O processo contra Eduardo é indissociável da ação penal que levou seu pai à prisão. Em setembro de 2025, o STF condenou Jair Bolsonaro por liderar uma trama golpista para anular as eleições presidenciais de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva. A Corte considerou que o ex-presidente comandou uma organização criminosa que planejava decretar estado de sítio, anular o pleito e até assassinar o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin . O placar de 4 a 1 o considerou culpado em cinco acusações, incluindo a tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, com uma pena fixada em 27 anos e 3 meses de prisão . Após esgotar os recursos iniciais, em novembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou que ele começasse a cumprir a sentença na carceragem da Polícia Federal em Brasília .
Nos meses que antecederam o julgamento do pai, Eduardo Bolsonaro, à época deputado federal, se licenciou do Congresso e se mudou para os Estados Unidos. Sua missão autodeclarada era convencer o então presidente eleito Donald Trump e sua futura administração a intervir . Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o lobby de Eduardo escalou de pressão política para crime de coação.
A denúncia oficial, aceita pelo STF em novembro de 2025, descreve que ele usou de ameaças para tentar obstruir a Justiça, buscando sanções e tarifas americanas contra ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, relator dos casos do golpe . O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Eduardo “insistentemente priorizou interesses pessoais e familiares sobre os da nação” ao expor o Brasil a sanções estrangeiras por ganho privado .
Em 16 de junho de 2026, a Primeira Turma do STF considerou Eduardo culpado, à revelia, pelo crime de coação no curso do processo. A pena aplicada foi de 4 anos e 2 meses de reclusão, respeitando o limite legal de um a quatro anos para o delito . A decisão também incluiu uma multa significativa: 50 dias-multa, no valor de dois salários-mínimos cada, totalizando mais de R$ 150 mil .
Além da prisão, a Corte decretou a inelegibilidade de Eduardo pelo tempo da condenação mais 8 anos adicionais, encerrando suas pretensões políticas no futuro previsível . O ministro Alexandre de Moraes, figura central nos processos contra a família Bolsonaro, ressaltou que o mandato de parlamentar federal é incompatível com a prática de fazer lobby contra o próprio Judiciário perante um governo estrangeiro .
A defesa alegou que as ações de Eduardo configuravam liberdade de expressão e lobby político legítimo, não intimidação criminosa, e que as provas eram insuficientes . Por unanimidade, o colegiado rejeitou essa tese. Eduardo Bolsonaro segue nos Estados Unidos, onde é considerado foragido da Justiça brasileira. Para efetivar a pena, o Brasil precisará formalizar um pedido de extradição ao governo americano — processo complexo do ponto de vista político e diplomático .
A condenação de Eduardo Bolsonaro inaugura mais uma frente no ajuste de contas do Brasil com a tentativa de golpe de 2022. Envia um recado claro de que o STF perseguirá não apenas os executores diretos, como o ex-presidente, mas também aqueles que tentam sabotar seus julgamentos a partir do exterior. Para apoiadores de Bolsonaro, o caso alimenta a narrativa de perseguição judicial; para o Judiciário brasileiro, representa a defesa necessária da soberania nacional e do Estado de Direito.
O processo contra Eduardo é indissociável da ação penal que levou seu pai à prisão. Em setembro de 2025, o STF condenou Jair Bolsonaro por liderar uma trama golpista para anular as eleições presidenciais de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva. A Corte considerou que o ex-presidente comandou uma organização criminosa que planejava decretar estado de sítio, anular o pleito e até assassinar o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin . O placar de 4 a 1 o considerou culpado em cinco acusações, incluindo a tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, com uma pena fixada em 27 anos e 3 meses de prisão . Após esgotar os recursos iniciais, em novembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou que ele começasse a cumprir a sentença na carceragem da Polícia Federal em Brasília .
Nos meses que antecederam o julgamento do pai, Eduardo Bolsonaro, à época deputado federal, se licenciou do Congresso e se mudou para os Estados Unidos. Sua missão autodeclarada era convencer o então presidente eleito Donald Trump e sua futura administração a intervir . Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o lobby de Eduardo escalou de pressão política para crime de coação.
A denúncia oficial, aceita pelo STF em novembro de 2025, descreve que ele usou de ameaças para tentar obstruir a Justiça, buscando sanções e tarifas americanas contra ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, relator dos casos do golpe . O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Eduardo “insistentemente priorizou interesses pessoais e familiares sobre os da nação” ao expor o Brasil a sanções estrangeiras por ganho privado .
Em 16 de junho de 2026, a Primeira Turma do STF considerou Eduardo culpado, à revelia, pelo crime de coação no curso do processo. A pena aplicada foi de 4 anos e 2 meses de reclusão, respeitando o limite legal de um a quatro anos para o delito . A decisão também incluiu uma multa significativa: 50 dias-multa, no valor de dois salários-mínimos cada, totalizando mais de R$ 150 mil .
Além da prisão, a Corte decretou a inelegibilidade de Eduardo pelo tempo da condenação mais 8 anos adicionais, encerrando suas pretensões políticas no futuro previsível . O ministro Alexandre de Moraes, figura central nos processos contra a família Bolsonaro, ressaltou que o mandato de parlamentar federal é incompatível com a prática de fazer lobby contra o próprio Judiciário perante um governo estrangeiro .
A defesa alegou que as ações de Eduardo configuravam liberdade de expressão e lobby político legítimo, não intimidação criminosa, e que as provas eram insuficientes . Por unanimidade, o colegiado rejeitou essa tese. Eduardo Bolsonaro segue nos Estados Unidos, onde é considerado foragido da Justiça brasileira. Para efetivar a pena, o Brasil precisará formalizar um pedido de extradição ao governo americano — processo complexo do ponto de vista político e diplomático .
A condenação de Eduardo Bolsonaro inaugura mais uma frente no ajuste de contas do Brasil com a tentativa de golpe de 2022. Envia um recado claro de que o STF perseguirá não apenas os executores diretos, como o ex-presidente, mas também aqueles que tentam sabotar seus julgamentos a partir do exterior. Para apoiadores de Bolsonaro, o caso alimenta a narrativa de perseguição judicial; para o Judiciário brasileiro, representa a defesa necessária da soberania nacional e do Estado de Direito.