A média das exportações marítimas de crude da Rússia desde o início de 2026 é de cerca de 3,46 milhões de bpd, aproximadamente 120.000 bpd acima da média anual de 2025 e superior ao recorde anterior pós-invasão de 3,36 milhões de bpd registrado em 2023 .
A Kpler, uma empresa de análise de commodities, estima que a Índia importou 2,35 milhões de barris por dia de petróleo russo em junho de 2026, superando o recorde anterior de 2,2 milhões de bpd estabelecido em maio de 2023 . Esse volume representa aproximadamente 53,5% do total de importações de petróleo bruto da Índia no mês
. As médias diárias em junho chegaram a 2,6–2,73 milhões de bpd até 20 de junho
.
Esse recorde foi uma consequência direta da crise no Estreito de Ormuz, que sufocou o fornecimento do Iraque, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, enquanto a Rússia manteve suas rotas de entrega abertas e ofereceu cargas com desconto . A Índia importa cerca de 90% de suas necessidades de petróleo bruto, o que a torna extremamente sensível a interrupções no fornecimento
.
Em 17 de junho de 2026, os EUA e o Irã assinaram um acordo inicial que inclui três disposições principais :
A ameaça competitiva para a Rússia é clara:
A S&P Global observa que, embora o acordo reduza os temores de oferta a longo prazo, a normalização total dos fluxos de petróleo iraniano levará tempo — provavelmente se estendendo até o verão de 2027 . Mas a direção é inegavelmente negativa para a posição dominante da Rússia no mercado indiano. A Bloomberg resume: a Rússia agora enfrenta "concorrência mais acirrada para vender barris ao principal cliente, a Índia, depois que uma isenção de sanções dos EUA liberou cargas do fornecedor rival Irã"
.
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