Em 26 de junho de 2026, Israel e Líbano assinaram um acordo quadro trilateral com os EUA, após conversas em Washington entre 23 e 26 de junho. O acordo prevê cessar fogo, criação de 'zonas piloto' no sul do Líbano sob controle exclusivo do exército libanês e retirada gradual de forças israelenses.

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Em 26 de junho de 2026, após quatro dias de negociações (23 a 26 de junho) em Washington, os embaixadores de Israel e do Líbano nos EUA assinaram um acordo-quadro trilateral ao lado do secretário de Estado americano, Marco Rubio . Rubio descreveu o pacto como um "primeiro passo" rumo à paz — "o começo do começo" — após meses de confrontos entre Israel e o Hezbollah
. O acordo não inclui o Hezbollah, que não participou das negociações
.
Pontos específicos — como o cronograma para a retirada das FDI, o processo de desarmamento e um acordo de fronteira permanente — foram deliberadamente deixados para negociações futuras .
Posição de Israel (Netanyahu): Horas após a assinatura, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que as tropas israelenses permaneceriam no sul do Líbano até que o Hezbollah esteja completamente desarmado — uma condição que o Hezbollah rejeita categoricamente . O embaixador israelense Yechiel Leiter reforçou que Israel manterá sua zona de segurança até que o LAF demonstre capacidade de desmantelar o Hezbollah
.
Rejeição do Hezbollah: O secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, classificou o acordo-quadro como "ridículo, degradante e ofensivo" e exigiu que "Israel saia incondicionalmente"
. O Hezbollah advertiu que qualquer tentativa das autoridades libanesas de implementar o acordo desencadearia uma guerra civil
.
O impasse central: O governo do Líbano prioriza a retirada total de Israel do sul; Israel prioriza o desarmamento do Hezbollah. Nenhuma das condições é aceitável para as principais partes interessadas do lado oposto, e a capacidade militar do Hezbollah não foi suficientemente degradada no conflito anterior para forçar seu cumprimento .
1. Memorando EUA–Irã de 14 Pontos (Memorando de Islamabad)
Dias antes, entre 17 e 19 de junho de 2026, EUA e Irã assinaram um Memorando de Entendimento de 14 pontos (frequentemente chamado de Memorando de Islamabad) em Genebra/Suíça, mediado por Catar e Paquistão . O documento estabeleceu um cessar-fogo imediato na guerra EUA–Irã, reabriu o Estreito de Ormuz, suspendeu o bloqueio naval americano aos portos iranianos e definiu uma janela de 60 dias para negociações nucleares abrangentes
. Essa détente mais ampla entre EUA e Irã forneceu o impulso diplomático para as conversas entre Israel e Líbano — mas também as complicou, já que o Hezbollah é o principal representante do Irã e o MoU não exige explicitamente o desarmamento do Hezbollah
.
2. Desativação da UNIFIL e planos de substituição
O Conselho de Segurança da ONU votou em agosto de 2025 pela extensão do mandato da UNIFIL por uma última vez, com término em 31 de dezembro de 2026, e uma retirada sistemática ao longo de 2027 . O secretário-geral da ONU, António Guterres, propôs uma nova força da ONU para o sul do Líbano para substituir a UNIFIL, com a tarefa de monitorar a fronteira, apoiar o LAF e prevenir a retomada das hostilidades
. No entanto, nenhum novo mandato foi aprovado ainda, criando uma lacuna de segurança justamente quando o acordo-quadro pede o controle do LAF sobre as zonas-piloto
.
3. Relatos conflitantes sobre restrições operacionais das FDI
Múltiplas fontes indicam que, enquanto o acordo-quadro era assinado, as FDI continuavam operando no sul do Líbano, mantendo sua zona de segurança. Os relatos divergem sobre se as FDI restringiram formalmente suas operações nos termos do novo acordo. Autoridades israelenses afirmam que nenhuma restrição real se aplica até que o Hezbollah se desarme , enquanto o governo libanês insiste que o acordo implica uma retirada faseada das FDI
. Essa contradição permanece sem resolução.
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Em 26 de junho de 2026, Israel e Líbano assinaram um acordo quadro trilateral com os EUA, após conversas em Washington entre 23 e 26 de junho.
Em 26 de junho de 2026, Israel e Líbano assinaram um acordo quadro trilateral com os EUA, após conversas em Washington entre 23 e 26 de junho. O acordo prevê cessar fogo, criação de 'zonas piloto' no sul do Líbano sob controle exclusivo do exército libanês e retirada gradual de forças israelenses.
O Hezbollah não participou das negociações e rejeitou o acordo, classificando o como 'ridículo, degradante e ofensivo' e ameaçando guerra civil se for implementado.
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