O CEO da Phillips 66, Mark Lashier, estima que entre 90 e 100 milhões de barris de petróleo bruto continuam retidos no Estreito de Ormuz até 23 de junho de 2026, e alerta que a desobstrução será um 'processo prolongad... Segundo a seguradora Allianz, 65% dos 4 a 5 milhões de barris por dia interrompidos devem ser re...

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A recuperação do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz está em andamento após o acordo-quadro entre EUA e Irã, mas a desobstrução total enfrenta uma série de gargalos físicos, logísticos e de seguros. Em 23 de junho de 2026, o CEO da Phillips 66, Mark Lashier, estimou que entre 90 e 100 milhões de barris de petróleo permanecem retidos na região, e descreveu o processo como “prolongado, metódico e comedido” .
Durante a J.P. Morgan Energy, Power & Renewables Conference em 23 de junho, Lashier afirmou que cerca de 90 a 100 milhões de barris de petróleo bruto estão acumulados e precisam ser escoados pelo Estreito . Navios começam a deixar a área, mas ele descreveu a situação geral como “um tanto instável” e alertou que a volta aos fluxos anteriores à guerra levará um tempo considerável
. As perguntas cruciais agora, segundo ele, são: “quem estará disposto a enviar navios de volta para a área? E eles conseguirão obter seguro?”
.
Apesar do anúncio do acordo-quadro entre EUA e Irã em meados de junho, várias barreiras concretas persistem:
O cenário base da Allianz projeta que 65% do fluxo interrompido de 4 a 5 milhões de barris/dia será restaurado em três meses, 80% em quatro meses, com a normalização total até o final do ano . A Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) já havia alertado que poderia levar até o final de 2026 ou início de 2027 para que os fluxos se normalizassem completamente
. O CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, também advertiu que, mesmo que o estreito reabrisse imediatamente, levaria meses para o mercado encontrar equilíbrio, e qualquer atraso adicional poderia empurrar a normalização para 2027
.
O mercado já precificou uma recuperação parcial, mas a volatilidade deve continuar.
O barril do Brent caiu para cerca de US$ 78,96 em 16 de junho, o primeiro fechamento abaixo de US$ 80 em meses, após a notícia do acordo . Estava em torno de US$ 90 antes do anúncio e havia atingido uma média de US$ 107/ barril em maio, no pico da crise
. Em 23 de junho, o Brent era negociado a US$ 77,91/ barril
.
O consenso entre as fontes é que o segundo semestre de 2026 verá um declínio gradual dos preços para a faixa de US$ 75 a US$ 85/ barril, mas o caminho será acidentado devido ao frágil cessar-fogo, à lenta desobstrução física e ao enorme excedente de barris retidos que podem chegar ao mercado mais rápido do que a logística pode suportar.
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O CEO da Phillips 66, Mark Lashier, estima que entre 90 e 100 milhões de barris de petróleo bruto continuam retidos no Estreito de Ormuz até 23 de junho de 2026, e alerta que a desobstrução será um 'processo prolongad...
O CEO da Phillips 66, Mark Lashier, estima que entre 90 e 100 milhões de barris de petróleo bruto continuam retidos no Estreito de Ormuz até 23 de junho de 2026, e alerta que a desobstrução será um 'processo prolongad... Segundo a seguradora Allianz, 65% dos 4 a 5 milhões de barris por dia interrompidos devem ser retomados em três meses, mas a normalização total pode levar até o final de 2026 ou início de 2027.
Analistas projetam o barril do Brent entre US$ 75 e US$ 85 no segundo semestre, mas o caminho será volátil com a entrada lenta dos barris retidos e os gargalos logísticos e de infraestrutura.
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