Fontes familiarizadas com as conclusões da inteligência dos EUA relataram à CNN, em 16 de junho, que o Irã agora pode efetivamente bloquear o acesso ao Estreito de Ormuz a seu bel-prazer. Isso significa que Teerã adquiriu uma nova e poderosa capacidade de prejudicar a economia global como resultado direto da guerra . A avaliação é categórica: o Irã demonstrou durante o conflito que pode fechar a rota, e as agências acreditam que isso pode acontecer novamente, independentemente do acordo-quadro assinado na sexta-feira seguinte .
“Nós agora entregamos ao Irã o controle de fato sobre o estreito — uma arma mais poderosa do que qualquer ogiva nuclear”, resumiu uma das fontes familiarizadas com as avaliações . Em abril, outro relatório de inteligência já alertava que era improvável que o Irã aliviasse seu controle sobre a hidrovia tão cedo, já que a via é sua única alavanca significativa contra os EUA .
No início de maio de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou com estardalhaço a "Project Freedom", uma missão militar para reabrir o estreito ao tráfego comercial. O Pentágono detalhou que a operação empregaria contratorpedeiros de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves, plataformas não tripuladas e 15.000 militares .
O plano de escolta, no entanto, foi rapidamente considerado confrontador demais e suspenso em menos de 48 horas . Mas a operação não acabou — apenas se tornou invisível. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, confirmou posteriormente que, "sob o Project Freedom, a ideia de passar navios pelo Estreito de Ormuz nunca parou; apenas continuou de uma forma menos visível" .
Em vez de escoltas abertas, os militares americanos passaram a coordenar discretamente com as companhias de navegação, guiando os navios pela rota mais segura, colada à costa de Omã, no sul do estreito, para evitar minas iranianas .
Os números revelam o sucesso silencioso da missão:
Apesar do sucesso da operação, o tráfego segue sendo uma fração ínfima dos níveis anteriores à guerra. Entre 1º de março e 19 de maio, apenas 895 navios cruzaram o Estreito de Ormuz. Para efeito de comparação, antes do conflito, cerca de 138 navios faziam essa travessia por dia .
Em 14 e 15 de junho de 2026, após intensas negociações mediadas pelo Paquistão, EUA e Irã anunciaram um memorando de entendimento preliminar — um acordo-quadro temporário — para encerrar mais de três meses de guerra. A cerimônia formal de assinatura foi agendada para 19 de junho na Suíça .
Uma retomada cautelosa. Analistas da empresa de dados comerciais Kpler estimam que, se o acordo for implementado sem grandes obstáculos, o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz pode subir para quase metade dos níveis pré-guerra em um mês, ou seja, cerca de 40 navios por dia .
Após a imposição do bloqueio naval americano em abril de 2026, o tráfego de petroleiros iranianos pelo estreito praticamente parou. A situação começou a mudar nas vésperas do acordo .
Em 4 de junho, quatro petroleiros de bandeira iraniana passaram pelo estreito pela primeira vez desde 15 de abril, carregando um total de sete milhões de barris de petróleo da Ilha de Kharg, o principal terminal petrolífero do país .
O movimento mais significativo, porém, ocorreu em 17 de junho, a dois dias da assinatura do acordo, quando pelo menos três petroleiros iranianos transportando quase cinco milhões de barris de petróleo bruto conseguiram navegar com sucesso, furando o bloqueio da Marinha dos EUA. Foi o primeiro carregamento de saída em dois meses. A CNBC descreveu que os operadores navais estavam agindo com cautela, reposicionando suas embarcações "em estado de descrença cautelosa" diante da iminência do pacto .
Fontes principais: Depto. de Defesa dos EUA, CNN, NY Times / CNBC / Bloomberg, NPR, CNBC (declaração de Trump), CNBC (petroleiros iranianos), Ahram Online / AFP, Reuters, Wikipedia, Britannica, Moneycontrol / mídia estatal iraniana, Bloomberg / CNN.
