Este não foi um caso isolado. A Rússia já estava sob pressão para fortalecer as defesas aéreas de Moscou:
1. A penetração da defesa aérea está tendo sucesso. Drones ucranianos supostamente penetraram três anéis de defesa aérea ao redor de Moscou para alcançar a refinaria, que fica a cerca de 15 km do Kremlin . O ataque de 18 de junho foi descrito como um dos maiores ou mais significativos ataques de drones a Moscou desde o início da guerra em grande escala
.
2. A Rússia enfrenta pressão sobre seus escassos recursos de defesa aérea. A Defense Express enquadrou a reimplantação de um sistema Pantsir das linhas de frente para Moscou como um sinal de que a Rússia não possui ativos ou mísseis de defesa aérea suficientes para cobrir todas as áreas prioritárias ao mesmo tempo . A declaração pública de Putin de que a Rússia reforçaria as defesas aéreas após drones penetrarem profundamente no território russo apoia ainda mais a conclusão de que Moscou vê isso como um sério problema defensivo
.
3. A campanha cria um dilema insustentável. A Rússia deve escolher entre duas opções ruins:
A reimplantação relatada de um Pantsir das linhas de frente para a refinaria é uma evidência direta de que a Rússia está escolhendo a segunda opção em pelo menos alguns casos, absorvendo um custo militar tático para proteger uma vulnerabilidade política e econômica .
4. O impacto político e psicológico é severo. Putin foi forçado a reconhecer publicamente as falhas, declarando no início de junho que a Rússia reforçaria as defesas aéreas porque "alguns desses ataques de drones estão passando" . O Kremlin mais tarde elogiou o "alto desempenho" das defesas aéreas russas após o ataque de 18 de junho, embora a investida tenha causado grandes incêndios na refinaria de Moscou e vítimas na capital
. Essa combinação — tranquilidade pública, danos visíveis e reimplantação defensiva de emergência — ressalta a sensibilidade política de ataques ucranianos bem-sucedidos perto de Moscou
.
5. A campanha está pressionando a economia de guerra e a logística doméstica da Rússia. O alvo ucraniano em refinarias de petróleo ameaça o fornecimento de combustível e cria interrupções visíveis nas principais cidades russas . A refinaria de Moscou fornece uma grande parte do combustível da capital, então ataques bem-sucedidos repetidos representam um ponto de pressão econômico e logístico significativo, mesmo que as fontes disponíveis não comprovem uma paralisação de longo prazo
.
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