Nas duas versões, pelo menos 70% da carteira do fundo deve atender aos critérios da respectiva categoria . É um aumento significativo em relação ao piso de fato de 50% que vigorava para fundos do Artigo 9 sob as diretrizes da ESMA (Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados).
A proposta da Comissão Europeia, apresentada em novembro de 2025, estabelecia um limite de 15% de investimentos alinhados à Taxonomia da UE para que um fundo pudesse se qualificar como de Transição ou Sustentável — com a possibilidade de ajuste futuro por ato delegado . O Conselho elevou esse piso para 20% — uma medida que coincide com a posição do Parlamento Europeu, que também adotou o patamar de 20%
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Na prática, o impacto pode ser limitado: de acordo com um relatório de 2024 da Plataforma da UE para Finanças Sustentáveis, 44% dos fundos atualmente classificados como Artigo 9 já cumprem o requisito de 20% . Ainda assim, o aumento eleva o padrão mínimo para todos os novos produtos rotulados.
Este é o ponto em que a posição do Conselho mais se distancia do texto original da Comissão. Na proposta da Comissão, a categoria Transição excluía empresas com receita ≥1% proveniente de carvão mineral ou linhito, empresas que desenvolvessem novos projetos de combustíveis fósseis e empresas que não estivessem eliminando gradualmente o carvão ou linhito na geração de energia .
A posição do Conselho reduz essas exclusões . Pelo texto do Conselho, empresas de combustíveis fósseis que estejam expandindo suas operações ainda podem se qualificar para fundos de Transição, desde que duas condições sejam atendidas
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Para aumentar a transparência, esses investimentos também passam a ser sujeitos a um quarto indicador obrigatório na avaliação dos principais impactos adversos (PAI) . O Conselho justificou a mudança como forma de "reconhecer o papel importante e a contribuição dessas empresas na transição"
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A posição do Conselho é, portanto, mais permissiva quanto à inclusão de combustíveis fósseis em comparação com o texto original da Comissão. Organizações ambientalistas, de modo geral, consideram esse afrouxamento das exclusões um enfraquecimento significativo da regulação . O Comité Económico e Social Europeu (CESE), um órgão consultivo da UE, já havia pedido requisitos mais fortes para planos de transição, incluindo a obrigatoriedade de um plano alinhado ao Acordo de Paris para eliminação gradual dos combustíveis fósseis nas empresas incluídas em fundos de Transição
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Tanto a Comissão quanto o Conselho concordam em uma grande simplificação: a eliminação das divulgações de principais impactos adversos (PAI) em nível de empresa (entidade) e dos requisitos de publicação em site . Os participantes do mercado financeiro não precisarão mais divulgar como consideram os PAI no nível da entidade. A Comissão também propôs a eliminação das obrigações de divulgação de políticas de remuneração, e o Conselho segue esse caminho
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Ambas as instituições exigem que pelo menos 70% dos investimentos de um fundo atendam aos critérios da respectiva categoria — investimentos sustentáveis, investimentos de transição ou integração de fatores ESG . Isso substitui o piso de fato de 50% que vigorava para fundos do Artigo 9 e foi desenhado para melhorar a comparabilidade e prevenir o greenwashing
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A posição do Conselho é, em linhas gerais, mais permissiva quanto à inclusão de combustíveis fósseis em fundos de Transição e mais rígida quanto ao piso de entrada de alinhamento com a taxonomia (20% vs. 15%) em comparação com o texto original da Comissão.
Com a posição do Conselho definida, começa a verdadeira negociação. As negociações em trilogo entre a Comissão Europeia, o Conselho e o Parlamento Europeu vão conciliar as três versões em um texto final .
Pontos-chave em aberto:
A data-alvo para aplicação das novas regras é janeiro de 2029, o que dá ao setor e aos reguladores aproximadamente 2 anos e meio para implementar as novas categorias e regras de divulgação após a adoção do regulamento .
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