O processo formal de licitação foi adiado várias vezes:
A Comissão Europeia também atrasou várias vezes a publicação dos critérios formais para os centros de dados, aumentando a incerteza para os licitantes .
Um primeiro pedido de manifestação de interesse em junho de 2025 atraiu 76 propostas de 16 estados-membros, superando em muito as expectativas . No entanto, com a incerteza sobre o financiamento e os repetidos atrasos, esse número diminuiu significativamente. Em junho de 2026, apenas cerca de 10 licitantes sérios estavam dispostos a se comprometer com os termos atuais
.
Esses reveses no nível das gigafábricas ocorrem em um cenário de crescente preocupação europeia com a soberania tecnológica.
Em resumo, o plano das gigafábricas de IA da UE foi materialmente reduzido: de uma visão de cinco instalações e €20 bilhões para um programa mais restrito, com cerca de €4,1 bilhões em subsídios diretos da UE, atrasos repetidos que empurraram o processo de licitação para o verão de 2026 e uma queda acentuada no interesse corporativo, de 76 manifestações iniciais para cerca de 10 licitantes viáveis. Esses reveses coincidem com um impulso mais amplo em direção à soberania tecnológica europeia, materializado no Pacote de Soberania Tecnológica de junho de 2026 e reforçado por alertas da indústria. Enquanto isso, a proposta de €10 bilhões do consórcio AION, na França, representa uma grande tentativa do setor privado de preencher a lacuna deixada pela incerteza do setor público.