A declaração de força maior permitiu que a QatarEnergy suspendesse as obrigações contratuais de entrega devido a circunstâncias imprevistas. Sua expiração sinaliza que a empresa acredita ser capaz de retomar os embarques contratuais normais para clientes asiáticos, embora a logística de reiniciar a cadeia de suprimentos permaneça complexa.
O primeiro-ministro do Catar disse em 24 de junho que o país retomará a produção normal de GNL "dentro de algumas semanas" nas seções não danificadas da instalação de Ras Laffan . A QatarEnergy está pronta para reiniciar a produção muito rapidamente e pode atingir a produção total das unidades não danificadas dentro de um mês após a reabertura do Estreito de Ormuz
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Navios-tanque de GNL já estão sendo movidos de volta para Ras Laffan em preparação para retomar as exportações assim que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz for restaurada . A empresa pretende restaurar ~50% de sua capacidade total dentro de dois meses após a reabertura total
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Os ataques de mísseis iranianos de 18 a 19 de março em Ras Laffan causaram "danos extensos" a duas unidades de produção de GNL — Unidades 4 e 6 — representando um total combinado de 12,8 milhões de toneladas por ano, ou ~17% da capacidade total de exportação de GNL do Catar . As duas unidades danificadas levarão de três a cinco anos para serem reparadas
. A perda estimada de receita da capacidade danificada é de aproximadamente US$ 20 bilhões por ano em vendas perdidas
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Essa perda permanente de capacidade significa que, mesmo após a expiração da força maior e a retomada da produção total das unidades não danificadas, a capacidade total de exportação do Catar permanecerá significativamente reduzida por anos.
Em 21 de junho de 2026, uma explosão e incêndio ocorreram na usina de processamento de gás Barzan, dentro da Cidade Industrial de Ras Laffan, enquanto o pessoal trabalhava para reiniciar as operações após os ataques iranianos. A explosão matou pelo menos 13 pessoas e feriu outras 66 . O CEO da QatarEnergy, Saad al-Kaabi, afirmou que a causa foi um "mau funcionamento técnico" e descartou ação hostil
. O incidente adicionou mais tensão operacional ao cronograma de recuperação.
A QatarEnergy declarou que a explosão não afetará a capacidade de exportação de GNL do país, mas introduz incerteza adicional e pode desacelerar o ritmo de reinicialização de algumas operações.
Um acordo preliminar de cessar-fogo entre EUA e Irã foi alcançado, permitindo a reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego de navios-tanque . Esta é a principal pré-condição para o plano de reinicialização da QatarEnergy. O Catar começou a posicionar navios-tanque e a se preparar para uma rápida aceleração, o que deve aliviar gradualmente a escassez global de oferta de GNL.
A perspectiva para os preços asiáticos do GNL é de pressão de baixa à medida que os volumes do Catar retornam, mas os preços provavelmente permanecerão elevados até que a produção total das linhas não danificadas seja confirmada e as duas unidades destruídas (17% da capacidade) permaneçam offline por anos. A explosão de 21 de junho introduz incerteza adicional e pode desacelerar o ritmo de reinicialização de algumas operações.
Principais riscos a serem monitorados: novos incidentes técnicos durante a reinicialização, qualquer atraso ou colapso no cessar-fogo EUA-Irã e o cronograma de vários anos para a reconstrução das Unidades 4 e 6.