A maior mudança estrutural está em quem avança. Em vez de apenas os dois primeiros de cada grupo passarem de fase, classificam-se os 12 primeiros colocados, os 12 segundos colocados e os 8 melhores terceiros colocados — totalizando 32 seleções em uma nova fase eliminatória, chamada de 16 avos de final (ou Round of 32) . Essa etapa nunca existiu em nenhuma Copa anterior. A partir das oitavas de final, o torneio segue o formato clássico de mata-mata simples: oitavas, quartas, semi e a grande final.
Para as equipes que chegarem até o fim, o caminho até o troféu agora exige 8 partidas em vez de 7 — um calendário exaustivo que adiciona mais um jogo decisivo para os finalistas .
A escala da Copa de 2026 marca uma ruptura total com todas as edições desde 1998, quando o formato de 32 seleções foi introduzido.
O torneio acontece de 11 de junho a 19 de julho de 2026, com partidas espalhadas por 16 cidades-sede nos Estados Unidos, Canadá e México .
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, enquadrou publicamente a expansão para 48 times como uma missão de “inclusão global”, argumentando que mais vagas na Copa do Mundo desencadeiam a febre do futebol em nações que nunca se classificaram e que, de outra forma, não teriam chance de jogar . Oficialmente, o objetivo é “tornar o jogo verdadeiramente global” e criar oportunidades para países que “nunca sonharam” em participar
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A realidade competitiva é mais complicada. A expansão também distribui vagas adicionais para confederações cujas federações-membro votam nas eleições da FIFA — uma dinâmica que os críticos descrevem como motivada politicamente, não puramente pelo mérito esportivo .
No entanto, o consenso esmagador entre os analistas é que a expansão é fundamentalmente uma decisão comercial. Ao adicionar 40 partidas, a FIFA aumenta drasticamente seu “estoque” de jogos — mais direitos de transmissão para vender, mais espaço para patrocinadores e milhões de ingressos extras. A lógica financeira é simples: mais jogos significam mais receita . Projeções internas da FIFA, da fase de planejamento em 2016, mostraram que um formato de 48 seleções geraria cerca de US$ 6,5 bilhões em receita, em comparação com US$ 5,5 bilhões projetados para o torneio de 2018 na Rússia, com 32 times — um potencial aumento de US$ 1 bilhão
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Os críticos taxaram o formato como uma “jogada por dinheiro”, projetada para maximizar os retornos comerciais enquanto se traveste de uma linguagem de inclusão .
O formato expandido tem recebido críticas contundentes de várias frentes:
A Copa do Mundo de 2026 é uma aposta de que maior significa melhor. Para a FIFA, a vantagem financeira é inegável. Se o formato expandido resultará em um torneio mais cativante — ou em um evento mais longo e de menor qualidade — só ficará claro quando o apito inicial soar, no dia 11 de junho.
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