Trump chamou Netanyahu de 'louco pra caralho' em uma ligação telefônica e repetiu o insulto publicamente no G7. Em 15 de junho de 2026, Trump assinou virtualmente o 'Memorando de Islamabad' com o Irã sem mostrar o texto a Israel antes.
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A relação historicamente próxima entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu se estilhaçou em um conflito aberto. Em apenas algumas semanas de junho de 2026, o presidente americano insultou publicamente o primeiro-ministro israelense, assinou um acordo de cessar-fogo abrangente com o Irã — sem consultar Israel — e seu vice-presidente emitiu uma repreensão pública direta a membros do gabinete israelense. Aqui está a cronologia verificada de cada desenvolvimento-chave dessa ruptura.
Em 1º de junho de 2026, durante uma ligação em que Israel ameaçava bombardear Beirute — um movimento que colocava em risco as negociações nucleares entre EUA e Irã — Trump chamou Netanyahu de "louco pra caralho" e o repreendeu pelas ações agressivas de Israel no Líbano. Autoridades americanas descreveram como uma das piores ligações entre os dois líderes .
Na cúpula do G7 na França, em 17 de junho, Trump tornou a crítica pública, repetindo o xingamento e declarando: "sem mim, não existiria Israel" . Trump ainda acusou Netanyahu de falta de julgamento e disse que Israel deveria "fazer o que eu mando" . O jornal The Boston Globe noticiou que Trump "descarregava em Netanyahu com uma retórica que nenhum outro líder americano ousou usar publicamente" .
Netanyahu afirmou repetidamente que a posição de Israel sobre o programa nuclear iraniano não mudou com o acordo EUA-Irã. Em uma coletiva de imprensa em 15 de junho, ele declarou: "Com acordo ou sem acordo, o Irã não terá armas nucleares. Nem hoje, nem amanhã" . Ele também afirmou que enquanto for primeiro-ministro, o Irã jamais adquirirá armas atômicas , e prometeu manter as forças israelenses nas zonas de segurança em Gaza, Líbano e Síria .
Assinado virtualmente em 15 de junho de 2026 pelo presidente Trump, pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian e pelo primeiro-ministro do Paquistão (que atuou como mediador), o MoU é um acordo-quadro de 14 pontos oficialmente chamado de Memorando de Islamabad .
Os principais pontos verificados no texto completo incluem:
A NPR publicou o texto completo em 18 de junho , e a BBC confirmou que o cessar-fogo já está em vigor .
Em 18 de junho de 2026, o vice-presidente JD Vance emitiu uma repreensão pública extraordinária a membros do gabinete israelense que criticavam o acordo com o Irã. Ele os avisou para não atacarem Trump, afirmando:
"Donald J. Trump é o único chefe de Estado em todo o mundo que é simpático à nação de Israel neste momento."
Vance lembrou a Israel que dois terços de suas armas defensivas são financiadas e construídas pelos EUA e advertiu que não deveriam alienar seu "único aliado poderoso" . O Guardian noticiou que a mensagem de Vance era "Trump é o único aliado que lhe resta no mundo" . A Al Jazeera classificou como uma das declarações mais impactantes já feitas por um alto funcionário dos EUA sobre a relação EUA-Israel .
Múltiplas fontes informam que Trump disse a Israel para "fazer o que eu mando" durante sua ruptura pública com Netanyahu no G7 . Isso se encaixa no padrão mais amplo de Trump exigir que Israel se alinhe à sua abordagem com o Irã.
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Trump chamou Netanyahu de 'louco pra caralho' em uma ligação telefônica e repetiu o insulto publicamente no G7.
Trump chamou Netanyahu de 'louco pra caralho' em uma ligação telefônica e repetiu o insulto publicamente no G7. Em 15 de junho de 2026, Trump assinou virtualmente o 'Memorando de Islamabad' com o Irã sem mostrar o texto a Israel antes.
O acordo prevê cessar fogo imediato em todas as frentes, fim do bloqueio naval e um fundo de US$ 300 bilhões para reconstrução do Irã.