Em maio de 2023, a Samsung viveu um pesadelo de segurança. Engenheiros da divisão de semicondutores vazaram, em pelo menos três ocasiões separadas, código-fonte confidencial, transcrições de reuniões internas e dados proprietários ao colar essas informações no ChatGPT . A empresa reagiu com mão de ferro: baniu todas as ferramentas públicas de IA generativa nos dispositivos corporativos e passou a desenvolver seu próprio modelo, o Samsung Gauss
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Três anos depois, o cenário é outro. O acesso às ferramentas externas foi retomado, mas agora dentro de um ambiente empresarial seguro, com controles de proteção de dados que visam evitar a repetição do incidente .
A liberação ocorreu em etapas ao longo de algumas semanas:
Em vez de apostar todas as fichas em um só modelo, a Samsung adotou uma abordagem de múltiplos modelos :
Essa estratégia de dois trilhos — manter o Gauss e adicionar três modelos externos — permite que a Samsung escolha a ferramenta certa para cada tarefa, evitando ficar refém de um único fornecedor .
O acordo de software é o segundo pilar de uma parceria estratégica mais ampla, que começou no hardware. Em 1º de outubro de 2025, o CEO da OpenAI, Sam Altman, assinou em Seul uma carta de intenções (LOI) com a Samsung Electronics, Samsung SDS, Samsung C&T e Samsung Heavy Industries para fornecer chips de memória avançados (incluindo memória de alta largura de banda, HBM) para a iniciativa Stargate da OpenAI, um projeto de infraestrutura de IA orçado em cerca de US$ 500 bilhões . O acordo também prevê a construção de data centers na Coreia do Sul
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Com o contrato do ChatGPT Enterprise em junho de 2026, a relação se aprofunda: a Samsung deixa de ser apenas fornecedora de chips para se tornar também cliente empresarial de IA da OpenAI, consolidando-se como uma parceira crítica tanto em hardware quanto em software .