Detalhe importante: a divergência entre a leitura prévia (49,5) e a final (50,6) reflete basicamente a diferença entre Alemanha e França. Enquanto a economia alemã mostrou sinais de recuperação, puxando o índice geral para cima, a França permaneceu estagnada ou em contração. No fim das contas, o quadro geral é de atividade próxima de zero .
As pressões inflacionárias na zona do euro continuaram a ceder em junho, um alívio bem-vindo depois do choque de energia provocado pela guerra no Irã.
Em resumo: os dados de junho confirmam que o pior do choque inflacionário ficou para trás, e a trégua geopolítica já começa a aparecer nos números.
O memorando de entendimento preliminar entre Estados Unidos e Irã, assinado em Paris nos dias 14 e 15 de junho, pôs fim a três meses e meio de conflito e reabriu o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo global .
Queda imediata e violenta do petróleo:
| Indicador | Variação | Nível |
|---|---|---|
| Brent | −4,1% (−US$ 3,58) | ~US$ 83,75/barril |
| WTI | −4,7% (−US$ 4,01) | ~US$ 80,87/barril |
| Brent (dia seguinte) | −4% (−US$ 3,29) | Caiu para US$ 79,88 — menor nível em três meses |
Mas calma: a normalização leva tempo.
A S&P Global e a Al Jazeera alertaram que os mercados físicos de petróleo devem continuar apertados durante todo o verão do hemisfério norte, e que os preços dos combustíveis nos EUA e na Europa levarão meses para se normalizar, conforme o alívio das sanções e a logística de retomada forem sendo implementados gradualmente .
No entanto, para a zona do euro, a sinalização já é extremamente positiva: a eliminação do prêmio de risco geopolítico reduz os custos industriais e abre espaço para uma desaceleração mais rápida da inflação, como já mostram os PMIs de junho.
Bolsas europeias explodiram para máximas históricas.
Por que isso importa para a economia real?
Conclusão: Os PMIs de junho de 2025 mostram uma economia da zona do euro que se estabiliza perto da estagnação, com a inflação de custos em queda pelo quarto mês consecutivo — alavancada de forma decisiva pelo acordo de paz EUA-Irã, que derrubou o preço do petróleo e desencadeou um rali histórico nas bolsas. Mas a normalização física do suprimento de petróleo levará meses, e o setor privado europeu continua fraco demais para se falar em uma recuperação genuína neste momento.
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