A Perplexity pediu à justiça que rejeite partes desses casos, argumentando que suas respostas geradas por IA não violam os direitos autorais das editoras porque o resultado transforma o material original em vez de reproduzi-lo . Os pedidos estão em andamento.
Em maio de 2026, a CNN entrou com seu primeiro processo de direitos autorais contra uma empresa de IA, tendo a Perplexity como alvo . O processo alega que a Perplexity replicou e distribuiu ilegalmente material da CNN. A emissora afirmou que tentou negociar um acordo de licenciamento de conteúdo antes de entrar na justiça
. Este é considerado o primeiro processo de direitos autorais de uma emissora de televisão contra uma empresa de IA.
A Dow Jones (editora do Wall Street Journal) e o New York Post entraram com processos em 2024 com fundamentos semelhantes . A Encyclopaedia Britannica e a Merriam-Webster também abriram um processo contra a Perplexity em setembro de 2025. A Perplexity pediu que o juiz rejeitasse a alegação de violação por parte dos usuários, argumentando que os usuários, e não o provedor do serviço, são responsáveis pelo uso que fazem dos resultados gerados
.
Em outubro de 2025, o Reddit processou a Perplexity em um tribunal federal de Manhattan, acusando a empresa de raspar ilegalmente postagens de usuários para treinar seu sistema de busca com IA . A queixa alega que a Perplexity e outras três empresas de raspagem — Oxylabs, WMProxy e SerpApi — burlaram as medidas de proteção do Reddit para coletar dados sem autorização
. O Reddit argumentou que a Perplexity, que acusou de construir um negócio de 20 bilhões de dólares com dados roubados, precisava urgentemente desse conteúdo para operar seu 'mecanismo de respostas'
.
A Perplexity respondeu com uma declaração dizendo que sua metodologia 'permanece íntegra e consistente com os padrões do setor' .
A Amazon processou a Perplexity em novembro de 2025 por causa de um recurso de compras integrado ao navegador Comet, da Perplexity . O processo alega que o Comet acessou sorrateiramente contas de clientes da Amazon e mascarou atividades geradas por IA como navegação humana — uma prática que a Amazon chamou de 'antiética' em documentos judiciais
.
Em março de 2026, um tribunal federal da Califórnia concedeu uma liminar proibindo o Comet de acessar os sistemas protegidos por senha da Amazon . A liminar foi concedida com base no Federal Computer Fraud and Abuse Act (CFAA) e na Lei de Fraude Informática da Califórnia. A Perplexity argumentou que o Comet apenas automatiza instruções do usuário e que o acesso era legítimo, mas o tribunal ficou do lado da Amazon
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Em abril de 2026, uma ação coletiva foi aberta no Distrito Norte da Califórnia contra a Perplexity AI, acusando a empresa de divulgar indevidamente dados pessoais de usuários para o Meta e o Google . O autor, identificado como John Doe, alegou que forneceu informações financeiras sigilosas ao chatbot da Perplexity sob a premissa de confidencialidade, e que a empresa então compartilhou esses dados com plataformas de terceiros, violando as leis de privacidade da Califórnia
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Em dezembro de 2025, a emissora italiana RTI e a produtora de filmes Medusa Film (ambas do grupo Mediaset) entraram com uma ação civil contra a Perplexity em Roma, alegando violação sistemática de direitos de propriedade intelectual em desacordo com as leis de direitos autorais europeias e italianas . O caso foca nas práticas de treinamento do modelo de linguagem (LLM) da Perplexity.
A BBC ameaçou ação legal contra a Perplexity por raspagem de conteúdo, enviando uma carta ao CEO Aravind Srinivas em junho de 2025 afirmando que a BBC tinha evidências de que o modelo da Perplexity foi treinado com conteúdo da emissora . A BBC avisou sobre uma possível liminar caso a raspagem não cessasse imediatamente.
Nenhum desses casos chegou a um veredito final sobre a legalidade do modelo de negócios principal da Perplexity. O número de processos por violação de direitos autorais contra empresas de IA mais que dobrou de cerca de 30 no final de 2024 para mais de 70 no final de 2025 . A Perplexity, que depende fortemente da tecnologia de recuperação aumentada por geração (RAG), está no centro dessa onda.
Os resultados desses casos provavelmente influenciarão os limites legais para todos os mecanismos de busca com IA — definindo quando a raspagem automatizada da web configura violação de direitos autorais, se os resumos gerados por IA são 'transformativos' (fair use) e quanto controle as editoras têm sobre o uso de seu conteúdo em conjuntos de treinamento de IA.
Por enquanto, a Perplexity continua operando enquanto se defende em várias frentes jurídicas. O argumento da empresa — de que sua tecnologia transforma em vez de copiar, e que a responsabilidade do usuário a protege de responsabilização — representa uma posição que toda a indústria de busca com IA está observando de perto.
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