A diretiva Omnibus altera a maioria das diretivas fiscais diretas existentes na UE — incluindo as Diretivas de Juros e Royalties, Matriz-Filial, Fusões, a Diretiva Antielisão Fiscal (ATAD) e as diretivas de resolução de disputas — em um único ato legal . O objetivo é simplificar e clarificar regras, eliminar requisitos desatualizados e cortar etapas de conformidade desnecessárias
.
O pacote introduz isenções explícitas para PMEs de certas regras da ATAD:
A reformulação da DAC renova o quadro de cooperação administrativa e troca de informações entre as autoridades fiscais dos países da UE, tornando-o mais eficiente e adequado às necessidades atuais .
O pacote faz parte da meta geral da Comissão de reduzir os encargos administrativos em pelo menos 25% para todas as empresas e pelo menos 35% para PMEs até o final de seu mandato, sem comprometer os objetivos das políticas .
Estima-se que o pacote completo de simplificação fiscal reduza os custos de conformidade das empresas em aproximadamente €7 a €8 bilhões por ano em todos os setores . Desse total, cerca de €3,3 bilhões vêm especificamente do corte da burocracia administrativa
. O impacto nas receitas dos orçamentos nacionais deve ser limitado ou neutro, especialmente considerando os benefícios esperados de crescimento e investimento
. A Comissão já havia indicado que pretende reduzir a carga total em €37,5 bilhões até 2029
.
Para empresas que operam além-fronteiras na UE, o pacote promete reduzir a complexidade de lidar com múltiplos sistemas fiscais nacionais. A eliminação da retenção na fonte para dividendos, juros e royalties intragrupo, juntamente com regras de financiamento simplificadas e a remoção de requisitos de relatórios duplicados, devem facilitar o investimento transfronteiriço e aumentar a competitividade . A Comissão afirmou que "ao remover requisitos processuais prévios e simplificar os processos de reembolso, a medida facilitará o financiamento, incentivará o investimento e aumentará a competitividade"
.
A exigência de aprovação unânime por todos os 27 Estados-membros tem sido historicamente o maior obstáculo para a legislação fiscal na UE. Propostas ambiciosas anteriores, como a Base Tributária Comum Consolidada (CCCTB) e a mais recente "Business in Europe: Framework for Income Taxation" (BEFIT), continuam pendentes ou foram retiradas . Resta saber se o atual pacote de simplificação conseguirá o consenso necessário, mas seu foco na redução de encargos, e não na harmonização fiscal, pode melhorar suas chances de aprovação.
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