Em um apelo conjunto de ação antecipatória que cobre junho de 2026 a março de 2027, a FAO e o Programa Alimentar Mundial (PMA) buscaram proteger quase 9 milhões de pessoas em 22 países do impacto potencial de um El Niño forte . O serviço de notícias da ONU informou que a FAO e o PMA alertaram que um El Niño "potencialmente forte" poderia "desencadear outra onda de perturbação relacionada ao clima"
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A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou que o El Niño provavelmente se desenvolverá na segunda metade de 2026, levantando preocupações sobre as monções na Índia com previsões de chuvas abaixo da média . O Fórum Econômico Mundial (WEF) alertou que o El Niño emergente representa um "choque sistêmico para os mercados globais", sinalizando potenciais interrupções nos fluxos do comércio agrícola
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De acordo com a análise da FAO de 41 anos de imagens de satélite de seu Sistema de Índice de Estresse Agrícola (ASIS), as regiões mais vulneráveis aos impactos da seca incluem o Sahel, o Sul da África, o Sul e Sudeste Asiático, e o Corredor Seco da América Central e o Caribe, onde algumas áreas de cultivo e pastagem enfrentam mais de 50% de chance de seca . O Joint Research Centre da UE identificou aumento do risco de seca em grandes partes da Austrália, Sudeste Asiático e África
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O HSBC destacou que os preços dos alimentos vêm aumentando desde o início de 2026, e as crescentes chances de um El Niño forte, juntamente com custos elevados de energia e frete, implicam riscos de alta para a inflação geral nos mercados emergentes .
A Fitch Ratings alertou que as Filipinas podem enfrentar "novas perturbações econômicas" de um El Niño prolongado que deve durar até pelo menos o início de 2027, representando riscos para o crescimento e a estabilidade de preços .
O Banco Mundial alertou que 15 províncias nas Filipinas estão em risco de seca severa induzida pelo El Niño, ameaçando a produção nacional de arroz, com a produção de arroz podendo diminuir de 20 a 50% .
As Filipinas estão consistentemente classificadas entre os países mais expostos aos choques de segurança alimentar do El Niño. A Moody's Investors Service classificou as Filipinas com quatro de cinco em seu índice de risco climático físico, juntamente com Indonésia e Índia .
As importações podem subir para 5,5-6,0 milhões de toneladas métricas, aprofundando a dependência de importações e expondo o país a mercados globais voláteis. O Vietnã, que fornece 80-90% das importações de arroz filipinas, também pode ser afetado pelo Super El Niño, tornando a obtenção de 5 milhões de toneladas apenas do Vietnã potencialmente desafiadora .
As Filipinas enfrentam uma convergência de pressões sistêmicas interativas: aumento da dívida nacional, desvalorização do peso e perdas agrícolas induzidas pelo clima. Cientistas alertaram que, com a redução do fornecimento de fertilizantes devido à guerra no Irã, o El Niño por cima disso "poderia reduzir drasticamente a produção agrícola em países menos desenvolvidos" . A combinação do El Niño com a ruptura geopolítica no fornecimento de fertilizantes cria um choque composto independente que não deve ser confundido como um risco único
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O El Niño ameaça enfraquecer as monções de verão, estressando as culturas de arroz e milho de sequeiro durante a estação kharif . Chuvas abaixo da média, um Dipolo do Oceano Índico positivo e custos mais altos de fertilizantes aumentam a pressão sobre as fazendas e os preços dos alimentos
. A Índia e o Egito estão entre as economias mais suscetíveis aos efeitos do El Niño, de acordo com um índice do Standard Chartered Bank
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A safra de 2025/26 está terminando, mas as próximas condições de El Niño ameaçam a próxima safra de verão . O conflito persistente no Sudão e no Sudão do Sul, combinado com potenciais riscos futuros do El Niño, está impulsionando uma grave crise de subsistência e aumentando o risco de fome na região
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Pesquisas citadas pelo The Independent estimam que um El Niño "super" pode resultar em um impacto de US$ 342 bilhões na produção agrícola global, representando uma ameaça crítica para 500 milhões de pequenos agricultores em todo o mundo. Os cenários incluem aumentos no preço das culturas básicas de 50% a 100%, com possíveis proibições de exportação de arroz pela Índia, Vietnã e Tailândia .
50% da energia da América Latina vem de fontes hidrelétricas, tornando a região altamente exposta ao El Niño; as secas forçam a dependência de usinas térmicas mais caras, aumentando os custos de produção agrícola . No Corredor Seco da América Central, o El Niño está associado a condições secas entre junho e dezembro, potencialmente afetando as colheitas de milho e feijão
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Alguns analistas observam que os amplos estoques globais de arroz podem amenizar o choque de oferta. A economista da FAO, Shirley Mustafa, disse ao Economic Times que os inventários mundiais provavelmente amortecerão parte do impacto do El Niño, chamando isso de "um pequeno ponto positivo" . No entanto, trata-se de uma compensação parcial, não de uma garantia, especialmente se forem impostas proibições de exportação.
A ruptura no fornecimento de fertilizantes causada pela guerra no Irã é um choque independente que se soma aos efeitos climáticos diretos do El Niño — os dois não devem ser confundidos como o mesmo risco. A combinação, no entanto, cria um cenário excepcionalmente perigoso para a segurança alimentar global, distinto de eventos El Niño anteriores .
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