Antes mesmo desse pico de tensão, em fevereiro, Trump já havia sinalizado sua disposição de escalar o conflito, avisando que, sem um "acordo significativo", haveria "coisas ruins" e "resultados adversos" para o Irã . As ameaças surgiram em meio a um padrão mais amplo: Trump repetidamente estipulava e depois adiava os prazos para o Irã cumprir suas exigências em relação ao estreito, oscilando entre ultimatos ferozes e alegações de que as negociações estavam progredindo .
No final de maio e início de junho de 2026, os negociadores de ambos os lados convergiram para um memorando de entendimento de uma página. Suas principais cláusulas, conforme relatado por vários veículos, incluem:
É crucial enfatizar que este não foi um acordo de paz final. O memorando é uma moldura inicial que estabelece um período de 60 dias, durante o qual se espera que novas conversas abordem os termos abrangentes .
Embora o memorando tenha adiado as decisões nucleares finais, Trump expôs demandas maximalistas publicamente para qualquer acordo permanente. Ele insistiu que o Irã "precisa concordar" em renunciar permanentemente às armas nucleares . Ele afirmou que o Irã abriria mão de seu estoque de urânio altamente enriquecido e que os EUA iriam recuperar e destruir o lixo nuclear assim que a situação se estabilizasse .
No entanto, as reportagens indicam que o memorando em si inclui apenas uma moratória sobre o enriquecimento adicional durante a janela de 60 dias, com a disposição real dos estoques existentes sendo deixada para negociações posteriores . O site Axios relatou que Trump pediu, em particular, edições no memorando buscando "mais especificidades sobre como os EUA obterão o material e o cronograma" para o urânio enriquecido — termos que o Irã se recusou categoricamente a aceitar .
Trump também alertou repetidamente que, se nenhum acordo aceitável fosse alcançado, ele estava preparado para "completar a tarefa" militarmente . Ele disse que estava prestes a tomar uma "determinação final" e que não aceitaria um acordo que o deixasse insatisfeito .
O acordo emergente causou um rompimento agudo e público entre Trump e Netanyahu. A liderança israelense viu-se excluída do processo de negociação e confrontada com um acordo que considerava profundamente falho .
O principal jornal israelense Yediot Aharonot resumiu sua reação em duas palavras: "Acordo Ruim" . Uma autoridade israelense sênior disse ao U.S. News: "O acordo preliminar é desastroso para Israel" . Da perspectiva de Israel, o memorando adia negociações sobre assuntos que o país considera existenciais — ambições nucleares e desenvolvimento de mísseis — enquanto ainda oferece alívio econômico a um regime que Netanyahu pretendia enfraquecer .
Trump contra-atacou de forma agressiva. Ele culpou abertamente Netanyahu pelos atrasos, acusando os ataques aéreos israelenses em Beirute de minar o processo de paz e potencialmente adiar a assinatura do memorando . Argumentou que, apesar das objeções de Netanyahu, ele havia "salvado Israel da obliteração nuclear" . Em uma das trocas mais marcantes relatadas, Trump alertou Netanyahu de que, se Israel continuasse com ataques que colocassem o acordo em risco, "vocês estarão por conta própria" .
Em privado, Netanyahu e outros líderes israelenses permaneceram cautelosos sobre criticar Trump publicamente, mas nutriam um ceticismo significativo . Internamente, o acordo tornou-se um claro passivo político para Netanyahu, que havia apostado seu futuro político em sua relação com Trump, mas agora enfrentava uma população indignada com um pacto que mantém a República Islâmica intacta e com o alívio de sanções no horizonte .
O prazo de 60 dias do memorando agora define o cenário diplomático imediato, com as questões mais difíceis — O que acontece com o urânio enriquecido do Irã? Que capacidade nuclear o Irã reterá permanentemente? — sendo empurradas com a barriga pela estrada. A tensão entre o ímpeto de fechar negócios de Washington e os temores de segurança de Jerusalém permanece, por ora, sem solução.
