Cientistas da Universidade de Cambridge liderados por Kathy Niakan usaram adenine base editing (ABE) para desativar o gene NANOG em embriões humanos pela primeira vez [4][12]. Sem o NANOG, as células do embrião perdem a capacidade de formar o epiblasto (que dará origem ao feto) e se redirecionam quase que totalmente...
Resposta de pesquisa

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Liderada pela bióloga do desenvolvimento Kathy Niakan, do Loke Centre for Trophoblast Research da Universidade de Cambridge, a equipe usou a técnica de edição de base do tipo adenina (ABE, na sigla em inglês) para desativar o gene NANOG em embriões humanos — uma abordagem inédita . A descoberta central é que o NANOG é indispensável para a formação do corpo do futuro bebê. Sem ele, as células embrionárias perdem a capacidade de se diferenciar no epiblasto (a linhagem celular que dá origem ao feto) e, em vez disso, seguem quase que totalmente para a linhagem placentária. O embrião simplesmente não consegue prosseguir para formar o corpo
.
Um preprint anterior no bioRxiv, relacionado à mesma pesquisa, já havia mostrado que a edição de base em embriões humanos era eficiente e, ao contrário das quebras de dupla fita induzidas pelo Cas9, não resultava em anormalidades cromossômicas ou grandes deleções .
A edição de base é uma versão modificada do CRISPR que não cria quebras na dupla fita do DNA (DSBs). Em vez disso, usa uma Cas9 cataliticamente desativada, fundida a uma enzima desaminase, que converte diretamente uma base do DNA em outra (por exemplo, C→T ou A→G) .
A principal compensação: a edição de base evita o estrago estrutural (grandes deleções, translocações) que as DSBs do Cas9 costumam causar, tornando a edição muito mais limpa no local de interesse . Porém, os editores de base ainda têm seus próprios problemas de edição fora do alvo e edições "bystander" (edição de bases vizinhas dentro da janela de atividade). Alguns estudos descobriram que certos editores de base de alta atividade (como o ABE8e) podem gerar mais sítios fora do alvo do que a nuclease Cas9 sob condições controladas
.
O estudo revelou uma diferença marcante na resposta de embriões humanos e de camundongos à perda do NANOG :
Especialistas independentes que comentaram o estudo disseram que os achados foram "surpreendentes" — o embrião humano parece ter uma exigência muito mais estrita do NANOG para estabelecer a linhagem do epiblasto em comparação com o camundongo, o que reforça a importância de estudar o desenvolvimento humano diretamente, em vez de confiar apenas em modelos animais .
O estudo gerou reações mistas de entusiasmo e preocupação, conforme refletido na cobertura da Nature intitulada "Precise genome editing of human embryos triggers praise and alarm" .
Principais questões éticas levantadas:
Contexto regulatório no Reino Unido:
Studio Global AI
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Cientistas da Universidade de Cambridge liderados por Kathy Niakan usaram adenine base editing (ABE) para desativar o gene NANOG em embriões humanos pela primeira vez [4][12].
Cientistas da Universidade de Cambridge liderados por Kathy Niakan usaram adenine base editing (ABE) para desativar o gene NANOG em embriões humanos pela primeira vez [4][12]. Sem o NANOG, as células do embrião perdem a capacidade de formar o epiblasto (que dará origem ao feto) e se redirecionam quase que totalmente para a linhagem placentária [4][14].
Diferente do CRISPR/Cas9 convencional, a edição de base não quebra a dupla hélice do DNA, evitando grandes deleções e anormalidades cromossômicas, mas ainda apresenta riscos de edições fora do alvo [5][7][8].