O superciclo global de investimentos em IA tornou-se um grande vento a favor para a indústria chinesa voltada para exportação. A Bloomberg reportou que as exportações da China saltaram mais de 19% em maio, impulsionadas pela demanda por hardware de IA, com as vendas de chips subindo 111% . O setor de eletrônicos disparou 17% graças às cadeias de suprimentos de IA, e a indústria de equipamentos cresceu 9,5%, sendo responsável por quase 80% do crescimento total da produção industrial
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Em 2026, a Xinhua reportou que a eletrônica relacionada à IA e os materiais para novas energias foram os principais motores do crescimento acelerado dos lucros industriais entre as grandes empresas industriais chinesas nos primeiros cinco meses do ano . Essa força exportadora criou um amortecedor contra a desaceleração doméstica.
A indústria automobilística oferece o retrato mais claro da pressão doméstica. Os lucros das montadoras caíram 19,8% em maio de 2024, de acordo com dados do NBS e da Wind, citados pela CNBC , mesmo com os volumes de exportação permanecendo robustos. Esse colapso foi impulsionado por uma guerra de preços prolongada e intensa, iniciada em 2023, desencadeada inicialmente por descontos da Tesla e intensificada pela BYD
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A Reuters reportou que a indústria automotiva chinesa estava sob forte pressão financeira devido ao excesso de capacidade e à competição sustentada de preços, com reguladores e líderes do setor alertando que a instabilidade ameaçava a sustentabilidade de longo prazo do setor . A margem de lucro média do setor afundou para uma baixa histórica de 4,1% em 2025 e caiu ainda mais para 2,9% no início de 2026
. A S&P Global alertou que a guerra de preços estava "dizimando a lucratividade" e prejudicando os gastos com P&D
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Os lucros dos fabricantes de móveis despencaram 58,4% em maio de 2024, segundo dados do NBS . O colapso está diretamente ligado à crise prolongada do mercado imobiliário chinês. Um relatório do USDA/Foreign Agricultural Service descreveu desafios severos para a indústria chinesa de móveis de madeira, incluindo a redução da demanda doméstica ligada à crise do mercado imobiliário, concorrência feroz de preços, margens de lucro baixas e intensa competição internacional
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No primeiro semestre de 2025, as grandes empresas do setor de móveis viram seus lucros totais caírem 23,1% na comparação anual, com margens de lucro operacional de apenas 3,4%, bem abaixo da média da indústria . Mais de 40% das 56 empresas listadas de materiais de construção e artigos para o lar reportaram perdas líquidas em 2025
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O NBS e a Reuters citaram a demanda doméstica fraca como o principal fator por trás da forte desaceleração do crescimento dos lucros em maio . Os dados de maio destacaram os desafios persistentes na economia: as vendas no varejo e o investimento em ativos fixos permaneceram suaves, e a deflação dos preços ao produtor continuou a comprimir as margens nos setores expostos domesticamente
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Mesmo com as empresas industriais estrangeiras e privadas registrando crescimento nos lucros (alta de 12,6% e 7,6%, respectivamente, de janeiro a maio), as empresas controladas pelo Estado viram uma queda de 2,4% nos lucros no mesmo período, destacando a recuperação desigual .
As fontes disponíveis não estabelecem claramente dois fatores às vezes citados em discussões mais amplas sobre este período:
As evidências apoiam um cenário claro de duas velocidades: a eletrônica ligada à IA e a manufatura voltada para exportação mostram uma clara força nos dados posteriores, enquanto setores orientados para o mercado doméstico, como automóveis e móveis, enfrentam pressão de guerras de preços, excesso de capacidade, fraqueza imobiliária e demanda fraca . O crescimento de 0,7% dos lucros industriais em maio de 2024 mascara essa divergência interna, especialmente entre a resiliência ligada às exportações e a fraca demanda doméstica
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