Aqui estão os oito fatores-chave por trás da performance superior das ações de ME, verificados por meio de múltiplas fontes de alta qualidade.
Pela primeira vez desde abril de 2022, as empresas do índice MSCI EM reportaram, em média, lucros anuais acima das expectativas definidas um ano antes. Dados da Bloomberg mostram que este é um ponto de inflexão claro — a primeira vez que os lucros do índice superam as estimativas em quatro anos . Esta recuperação fundamental dos lucros está fornecendo uma base sólida para o rali, distinguindo-o de movimentos movidos apenas pelo sentimento do mercado.
As ações de tecnologia asiáticas — lideradas pelos fabricantes de semicondutores — impulsionaram um salto de aproximadamente 40% nos lucros do primeiro trimestre de 2026 em comparação com o ano anterior. Os números são impressionantes:
Essas três empresas impulsionaram o índice MSCI Emerging Markets Asia a um recorde histórico em abril de 2026, com o índice ganhando 19,7% apenas naquele mês — seu desempenho mensal mais forte desde junho de 1999 . A TSMC subiu 24,9% no mês, enquanto o KOSPI da Coreia do Sul avançou mais de 30%
. A SK Hynix e a Micron juntaram-se ao clube das empresas com valor de mercado de trilhões de dólares, ao lado da NVIDIA e da TSMC
.
O rali não é apenas uma história de semicondutores. A Bloomberg relata que os lucros estão melhorando em outros setores do mercado, incluindo refinarias de petróleo indianas (beneficiando-se das mudanças nas cadeias de fornecimento de petróleo) e empresas de eletricidade brasileiras . A perspectiva do JPMorgan para 2026 aponta para melhorias em setores cíclicos, apoiadas por um dólar americano mais fraco e condições financeiras globais favoráveis
.
Um dólar americano mais fraco e condições financeiras globais mais favoráveis são os principais impulsionadores cíclicos do rali dos ME, de acordo com o JPMorgan . Os gastos contínuos do governo dos EUA e um ciclo plurianual de investimentos em IA e infraestrutura estão reforçando o cenário de demanda. O FMI projeta um crescimento do PIB dos ME de 4,0% em 2026, contra 1,6% para os mercados desenvolvidos, criando uma base econômica ampla para os lucros corporativos
.
Os números da performance superior são impressionantes:
As expectativas do consenso mostram que o lucro por ação (LPA) dos ME deve crescer quase 50% em 2026, contra cerca de 19% para os mercados desenvolvidos . Esta enorme divergência sustenta a tese de alta. A State Street relata que o LPA dos ME cresceu 16% em 2025 (dado preliminar), com expectativa de crescimento de mais de 20% para 2026
. A Lazard Asset Management observa que as previsões do consenso apontam para um crescimento do LPA de cerca de 17% para os ME em 2026, acima da maioria das principais regiões de mercados desenvolvidos
.
Apesar do forte desempenho, os valuations dos ME permanecem historicamente baixos:
Isso significa que, apesar de um rali de mais de 30%, as ações dos ME ficaram mais baratas em relação aos mercados desenvolvidos — uma dinâmica que historicamente precede uma performance superior contínua.
Após anos de saídas de capital, o posicionamento institucional em ME permanece historicamente baixo. A GAM Investments observa que as ações de ME estão "historicamente baratas e com baixa alocação", com o interesse dos investidores apenas começando a retornar, criando espaço para expansão dos múltiplos . A State Street e o JPMorgan destacam que, com o posicionamento ainda leve, uma rotação de capital para os ME pode fornecer um potencial de alta significativo
.
O rali das ações de mercados emergentes não é um fogo de palha especulativo. Ele é impulsionado por uma recuperação fundamental dos lucros (a primeira superação de metas de lucro em quatro anos), lucros explosivos de semicondutores ligados à IA na Ásia, um momentum crescente em setores não tecnológicos, um cenário macroeconômico de dólar mais fraco e valuations que permanecem profundamente descontados apesar do forte desempenho — tudo isso enquanto os alocadores institucionais globais permanecem subalocados.
Como a State Street coloca: "Se há uma tendência que os investidores devem ficar de olho em 2026, acreditamos que seja a convergência do retorno sobre o patrimônio (ROE) entre os mercados emergentes e desenvolvidos" . Com o crescimento dos lucros dos ME previsto para superar os mercados desenvolvidos pelo terceiro ano consecutivo
, o caso para uma alocação estratégica em mercados emergentes raramente foi tão forte.
Este artigo é apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento de investimento. Sempre realize sua própria pesquisa antes de tomar decisões de investimento.
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