devido aos atrasos nos pagamentos.
O empréstimo garantido foi descrito como uma medida de emergência para evitar milhares de demissões, mas críticos alertaram que isso criava um "precedente perigoso" para futuros incidentes cibernéticos, ao incentivar o chamado "risco moral" (moral hazard).
O Cyber Monitoring Centre (CMC), um órgão independente do Reino Unido, classificou o incidente como um evento sistêmico de Categoria 3 (em uma escala de cinco) e estimou o impacto econômico total para o Reino Unido em £1,9 bilhão (aproximadamente US$ 2,5 bilhões), afetando mais de 5.000 empresas. Este foi considerado o ataque cibernético mais caro da história do país.
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