Costa defendeu a iniciativa durante a cúpula de 18 e 19 de junho, argumentando que, como presidente do Conselho, está bem posicionado para transmitir os interesses do bloco . No entanto, a medida não foi universalmente bem recebida. Vários líderes europeus expressaram preocupação por não terem sido consultados com antecedência, e alguns alertaram que não adianta "se apressar em conversas com a Rússia" enquanto a guerra continua
. A primeira-ministra da Letônia, Evika Siliņa, declarou: "Primeiro, é preciso que haja alguém do outro lado disposto à paz"
.
Em 18 de junho de 2026, os líderes da UE concordaram em estender as sanções setoriais contra a Rússia por 12 meses — a primeira vez que o bloco renova as medidas por um ano inteiro em vez do período habitual de seis meses . A decisão foi confirmada na cúpula de Bruxelas por uma porta-voz de Costa
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A medida segue a adoção do 20º pacote de sanções pela UE em 23 de abril de 2026, que quebrou um longo impasse político causado por vetos da Hungria e da Eslováquia . O 20º pacote inclui a proibição da importação de gás natural liquefeito (GNL) russo — com entrada em vigor em 1º de janeiro de 2027 para contratos de longo prazo — e novas medidas anticircunvenção, incluindo a primeira extensão de certas restrições comerciais ao Quirguistão
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Anteriormente, as sanções da UE eram renovadas a cada seis meses, exigindo aprovação unânime de todos os estados-membros. A extensão para 12 meses visa proporcionar maior previsibilidade para a Ucrânia e reduzir o risco político de uma falha na renovação .
A UE e o G7 mantêm uma coordenação profunda no apoio à Ucrânia, que foi ampliada dramaticamente em 2026. Em outubro de 2024, a UE e o G7 concederam coletivamente US$ 50 bilhões em empréstimos para as necessidades orçamentárias, militares e de reconstrução da Ucrânia, financiados por receitas extraordinárias de ativos soberanos russos imobilizados .
Em abril de 2026, os líderes europeus concordaram com um empréstimo adicional de US$ 104 bilhões para 2026-2027, com quase US$ 70 bilhões destinados à assistência militar e mais de US$ 34 bilhões para apoio orçamentário . Documentos institucionais da UE confirmam que o "Team Europe" — a UE mais seus estados-membros — forneceu € 75,2 bilhões em ajuda militar à Ucrânia até o momento, por meio do Mecanismo Europeu de Paz e canais bilaterais
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Na cúpula do G7 de junho de 2026, os líderes se comprometeram a aumentar as entregas de armas, incluindo sistemas de defesa aérea e capacidades de longo alcance, e sinalizaram que o "momento certo" havia chegado para apertar as sanções ao setor de energia da Rússia . Os parceiros do G7 também concordaram em permitir que empresas ucranianas fabriquem mísseis de longo alcance e sistemas de defesa aérea sob licença, com o chanceler alemão Friedrich Merz declarando: "Atualmente, todos nós produzimos quantidades insuficientes, e isso pode ser compensado com a emissão de licenças"
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A posição pública do Kremlin tem sido consistentemente de rejeição às iniciativas diplomáticas da UE. Em meados de maio de 2026, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a UE é uma "participante direta" na guerra e, portanto, não pode servir como mediadora de boa-fé. "É óbvio que os europeus não querem, nem podem, se tornar mediadores", disse Peskov a jornalistas. "Além disso, eles são agora efetivamente participantes diretos na guerra ao lado de Kiev" .
No entanto, as ações de Moscou sugerem uma postura mais matizada. O alto funcionário do Kremlin atendeu às ligações de Costa em vez de recusá-las, indicando uma disposição para pelo menos ouvir, enquanto mantém uma linha dura em público . Anteriormente, em maio de 2026, Peskov também havia indicado que o presidente Putin estava aberto a conversas com a UE, mas insistiu que qualquer movimento para reiniciar o diálogo deveria partir de Bruxelas
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Na prática, isso significa que Moscou rejeita publicamente a mediação da UE, mas não fecha totalmente a porta em particular — uma divisão que reflete a estratégia mais ampla do Kremlin de manter canais abertos em seus próprios termos, enquanto mantém um discurso maximalista para o público doméstico e internacional.
A abordagem de três eixos da UE representa um equilíbrio delicado. O canal secreto de Costa é um reconhecimento de que a Europa não pode se dar ao luxo de estar ausente de quaisquer negociações de paz que possam surgir — especialmente porque as conversas lideradas pelos EUA com a Rússia e a Ucrânia mostraram sinais de estagnação . Ao mesmo tempo, estender as sanções para 12 meses e aprovar nova ajuda militar maciça envia a mensagem de que não há troca entre conversar e pressionar.
Como disse o presidente da Finlândia, Alexander Stubb — cujo país possui a maior fronteira terrestre da Europa com a Rússia — em junho de 2026: "Seria mais do que hora de a Europa estender a mão e ter conversas diplomáticas com a liderança da Rússia, mais especificamente com o presidente Putin" . É exatamente isso que Costa fez.
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