Um novo estudo do Instituto Kiel para a Economia Mundial conclui que a Europa possui uma alavancagem financeira real sobre os Estados Unidos, explorando uma assimetria de ativos de US$ 3,2 trilhões. A alavancagem se baseia na remoção do privilégio de risco zero dos títulos do Tesouro dos EUA nas regulações bancárias...

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Um estudo significativo do Instituto Kiel para a Economia Mundial detalhou a alavancagem financeira que a Europa possui sobre os Estados Unidos, desafiando a suposição de que os EUA são uma superpotência financeira invencível. O relatório, intitulado "Shorting America: Europe's financial leverage over the United States" (Em português: 'Apostando contra a América: a alavancagem financeira da Europa sobre os Estados Unidos'), publicado em 23 de junho de 2026, quantifica o impacto potencial do uso de ferramentas regulatórias europeias para reduzir a demanda por títulos do Tesouro dos EUA .
O estudo, de autoria de Filippos Petroulakis (Banco da Grécia) e Farzad Saidi (Universidade de Bonn, Instituto Kiel & CEPR), identifica uma assimetria de US$ 3,2 trilhões nas participações de ativos transatlânticos como a base da potencial alavancagem financeira da Europa .
Isso significa que a exposição da Europa à economia dos EUA é cerca de 1,5 vez maior que o contrário, dando-lhe uma vantagem estrutural .
O relatório se concentra em uma alavanca regulatória específica e já existente: a remoção do chamado "privilégio de peso de risco zero" sobre os títulos do Tesouro dos EUA em dois arcabouços regulatórios europeus :
Os autores argumentam que esse privilégio é "cada vez mais injustificado" com base em critérios prudenciais. A relação dívida/PIB dos EUA está acima de 120% e os EUA já sofreram um rebaixamento soberano anterior . O estudo enquadra a mudança não como uma arma geopolítica, mas como uma política prudencial sólida que trataria os títulos do Tesouro dos EUA de acordo com suas métricas de crédito reais
.
Estimativas conservadoras do estudo implicam aproximadamente US$ 200 bilhões em demanda por títulos do Tesouro retirados ao longo de uma década por parte de seguradoras, bancos e fundos de pensão europeus. Para contextualizar, os autores observam que isso é aproximadamente um quarto do primeiro aperto quantitativo (QT1) do Federal Reserve ou um terço do QE2 (o segundo rodada de flexibilização quantitativa do Fed) .
O estudo estima que essa redução na demanda aumentaria os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA em 11 a 14 pontos-base. Isso se traduz em US$ 33 a US$ 42 bilhões por ano em custos adicionais de financiamento do governo dos EUA .
Duas abordagens de modelagem sustentam essa faixa :
O estudo apresenta essa ação potencial com ressalvas importantes :
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Um novo estudo do Instituto Kiel para a Economia Mundial conclui que a Europa possui uma alavancagem financeira real sobre os Estados Unidos, explorando uma assimetria de ativos de US$ 3,2 trilhões.
Um novo estudo do Instituto Kiel para a Economia Mundial conclui que a Europa possui uma alavancagem financeira real sobre os Estados Unidos, explorando uma assimetria de ativos de US$ 3,2 trilhões. A alavancagem se baseia na remoção do privilégio de risco zero dos títulos do Tesouro dos EUA nas regulações bancárias e de seguros europeias, o que seria uma medida de política prudencial justificada, não apenas uma...
Estima se que a remoção desse privilégio reduziria a demanda por títulos do Tesouro americano em cerca de US$ 200 bilhões em uma década, elevando os rendimentos em 11 a 14 pontos base e adicionando US$ 33 a US$ 42 bil...
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