Ataques ucranianos dentro da Rússia. Em junho de 2026, a Ucrânia atingiu alvos em Moscou, São Petersburgo e Crimeia, além do que a Rússia classificou como dois ataques mortais a ônibus de passageiros . Esses ataques intensificaram as demandas de figuras nacionalistas por um esforço de guerra muito maior, incluindo mobilização total, ataques a fábricas europeias de drones e até o uso de armas nucleares táticas .
Percepção de traição dos EUA. Os linha-dura acreditam que Washington prometeu encerrar a guerra em termos favoráveis ao Kremlin — especialmente após a cúpula de Putin com o presidente Donald Trump, no Alasca — mas não cumpriu o prometido . Eles veem o sinal verde de Trump para os ataques ucranianos como uma traição, e não como um caminho diplomático .
O efeito da guerra no Irã. Após os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, no final de fevereiro de 2026, os falcões russos concluíram que Washington é militarmente pouco confiável e indigna de confiança como mediadora . Alguns argumentam que Trump está agora distraído demais com o Irã para mediar um acordo justo para a Ucrânia e que Moscou deveria, em vez disso, buscar a destruição total do Estado ucraniano . Em 3 de março de 2026, falcões russos exigiram publicamente que Moscou abandonasse as conversas de paz mediadas pelos EUA e intensificasse os combates .
Retórica linha-dura se tornando mais extrema. O oligarca nacionalista Konstantin Malofeyev perguntou publicamente por que a Rússia não estava usando armas nucleares . Um blog influente com mais de 650 mil seguidores defendeu tornar as principais cidades ucranianas inabitáveis por meio de bombardeios . O blogueiro Yuri Baranchik, com 90 mil seguidores, argumenta que Moscou deve "levar a melhor sobre Trump" antes que Trump leve a melhor sobre a Rússia .
A própria rejeição de Putin a negociações diretas. Em 5 de junho de 2026, Putin rejeitou explicitamente o pedido público de Zelensky por negociações presenciais, afirmando que "não vejo sentido" em uma reunião . Ele disse a graduados de academias militares para continuarem lutando, sinalizando que o Kremlin está priorizando a pressão militar em detrimento da diplomacia .
Exigências maximalistas da Rússia. No final de fevereiro de 2026, autoridades russas já consideravam interromper as negociações de paz, a menos que a Ucrânia cedesse território . As condições declaradas por Moscou equivalem a uma capitulação total da Ucrânia, não a um compromisso . No final de junho de 2026, Putin reiterou que a Rússia está pronta para negociações de paz, mas apenas com base nos Protocolos de Istambul de 2022, em seu discurso de junho de 2024 ao Ministério das Relações Exteriores e nos supostos entendimentos de Anchorage, de agosto de 2025, com os Estados Unidos — tudo o que equivale a exigências de rendição ucraniana .
O prazo do inverno de Zelensky. Zelensky reconheceu que a Ucrânia tem uma janela limitada — até o inverno de 2026 — para garantir um caminho diplomático, após o qual se espera que a Rússia devaste novamente a infraestrutura energética da Ucrânia . Ele disse que a janela é real, mas está se fechando . Um alto comandante ucraniano também falou de uma janela operacional de seis meses antes que as restrições de mão de obra da Ucrânia erosionem sua posição no campo de batalha .
Foco dos EUA dividido pelo Irã. As operações militares do governo Trump no Irã desviaram a atenção diplomática e atrasaram ou interromperam as negociações de paz sobre a Ucrânia . As negociações planejadas para março de 2026 em Abu Dhabi foram complicadas pelo fechamento do espaço aéreo e pela mudança de foco dos EUA . Zelensky reconheceu que "a prioridade de nossos parceiros e toda a atenção estão concentradas na situação em torno do Irã", o que levou ao adiamento das conversas . Em 19 de março de 2026, o Kremlin confirmou que as conversas trilaterais estavam em uma "pausa situacional" .
Alertas do Congresso e de especialistas. O Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA observou que as negociações paralisadas, as demandas conflitantes de ambos os lados e os efeitos indiretos das operações dos EUA no Oriente Médio estão fechando rapidamente o caminho diplomático .
Kremlin mantém a linha — por enquanto. Até agora, Putin não endossou publicamente as propostas mais extremas dos linha-dura, como ataques nucleares ou o abandono total das negociações . Três altos funcionários reconheceram que as negociações não avançaram, mas pararam antes de uma ruptura formal . No entanto, analistas alertam que o clima inflamado e as crescentes expectativas de escalada podem limitar as opções de Putin no futuro .