Hungria usou repetidamente seu veto na UE para travar a adesão da Ucrânia: Viktor Orbán bloqueou negociações de adesão e um pacote de ajuda de €50 bilhões, e em março de 2026 o parlamento húngaro se opôs formalmente à... A mudança de governo na Hungria em 2026 trouxe um avanço em 15 de junho: todos os 27 estados mem...

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O caminho da Ucrânia para se tornar membro da União Europeia tem sido repetidamente interrompido por um único estado-membro: a Hungria. Sob o comando do primeiro-ministro Viktor Orbán, Budapeste usou seu poder de veto em quase todos os momentos críticos, bloqueando não apenas as negociações de adesão, mas também dezenas de bilhões em ajuda financeira. Uma mudança de liderança trouxe novas esperanças em junho de 2026, mas o padrão de obstrução se mostrou teimosamente persistente.
A Hungria exerceu seu veto no bloco de 27 membros da UE para travar o progresso da Ucrânia por anos . As principais ações incluem:
Viktor Orbán, que esteve no poder até 2026, foi o principal arquiteto da resistência. Ele repetidamente declarou que a Ucrânia estava “a anos-luz de distância” da adesão à UE, disse que a adesão era “demais” e usou o veto da Hungria para bloquear tanto as negociações de adesão quanto a ajuda financeira .
Péter Magyar sucedeu Orbán como primeiro-ministro. No início de junho de 2026, Magyar sinalizou uma mudança, fechando um acordo com a Ucrânia que suspendeu o veto para a abertura do primeiro bloco . No entanto, a Hungria sob Magyar ainda assim bloqueou o progresso nos blocos restantes em 23 de junho
.
Em 15 de junho de 2026, todos os 27 estados-membros da UE concordaram unanimemente em abrir o Bloco 1 — “Fundamentos” das negociações de adesão com a Ucrânia . Este bloco cobre os valores essenciais da UE: estado de direito, direitos fundamentais, instituições democráticas, reforma da administração pública e critérios econômicos
. A decisão foi adotada na Segunda Conferência Intergovernamental Ucrânia-UE em Luxemburgo e foi descrita como o “maior passo isolado” em direção à adesão da Ucrânia à UE desde que as negociações de adesão foram formalmente abertas em junho de 2024
.
A Comissária Europeia para o Alargamento, Marta Kos, estabeleceu a meta de abrir todos os seis blocos de negociação para a Ucrânia até julho de 2026 . Ela confirmou após o avanço de 15 de junho que esperava que os cinco blocos restantes fossem abertos em julho
.
Esse prazo está agora ameaçado. A objeção da Hungria em 23 de junho ao envio da carta procedimental necessária para os blocos restantes atrasou o processo, e diplomatas da UE expressaram dúvidas de que todos os blocos possam ser abertos até 14 de julho, como esperado .
A unanimidade é exigida em cada grande etapa do processo de adesão à UE. A jornada de cada país candidato — abertura de negociações, abertura de cada bloco, fechamento de cada capítulo e adesão final — requer o consentimento unânime de todos os 27 estados-membros . Isso significa que qualquer estado-membro pode bloquear o progresso em qualquer estágio. A Hungria usou esse poder de veto repetidamente, e o bloqueio de 23 de junho de 2026 à carta para os blocos restantes é o exemplo mais recente
.
As próximas semanas testarão se o novo governo da Hungria manterá a postura obstrutiva de seu antecessor ou permitirá que o processo de adesão da Ucrânia avance. A Comissária Kos pediu que os estados-membros ajam rapidamente, mas a regra da unanimidade continua sendo uma barreira formidável.
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No entanto, em 23 de junho, a Hungria voltou a barrar o progresso ao se opor ao envio de uma carta procedimental necessária para abrir os cinco blocos restantes, colocando em risco o prazo de julho estabelecido pela C...
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