Paralelamente, o Reino Unido colocou em prática sua 'Estratégia de Minerais Críticos Visão 2035', anunciando um fundo de £50 milhões (aproximadamente R$ 380 milhões) para impulsionar a produção doméstica e a reciclagem . A meta britânica é ambiciosa: atender 10% da demanda nacional com produção interna e 20% por meio de reciclagem até 2035, incluindo a produção de pelo menos 50 mil toneladas de lítio em solo britânico
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Já o Japão e a França assinaram um Roteiro para Minerais Críticos, com foco em investimentos conjuntos em mineração, processamento e, principalmente, reciclagem de terras raras . O projeto emblemático é a refinaria de terras raras pesadas da Caremag SAS, no sudoeste da França, que deve começar a operar até o final de 2026, com participação da estatal japonesa JOGMEC e da empresa Iwatani Corporation
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Na prática, o que se vê é um movimento coordenado do Ocidente para transformar promessas em ações concretas. O G7 criou uma Aliança de Minerais Críticos, ampliou o papel da Agência Internacional de Energia (IEA) no monitoramento de cadeias de suprimentos e iniciou a coordenação de estoques estratégicos . A China, por sua vez, ao atingir diretamente as empresas que são a aposta americana para reduzir a dependência, mostra que está disposta a usar seu domínio no refino como arma geopolítica
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Essas medidas de junho de 2026 marcam uma mudança de políticas declaratórias para ações vinculantes, financiadas e institucionalizadas. A meta de 60% do G7 é o primeiro alvo coletivo de importação com um prazo rígido. O fundo de £50 milhões do Reino Unido e as colaborações de reciclagem Japão-França visam o gargalo do refino (os 90% de participação chinesa), onde o domínio de Pequim é mais forte. Os controles de exportação retaliatórios da China sobre a MP Materials e a USA Rare Earth mostram que Pequim está disposta a transformar esse gargalo em arma, acelerando a urgência da diversificação ocidental.