Para Jim Egan, autor principal do estudo, "2026 marca um marco significativo: pela primeira vez, o consumo em redes sociais e vídeos está à frente de outras fontes de notícia como o meio mais utilizado globalmente" .
A confiança na imprensa caiu para 37%, uma redução de três pontos percentuais em relação ao ano anterior. É o número mais baixo desde que o Instituto Reuters começou a medir o indicador, em 2015 .
A queda não é uniforme. O caso mais drástico foi o das Filipinas, onde a confiança despencou 10 pontos em um ano, de 38% para 28%, influenciada por instabilidade política e ataques a veículos de comunicação . Países como Irlanda (-9), Tailândia, Peru e Polônia (-8 cada) também registraram retrocessos expressivos .
No Reino Unido, a confiança caiu para 30% — 20 pontos a menos do que há uma década . Nos EUA, o índice é de apenas 25% .
Apesar do cenário geral pessimista, o relatório traz uma ressalva importante: a confiança em marcas jornalísticas específicas se mostrou mais resiliente. Ou seja, o público ainda confia em veículos consolidados, mesmo quando desconfia das notícias em geral .
A migração para o vídeo e para as personalidades da internet é outro ponto central da pesquisa. O YouTube segue como a plataforma de maior prioridade para as estratégias das empresas jornalísticas fora de seus próprios canais, seguido de perto por TikTok e Instagram .
Quase metade dos jovens adultos já depende do TikTok como fonte primária de notícias. O modelo baseado em vídeos curtos e criadores de conteúdo está redesenhando a experiência informativa das novas gerações .
Essa mudança também fortalece o papel de influenciadores, podcasters e youtubers como fontes de informação, muitas vezes com uma linguagem mais pessoal e opinativa, em contraste com a imprensa tradicional, que pode parecer distante ou menos autêntica para parte do público .
A inteligência artificial começa a entrar, aos poucos, na dieta informativa global. Cerca de 5% dos entrevistados afirmaram usar regularmente ferramentas como o ChatGPT para se informar – um crescimento notável em relação a 2025 .
O uso é maior entre os mais jovens: globalmente, a adoção entre o público com menos de 35 anos chega a 12% . Nos EUA e no Reino Unido, o uso ficou estável ano a ano, mas avançou em outros mercados .
Apesar do avanço, a desconfiança ainda é alta. Apenas 20% das pessoas confiam nas respostas dos chatbots, um número bem inferior aos 37% que confiam nas notícias em geral .
O relatório também identifica um declínio no interesse por notícias em diversos países. No Reino Unido, por exemplo, a queda está entre as mais acentuadas. O fenômeno reflete um público que se sente sobrecarregado, desconfiado ou que simplesmente prefere se informar de forma passiva, por meio de feeds algorítmicos, em vez de buscar ativamente a imprensa .
"O que estamos vendo é a continuação de uma tendência de longo prazo de redução da dependência de fontes diretas de notícias, como a TV, e aumento da dependência de plataformas de terceiros", resumiu um dos pesquisadores do Instituto Reuters no podcast de lançamento do estudo .
Os dados de 2026 confirmam que as fronteiras entre jornalismo, entretenimento, opinião e conteúdo gerado por máquina estão cada vez mais borradas. Para os veículos tradicionais, o desafio é redobrado: manter a relevância e a credibilidade em um ambiente onde a maior parte do público chega às notícias por caminhos indiretos, muitas vezes mediados por algoritmos e influenciadores.
O Digital News Report 2026 completo está disponível no site do Instituto Reuters (em inglês).
Para Jim Egan, autor principal do estudo, "2026 marca um marco significativo: pela primeira vez, o consumo em redes sociais e vídeos está à frente de outras fontes de notícia como o meio mais utilizado globalmente" .
A confiança na imprensa caiu para 37%, uma redução de três pontos percentuais em relação ao ano anterior. É o número mais baixo desde que o Instituto Reuters começou a medir o indicador, em 2015 .
A queda não é uniforme. O caso mais drástico foi o das Filipinas, onde a confiança despencou 10 pontos em um ano, de 38% para 28%, influenciada por instabilidade política e ataques a veículos de comunicação . Países como Irlanda (-9), Tailândia, Peru e Polônia (-8 cada) também registraram retrocessos expressivos .
No Reino Unido, a confiança caiu para 30% — 20 pontos a menos do que há uma década . Nos EUA, o índice é de apenas 25% .
Apesar do cenário geral pessimista, o relatório traz uma ressalva importante: a confiança em marcas jornalísticas específicas se mostrou mais resiliente. Ou seja, o público ainda confia em veículos consolidados, mesmo quando desconfia das notícias em geral .
A migração para o vídeo e para as personalidades da internet é outro ponto central da pesquisa. O YouTube segue como a plataforma de maior prioridade para as estratégias das empresas jornalísticas fora de seus próprios canais, seguido de perto por TikTok e Instagram .
Quase metade dos jovens adultos já depende do TikTok como fonte primária de notícias. O modelo baseado em vídeos curtos e criadores de conteúdo está redesenhando a experiência informativa das novas gerações .
Essa mudança também fortalece o papel de influenciadores, podcasters e youtubers como fontes de informação, muitas vezes com uma linguagem mais pessoal e opinativa, em contraste com a imprensa tradicional, que pode parecer distante ou menos autêntica para parte do público .
A inteligência artificial começa a entrar, aos poucos, na dieta informativa global. Cerca de 5% dos entrevistados afirmaram usar regularmente ferramentas como o ChatGPT para se informar – um crescimento notável em relação a 2025 .
O uso é maior entre os mais jovens: globalmente, a adoção entre o público com menos de 35 anos chega a 12% . Nos EUA e no Reino Unido, o uso ficou estável ano a ano, mas avançou em outros mercados .
Apesar do avanço, a desconfiança ainda é alta. Apenas 20% das pessoas confiam nas respostas dos chatbots, um número bem inferior aos 37% que confiam nas notícias em geral .
O relatório também identifica um declínio no interesse por notícias em diversos países. No Reino Unido, por exemplo, a queda está entre as mais acentuadas. O fenômeno reflete um público que se sente sobrecarregado, desconfiado ou que simplesmente prefere se informar de forma passiva, por meio de feeds algorítmicos, em vez de buscar ativamente a imprensa .
"O que estamos vendo é a continuação de uma tendência de longo prazo de redução da dependência de fontes diretas de notícias, como a TV, e aumento da dependência de plataformas de terceiros", resumiu um dos pesquisadores do Instituto Reuters no podcast de lançamento do estudo .
Os dados de 2026 confirmam que as fronteiras entre jornalismo, entretenimento, opinião e conteúdo gerado por máquina estão cada vez mais borradas. Para os veículos tradicionais, o desafio é redobrado: manter a relevância e a credibilidade em um ambiente onde a maior parte do público chega às notícias por caminhos indiretos, muitas vezes mediados por algoritmos e influenciadores.
O Digital News Report 2026 completo está disponível no site do Instituto Reuters (em inglês).