A técnica funciona como um gradiômetro atômico, um primo muito mais sensível dos gradiômetros usados em geofísica para mapear variações na gravidade. O segredo está em usar átomos ultrafrios de Estrôncio-87 e um único laser estabilizado com precisão de relógio atômico .
O passo a passo é uma aula de criatividade experimental:
O mais impressionante foi o teste de estresse: mesmo com ruído artificialmente insuflado a níveis que destruíam qualquer medição individual, a correlação entre eles ainda revelava o sinal subjacente . Esse design de gradiômetro é a base conceitual de todos os projetos de interferômetros atômicos de longa distância, mas nunca havia sido comprovado experimentalmente sob ruído realista até agora
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Esse resultado é a cereja do bolo do AION (Atom Interferometer Observatory and Network), uma colaboração liderada pelo Imperial College que reúne sete instituições britânicas . O AION é um plano ambicioso dividido em quatro estágios, cada um aumentando a escala e a sensibilidade
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O esforço não é isolado. Há uma forte colaboração transatlântica e com o maior laboratório de física de partículas do mundo:
O feito do Imperial College London não é apenas um truque de laboratório. Ele destrava a construção de sensores que podem mudar a física fundamental. Ao conseguir cancelar o ruído do laser com eficácia comprovada, a tecnologia do AION e seus parceiros poderá:
O caminho está longe de ser trivial, mas o bloqueio essencial acaba de ser removido. O mapa para os próximos anos está desenhado: do protótipo de 10 metros em Oxford a uma rede global de detectores atômicos até a década de 2030, a caça aos sinais mais tênues da natureza acaba de entrar em uma nova fase.