A vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, rejeitou veementemente as acusações ambientais. Em uma conferência internacional em Belgrado, ela afirmou: "Esta é uma alegação imprecisa — já contratamos advogados para tratar do assunto, pois agimos corretamente" . Li insistiu que a BYD cumpriu todas as regulamentações ambientais na fábrica de Szeged e que está cooperando plenamente com as autoridades húngaras
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A investigação ambiental não é o único problema. A fábrica também enfrenta controvérsias trabalhistas graves e bem documentadas.
Denúncia da China Labor Watch (março de 2026): A ONG, sediada em Nova York, entrevistou 50 trabalhadores migrantes chineses no canteiro de obras de Szeged. O relatório documentou jornadas de 7 dias por semana, turnos de 14 horas, confisco de passaportes, servidão por dívida e múltiplos indicadores de trabalho forçado . As conclusões foram levadas ao Parlamento Europeu — a primeira vez que uma empresa chinesa foi alvo de debate na casa sobre acusações de abuso trabalhista
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Resposta oficial do governo húngaro: As autoridades húngaras confirmaram violações à legislação trabalhista envolvendo três empresas que participavam da construção da fábrica da BYD. Até 9 de junho de 2026, 18 inspeções trabalhistas e 9 investigações de segurança ocupacional haviam sido iniciadas, e medidas punitivas foram aplicadas contra AIM Construction Hungary Kft., Plusz Kéz Kft. e LÉVAI-SECURITY Kft. .
Paralelo com o Brasil: Não é um caso isolado. Em janeiro de 2026, a BYD fez um acordo em um caso de trabalho análogo à escravidão no Brasil, concordando em pagar aproximadamente 40 milhões de reais (cerca de US$ 8 milhões) .
Apesar dos contratempos, a BYD segue em frente com suas ambições de produção na Europa, mas as controvérsias contribuíram para atrasos significativos.
Cronograma de montagem: A produção experimental finalmente começou em Szeged em fevereiro de 2026 . A montagem completa dos veículos está confirmada para começar no 4º trimestre de 2026
. Isso representa um atraso de cerca de um ano em relação ao cronograma original, que previa o início no final de 2025
. A produção inicial operará abaixo da capacidade total pelos primeiros dois anos
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Investimento: A fábrica de Szeged é um projeto de vários bilhões de euros, com relatos de investimentos superiores a €3 bilhões na unidade principal e mais €700 milhões em um centro de P&D em Budapeste .
Busca por um segundo local de produção: Stella Li disse à Reuters em junho de 2026 que a BYD está procurando assumir uma fábrica existente no sul da Europa para sua segunda planta de montagem, com a Espanha na lista de candidatos . Como resultado, a BYD colocou em espera o plano de construir uma fábrica de US$ 1 bilhão na Turquia para priorizar a aceleração da produção na Hungria
. A empresa também planeja estabelecer produção de baterias na Europa para apoiar sua crescente produção de veículos na região
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