Como foi o recorde de tráfego no Estreito de Ormuz em 24 de junho?
Em 24 de junho de 2026, o Estreito de Ormuz atingiu o maior volume de tráfego de navios em um único dia desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro do mesmo ano. Diferentes empresas de monitoramento marítimo divulgaram números que, embora variem, apontam para o mesmo movimento de recuperação parcial:
- A S&P Global Commodities at Sea registrou 78 travessias de navios no dia 24 de junho, sendo que 42% delas utilizaram um corredor seguro administrado por Omã e pela Organização Marítima Internacional (IMO). Esse foi o maior número diário desde o início do conflito, representando cerca de 57% do tráfego anterior à guerra
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- A AXS Marine contabilizou 62 travessias de navios comerciais no mesmo dia, o equivalente a 53% do tráfego registrado na mesma data do ano anterior
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- A Kpler reportou 70 travessias confirmadas em 24 de junho
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- O total semanal entre 15 e 21 de junho foi de 125 travessias, o maior desde o início da guerra, impulsionado pela corrida de petroleiros para retirar o petróleo estocado no Golfo antes do fim da janela da trégua de 60 dias
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Apesar do recorde, o tráfego permaneceu muito abaixo dos níveis de paz, e a recuperação foi considerada frágil.
O que fez o petróleo Brent despencar?
O petróleo Brent caiu fortemente em 24 de junho e nos dias seguintes, apagando praticamente todos os ganhos acumulados durante o período de guerra. Os principais fatores foram:
- Retomada dos movimentos de petroleiros por Ormuz: com o anúncio do acordo de paz preliminar entre EUA e Irã (estruturado em meados de junho e assinado em 19 de junho), mais navios começaram a atravessar o estreito, aliviando os temores de interrupção no suprimento físico de petróleo
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- Queda de 4,3% do Brent em 24 de junho: o barril caiu mais de US$ 3, fechando em torno de US$ 75,57, o menor valor desde antes do início do conflito
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. O WTI (petróleo americano) caiu 4,4%, para pouco abaixo de US$ 70 o barril, no mesmo dia
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- Revisão para baixo das previsões do UBS: o banco suíço reduziu suas projeções para o Brent, citando a recuperação da oferta no Oriente Médio em ritmo mais rápido do que o esperado
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O que disseram o FMI e a ONU sobre a normalização?
FMI (25 de junho de 2026):
- A porta-voz Julie Kozack afirmou que os preços de energia e commodities caíram após o acordo entre EUA e Irã, mas alertou que os fluxos comerciais no Golfo levarão tempo para retornar ao normal. O FMI decidirá em 8 de julho, na atualização do World Economic Outlook, se mantém os três cenários de crescimento emitidos em abril
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- Em declarações anteriores (junho de 2026), o FMI condicionou a recuperação do PIB da Arábia Saudita à normalização do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz nos próximos meses
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ONU / Conselho de Segurança (24 de junho de 2026):
- Uma carta do Conselho de Segurança expressou alarme com a continuidade de ataques e ameaças a navios mercantes dentro e nas proximidades do Estreito de Ormuz – incluindo ações que impedem o direito de passagem em trânsito e a liberdade de navegação – mesmo após a adoção da Resolução 2817 (2026) e o subsequente cessar-fogo
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- Em 26 de junho, um novo ataque ao navio porta-contêineres Ever Lovely, de bandeira de Cingapura, na costa de Omã – atribuído por um oficial dos EUA à Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) – interrompeu o plano de evacuação da ONU e fez com que alguns petroleiros recuassem, demonstrando que as garantias de segurança ainda não eram confiáveis
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- A associação de navegação BIMCO já havia alertado, em 18 de junho, que a parte central do estreito permanece minada e não navegável, com apenas as zonas de tráfego costeiro perto de Omã e do Irã supostamente livres de minas, criando uma perigosa divisão entre as autoridades de rota iranianas e as de Omã/EUA
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