Fontes familiarizadas com as conclusões da inteligência dos EUA relataram à CNN, em 16 de junho, que o Irã agora pode efetivamente bloquear o acesso ao Estreito de Ormuz a seu bel-prazer. Isso significa que Teerã adquiriu uma nova e poderosa capacidade de prejudicar a economia global como resultado direto da guerra . A avaliação é categórica: o Irã demonstrou durante o conflito que pode fechar a rota, e as agências acreditam que isso pode acontecer novamente, independentemente do acordo-quadro assinado na sexta-feira seguinte .
“Nós agora entregamos ao Irã o controle de fato sobre o estreito — uma arma mais poderosa do que qualquer ogiva nuclear”, resumiu uma das fontes familiarizadas com as avaliações . Em abril, outro relatório de inteligência já alertava que era improvável que o Irã aliviasse seu controle sobre a hidrovia tão cedo, já que a via é sua única alavanca significativa contra os EUA .
No início de maio de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou com estardalhaço a "Project Freedom", uma missão militar para reabrir o estreito ao tráfego comercial. O Pentágono detalhou que a operação empregaria contratorpedeiros de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves, plataformas não tripuladas e 15.000 militares .
O plano de escolta, no entanto, foi rapidamente considerado confrontador demais e suspenso em menos de 48 horas . Mas a operação não acabou — apenas se tornou invisível. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, confirmou posteriormente que, "sob o Project Freedom, a ideia de passar navios pelo Estreito de Ormuz nunca parou; apenas continuou de uma forma menos visível" .
Em vez de escoltas abertas, os militares americanos passaram a coordenar discretamente com as companhias de navegação, guiando os navios pela rota mais segura, colada à costa de Omã, no sul do estreito, para evitar minas iranianas .
Os números revelam o sucesso silencioso da missão:
Apesar do sucesso da operação, o tráfego segue sendo uma fração ínfima dos níveis anteriores à guerra. Entre 1º de março e 19 de maio, apenas 895 navios cruzaram o Estreito de Ormuz. Para efeito de comparação, antes do conflito, cerca de 138 navios faziam essa travessia por dia .
Em 14 e 15 de junho de 2026, após intensas negociações mediadas pelo Paquistão, EUA e Irã anunciaram um memorando de entendimento preliminar — um acordo-quadro temporário — para encerrar mais de três meses de guerra. A cerimônia formal de assinatura foi agendada para 19 de junho na Suíça .
Uma retomada cautelosa. Analistas da empresa de dados comerciais Kpler estimam que, se o acordo for implementado sem grandes obstáculos, o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz pode subir para quase metade dos níveis pré-guerra em um mês, ou seja, cerca de 40 navios por dia .
Após a imposição do bloqueio naval americano em abril de 2026, o tráfego de petroleiros iranianos pelo estreito praticamente parou. A situação começou a mudar nas vésperas do acordo .
Em 4 de junho, quatro petroleiros de bandeira iraniana passaram pelo estreito pela primeira vez desde 15 de abril, carregando um total de sete milhões de barris de petróleo da Ilha de Kharg, o principal terminal petrolífero do país .
O movimento mais significativo, porém, ocorreu em 17 de junho, a dois dias da assinatura do acordo, quando pelo menos três petroleiros iranianos transportando quase cinco milhões de barris de petróleo bruto conseguiram navegar com sucesso, furando o bloqueio da Marinha dos EUA. Foi o primeiro carregamento de saída em dois meses. A CNBC descreveu que os operadores navais estavam agindo com cautela, reposicionando suas embarcações "em estado de descrença cautelosa" diante da iminência do pacto .
Fontes principais: Depto. de Defesa dos EUA, CNN, NY Times / CNBC / Bloomberg, NPR, CNBC (declaração de Trump), CNBC (petroleiros iranianos), Ahram Online / AFP, Reuters, Wikipedia, Britannica, Moneycontrol / mídia estatal iraniana, Bloomberg / CNN.