A situação foi tão crítica que a federação iraniana preparou uma queixa formal à Fifa, classificando as restrições como "injustas" e prejudiciais à preparação . O técnico Ghalenoei foi ainda mais duro: "Ficamos 40 horas na estrada. Chegamos à Copa nas piores condições possíveis"
. Ele também disse que as condições "ficaram ainda mais duras" antes do jogo contra a Bélgica do que já tinham sido antes da estreia
.
Na primeira rodada do Grupo G, o Irã enfrentou a Nova Zelândia no SoFi Stadium, em Los Angeles. O jogo foi eletrizante: Elijah Just abriu o placar duas vezes para os neozelandeses (7' e 54'), mas o Irã buscou o empate em ambas as ocasiões. Ramin Rezaeian igualou aos 32 minutos, e Mohammad Mohebbi, de cabeça, fez o 2 a 2 aos 64', após cruzamento preciso de Rezaeian .
No segundo jogo, contra a Bélgica, a história foi diferente. O Irã teve de se defender a maior parte do tempo, e o goleiro Alireza Beiranvand foi o grande nome da partida. Ele fez sete defesas — uma delas descrita pelo jornal The Guardian como "impressionante" — e garantiu o empate por 0 a 0 .
A Bélgica ficou com um jogador a menos aos 66 minutos, quando o zagueiro Nathan Ngoy foi expulso com cartão vermelho direto . Mesmo com a vantagem numérica, o Irã não conseguiu marcar — um gol de Mehdi Taremi foi anulado por impedimento
. Ghalenoei chamou o resultado de uma "grande conquista" diante das adversidades
.
O Irã fecha a fase de grupos contra o Egito, que lidera a chave com quatro pontos. Uma vitória coloca a seleção iraniana com cinco pontos e abre caminho para uma classificação inédita às oitavas de final . O técnico Ghalenoei disse ter recebido a informação de que as restrições de viagem seriam amenizadas para a última partida, o que pode dar ao time uma preparação mais normal
.
A campanha do Irã na Copa de 2026, independentemente do resultado, já entrou para a história do futebol do país pela resiliência diante de obstáculos que vão muito além do gramado.
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