O deslizamento secundário de falhas desencadeado pela onda ScS ocorreu em uma região enorme, abrangendo cerca de 3.000 km de extensão — o evento sísmico mais amplo já registrado . Ele cobriu todo o arquipélago japonês, de Hokkaido, no norte, passando por Honshu, até Kyushu, no sudoeste
.
Um novo tipo de gatilho de réplicas tardias. Os modelos atuais de perigo sísmico consideram sequências de tremor principal e réplicas impulsionadas por mudanças estáticas de tensão e por ondas de superfície. Esta descoberta mostra que ondas profundas refletidas no núcleo podem reativar falhas minutos após um grande terremoto, criando uma janela de perigo que os sistemas atuais de alerta e previsão não modelam .
Alcance espacial muito maior. Ondas ScS refletidas no núcleo podem transmitir mudanças significativas de tensão por distâncias continentais (milhares de quilômetros), não apenas ao longo da zona de ruptura da falha. Um grande terremoto de subducção poderia, portanto, induzir deslizamentos secundários de falhas em uma área muito mais ampla do que as zonas de perigo sísmico convencionais supõem .
Lacunas de monitoramento e modelagem. Redes sísmicas e de GPS já registram os sinais necessários para detectar essas ondas, mas o fenômeno ainda não é incorporado às avaliações operacionais de perigo. A preparação futura pode exigir a inclusão desse gatilho de ondas refletidas no núcleo em modelos em tempo real de réplicas e tsunamis, especialmente para eventos de magnitude 8,5 ou mais, onde as amplitudes das ondas ScS são grandes o suficiente para causar deslizamentos remotos de falhas .
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