Antes mesmo desse pico de tensão, em fevereiro, Trump já havia sinalizado sua disposição de escalar o conflito, avisando que, sem um "acordo significativo", haveria "coisas ruins" e "resultados adversos" para o Irã . As ameaças surgiram em meio a um padrão mais amplo: Trump repetidamente estipulava e depois adiava os prazos para o Irã cumprir suas exigências em relação ao estreito, oscilando entre ultimatos ferozes e alegações de que as negociações estavam progredindo .
No final de maio e início de junho de 2026, os negociadores de ambos os lados convergiram para um memorando de entendimento de uma página. Suas principais cláusulas, conforme relatado por vários veículos, incluem:
É crucial enfatizar que este não foi um acordo de paz final. O memorando é uma moldura inicial que estabelece um período de 60 dias, durante o qual se espera que novas conversas abordem os termos abrangentes .
Embora o memorando tenha adiado as decisões nucleares finais, Trump expôs demandas maximalistas publicamente para qualquer acordo permanente. Ele insistiu que o Irã "precisa concordar" em renunciar permanentemente às armas nucleares . Ele afirmou que o Irã abriria mão de seu estoque de urânio altamente enriquecido e que os EUA iriam recuperar e destruir o lixo nuclear assim que a situação se estabilizasse .
No entanto, as reportagens indicam que o memorando em si inclui apenas uma moratória sobre o enriquecimento adicional durante a janela de 60 dias, com a disposição real dos estoques existentes sendo deixada para negociações posteriores . O site Axios relatou que Trump pediu, em particular, edições no memorando buscando "mais especificidades sobre como os EUA obterão o material e o cronograma" para o urânio enriquecido — termos que o Irã se recusou categoricamente a aceitar .
Trump também alertou repetidamente que, se nenhum acordo aceitável fosse alcançado, ele estava preparado para "completar a tarefa" militarmente . Ele disse que estava prestes a tomar uma "determinação final" e que não aceitaria um acordo que o deixasse insatisfeito .
O acordo emergente causou um rompimento agudo e público entre Trump e Netanyahu. A liderança israelense viu-se excluída do processo de negociação e confrontada com um acordo que considerava profundamente falho .
O principal jornal israelense Yediot Aharonot resumiu sua reação em duas palavras: "Acordo Ruim" . Uma autoridade israelense sênior disse ao U.S. News: "O acordo preliminar é desastroso para Israel" . Da perspectiva de Israel, o memorando adia negociações sobre assuntos que o país considera existenciais — ambições nucleares e desenvolvimento de mísseis — enquanto ainda oferece alívio econômico a um regime que Netanyahu pretendia enfraquecer .
Trump contra-atacou de forma agressiva. Ele culpou abertamente Netanyahu pelos atrasos, acusando os ataques aéreos israelenses em Beirute de minar o processo de paz e potencialmente adiar a assinatura do memorando . Argumentou que, apesar das objeções de Netanyahu, ele havia "salvado Israel da obliteração nuclear" . Em uma das trocas mais marcantes relatadas, Trump alertou Netanyahu de que, se Israel continuasse com ataques que colocassem o acordo em risco, "vocês estarão por conta própria" .
Em privado, Netanyahu e outros líderes israelenses permaneceram cautelosos sobre criticar Trump publicamente, mas nutriam um ceticismo significativo . Internamente, o acordo tornou-se um claro passivo político para Netanyahu, que havia apostado seu futuro político em sua relação com Trump, mas agora enfrentava uma população indignada com um pacto que mantém a República Islâmica intacta e com o alívio de sanções no horizonte .
O prazo de 60 dias do memorando agora define o cenário diplomático imediato, com as questões mais difíceis — O que acontece com o urânio enriquecido do Irã? Que capacidade nuclear o Irã reterá permanentemente? — sendo empurradas com a barriga pela estrada. A tensão entre o ímpeto de fechar negócios de Washington e os temores de segurança de Jerusalém permanece, por ora, sem solução.