Após consultas com os mediadores do Catar e do Paquistão, a delegação iraniana concordou em retornar, e as conversas foram retomadas no mesmo dia . Um diplomata sênior dos EUA confirmou que as delegações estavam "trabalhando durante a noite" para transformar o frágil Memorando de Entendimento (MOU) em um acordo político mais amplo .
Paralelamente às negociações, uma crise se desenrolava no Estreito de Ormuz, uma passagem marítima crucial por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. No sábado, 20 de junho, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou que o estreito estava "fechado para todos os navios", citando ataques israelenses no Líbano e supostas violações do cessar-fogo pelos EUA . A IRGC advertiu que os navios não deveriam se aproximar do estreito .
No entanto, o governo dos EUA contestou diretamente a alegação iraniana. O vice-presidente Vance afirmou que não havia "nenhuma evidência" de fechamento . O Comando Central dos EUA (CENTCOM) declarou que o tráfego de navios comerciais continuava a transitar normalmente . Dados independentes de rastreamento de navios de 21 de junho pareciam apoiar a posição dos EUA, mostrando o tráfego ainda em movimento pelo estreito . Segundo o CENTCOM, 55 navios mercantes, transportando quase 17 milhões de barris de petróleo, cruzaram o estreito no sábado, com um aumento no tráfego .
Enquanto o vice-presidente JD Vance, liderando a delegação dos EUA em Bürgenstock, mantinha um tom diplomático e conciliador durante as negociações presenciais, o presidente Trump emitia ameaças agressivas de Washington . Trump publicou um ultimato com linguagem chula, advertindo o Irã contra o fechamento do Estreito de Ormuz, dizendo "Vocês não vão nem conseguir voltar para o seu maldito país" e ameaçando atingir usinas de energia e pontes iranianas se o estreito não fosse mantido aberto . Ele também sugeriu que os EUA poderiam assumir o controle do setor de petróleo do Irã e afirmou que o estreito seria "permanentemente livre de pedágio" sob seu acordo .
Esta abordagem de duas vias — Vance oferecendo negociação, Trump ameaçando escalada — criou uma tensão significativa no primeiro dia .
As discussões cobriram quatro pontos principais da agenda: o Estreito de Ormuz, os combates no Líbano (Hezbollah-Israel), o programa nuclear do Irã e o alívio de sanções . As conversas foram realizadas sob a estrutura de um MOU que estipulava que ambas as partes "se absteriam da ameaça ou do uso da força uma contra a outra" . Um prazo de 60 dias foi estabelecido para finalizar um acordo abrangente .
O primeiro dia, apesar do começo turbulento, terminou com um compromisso de continuar as negociações. No entanto, a desconfiança mútua e as mensagens conflitantes de Washington pintam um quadro de um processo de paz frágil e cheio de obstáculos.
Após consultas com os mediadores do Catar e do Paquistão, a delegação iraniana concordou em retornar, e as conversas foram retomadas no mesmo dia . Um diplomata sênior dos EUA confirmou que as delegações estavam "trabalhando durante a noite" para transformar o frágil Memorando de Entendimento (MOU) em um acordo político mais amplo .
Paralelamente às negociações, uma crise se desenrolava no Estreito de Ormuz, uma passagem marítima crucial por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. No sábado, 20 de junho, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou que o estreito estava "fechado para todos os navios", citando ataques israelenses no Líbano e supostas violações do cessar-fogo pelos EUA . A IRGC advertiu que os navios não deveriam se aproximar do estreito .
No entanto, o governo dos EUA contestou diretamente a alegação iraniana. O vice-presidente Vance afirmou que não havia "nenhuma evidência" de fechamento . O Comando Central dos EUA (CENTCOM) declarou que o tráfego de navios comerciais continuava a transitar normalmente . Dados independentes de rastreamento de navios de 21 de junho pareciam apoiar a posição dos EUA, mostrando o tráfego ainda em movimento pelo estreito . Segundo o CENTCOM, 55 navios mercantes, transportando quase 17 milhões de barris de petróleo, cruzaram o estreito no sábado, com um aumento no tráfego .
Enquanto o vice-presidente JD Vance, liderando a delegação dos EUA em Bürgenstock, mantinha um tom diplomático e conciliador durante as negociações presenciais, o presidente Trump emitia ameaças agressivas de Washington . Trump publicou um ultimato com linguagem chula, advertindo o Irã contra o fechamento do Estreito de Ormuz, dizendo "Vocês não vão nem conseguir voltar para o seu maldito país" e ameaçando atingir usinas de energia e pontes iranianas se o estreito não fosse mantido aberto . Ele também sugeriu que os EUA poderiam assumir o controle do setor de petróleo do Irã e afirmou que o estreito seria "permanentemente livre de pedágio" sob seu acordo .
Esta abordagem de duas vias — Vance oferecendo negociação, Trump ameaçando escalada — criou uma tensão significativa no primeiro dia .
As discussões cobriram quatro pontos principais da agenda: o Estreito de Ormuz, os combates no Líbano (Hezbollah-Israel), o programa nuclear do Irã e o alívio de sanções . As conversas foram realizadas sob a estrutura de um MOU que estipulava que ambas as partes "se absteriam da ameaça ou do uso da força uma contra a outra" . Um prazo de 60 dias foi estabelecido para finalizar um acordo abrangente .
O primeiro dia, apesar do começo turbulento, terminou com um compromisso de continuar as negociações. No entanto, a desconfiança mútua e as mensagens conflitantes de Washington pintam um quadro de um processo de paz frágil e cheio de obstáculos.