A campanha intensificada de drones da Ucrânia desde o início de 2026 infligiu danos cumulativos severos em todos os segmentos do setor petrolífero russo — da produção ao refino, das exportações ao abastecimento doméstico —, ao mesmo tempo em que remodelou as dinâmicas do mercado global de petróleo por meio de previsões fortemente revisadas pela Agência Internacional de Energia (AIE).
Impacto na produção de petróleo bruto russa
- A produção caiu para uma mínima de 12 meses em maio de 2026. Os produtores russos bombearam uma média de 9,009 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo bruto em maio, uma queda acentuada em relação aos cerca de 10,26 milhões de bpd (511 milhões de toneladas/ano) projetados pelo próprio cenário de produção estável de Moscou para 2026
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. Fontes ucranianas relatam uma produção em maio de aproximadamente 8,7 milhões de bpd, cerca de 5% menor na comparação anual
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- A Rússia está agora operando 10% abaixo de sua meta mensal de produção da OPEP+ devido aos efeitos cumulativos dos danos causados pelos drones na infraestrutura de extração e logística
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- A AIE cortou sua previsão de produção de petróleo bruto russo para 2026 em 200.000 bpd, para 8,95 milhões de bpd, citando diretamente os "contínuos ataques à infraestrutura petrolífera"
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Capacidade de refino
- A Ucrânia dobrou o número de refinarias atacadas em 2026 em comparação com o final de 2025, atingindo pelo menos 11 instalações apenas em dezembro de 2025 e mantendo um ritmo alto até meados de 2026
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- Grandes refinarias foram forçadas a interromper ou reduzir drasticamente a produção. A refinaria de Volgogrado (capacidade de 13 milhões de toneladas/ano) suspendeu o processamento após um ataque de drone em 11 de fevereiro — a primeira grande paralisação de 2026
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. Em maio, refinarias do centro da Rússia, incluindo a KINEF (uma das maiores do país), foram forçadas a suspender ou cortar suas operações ![]()
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- A AIE já havia alertado em outubro de 2025 que os ataques de drones iriam suprimir as taxas de processamento das refinarias russas pelo menos até meados de 2026
. Moscou havia conseguido inicialmente limitar os declínios gerais no refino a cerca de 3% usando capacidade ociosa, mas essa folga foi erodida pela campanha sustentada de 2026
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Estratégia de exportação
- Os ataques ucranianos derrubaram cerca de 40% da capacidade de exportação de petróleo da Rússia em março de 2026, interrompendo os carregamentos nos principais portos bálticos de Primorsk e Ust-Luga
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- Em abril, o dano à capacidade de exportação de combustíveis havia se reduzido para algo em torno de 20%, à medida que os reparos eram parcialmente concluídos, mas permaneceu em nível severo
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- Uma mudança paradoxal emergiu: as exportações marítimas de petróleo bruto russo dispararam para os níveis mais altos desde o início da guerra, em maio-junho de 2026. Como as refinarias domésticas não conseguem processar tanto petróleo bruto, Moscou está exportando mais barris crus para o exterior — ao mesmo tempo em que corta drasticamente as exportações de produtos refinados
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- No entanto, a Rússia estava se preparando para reduzir fortemente as exportações de petróleo bruto em junho de 2026, desviando mais barris para o mercado doméstico, à medida que a escassez regional de combustível e as restrições de produção se intensificam
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Abastecimento doméstico de combustível
- Os preços da gasolina no atacado deram um salto acentuado em fevereiro de 2026, depois que ataques de drones paralisaram a produção nas refinarias de Volgogrado e Ukhta
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- A escassez de combustível está se espalhando. A região do Mar Negro (incluindo a Crimeia anexada) enfrenta falta de gasolina com a aproximação da temporada de férias de verão de 2026, após recentes ataques a refinarias e instalações portuárias
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- O Kremlin retomou brevemente as exportações de gasolina em janeiro de 2026, quando os ataques diminuíram temporariamente, mas a campanha renovada nos meses seguintes reverteu esse progresso
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Previsões revisadas da AIE e as tensões no mercado global de petróleo
- O Relatório do Mercado de Petróleo de junho de 2026 da AIE apresenta um rebaixamento historicamente acentuado: a agência prevê que a demanda global de petróleo cairá 1,1 milhão de bpd ano a ano em 2026 — um rebaixamento de 700.000 bpd em relação ao relatório de maio. As entregas do segundo trimestre despencaram 5 milhões de bpd na comparação anual, devido aos preços mais altos dos combustíveis e às interrupções na oferta de produtos
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- Projeta-se que a oferta global caia 3,9 milhões de bpd, para cerca de 102,4 milhões de bpd em 2026, uma reversão dramática em relação às previsões anteriores de crescimento da oferta
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- O relatório da AIE de abril de 2026 já havia mudado de uma projeção de aumento de 1,1 milhão de bpd na oferta global para uma queda de 1,5 milhão de bpd — a maior previsão de interrupção da oferta na história da agência
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- Essas tensões do lado da oferta são agravadas por uma enorme interrupção separada no Oriente Médio: a EIA (Administração de Informação de Energia dos EUA) avaliou que os estados do Golfo, coletivamente, fecharam a produção de 10,5 milhões de bpd de petróleo bruto em abril de 2026, embora alguma recuperação através do Estreito de Ormuz já estivesse em andamento em junho
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- Neste contexto, o declínio da produção russa impulsionado por drones soma-se a um equilíbrio global já tensionado, mantendo os preços do petróleo elevados e apertando os mercados de derivados em todo o mundo.
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