O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de moedas fortes, caiu 0,29%, para 99,45, tornando a moeda americana a grande perdedora da sessão [11][12]. Os futuros do petróleo dos EUA despencaram mais de 4% com a expectativa de normalização do trânsito no Estreito de Ormuz, aliviando os temores de escassez na o...

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What caused the U.S. dollar to weaken against major currencies in early Asian trading on Monday, and how did the US-Iran peace agreement — i. Article summary: The U.S. dollar weakened sharply in early Asian trading on Monday, June 15, after the U.S. and Iran announced a framework peace deal on Sunday, June 14, that triggers a broad risk-on repositioning across markets. Here is. Topic tags: general, news, general web, user generated, government. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "WhatsApp Telegram Facebook Twitter Email LinkedIn. Add CNA as a trusted source to help Google better understand and surface our content in search results. May 28 : The U." source context "US dollar weakens on reports of ceasefire deal between US and Iran - CNA" Reference image 2: visual subject
O dólar americano sofreu uma forte desvalorização no início do pregão asiático desta segunda-feira, 15 de junho, após o anúncio surpresa de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã no domingo (14). A notícia desencadeou uma verdadeira onda de "risk-on" (apetite por risco) nos mercados globais, reconfigurando as posições em moedas, commodities e bolsas de valores.
A lógica é direta: em tempos de incerteza geopolítica, o dólar costuma se valorizar por ser um ativo de refúgio. Com a perspectiva de paz, essa demanda extra desaparece. O índice DXY recuou para 99,45, uma queda de 0,29% e o menor patamar em 10 dias, refletindo a debandada dos investidores da segurança da moeda americana para ativos de maior risco.
O banco Saxo resumiu bem o sentimento: "o acordo prejudica o dólar", enquanto moedas de países exportadores de commodities e sensíveis ao risco, como o dólar australiano e o neozelandês, lideraram os ganhos. O iene japonês, por outro lado, teve desempenho inferior, mostrando que a aversão ao risco deu lugar ao otimismo.
O maior catalisador da mudança de humor foi a cláusula de reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. O bloqueio naval americano e os temores de interrupção no fornecimento eram os principais fatores que mantinham o preço do barril em patamares elevados.
Com o acordo, os futuros do petróleo bruto nos EUA despencaram mais de 4% nas negociações asiáticas. O presidente Donald Trump celebrou em sua rede social: "Deixem o petróleo fluir!". Contudo, a euforia tem prazo de validade: a estatal dos Emirados Árabes, ADNOC, já sinalizou que a retomada total do trânsito de petróleo pelo estreito pode levar meses, atrasando o verdadeiro alívio na oferta para o primeiro ou segundo trimestre de 2027.
O comportamento do ouro pode parecer contraditório. Afinal, se a paz reduz os riscos, o metal precioso não deveria cair? A explicação está em outra ponta: a fraqueza do dólar e a redução das expectativas de alta de juros nos EUA.
Com o petróleo mais barato, a pressão inflacionária global diminui, dando ao Federal Reserve (Fed) mais espaço para interromper ou desacelerar o ciclo de aperto monetário. Isso derruba os juros reais dos títulos americanos, tornando o ouro — que não paga rendimento — um investimento mais atrativo. O resultado foi um salto de até 2,7% no preço à vista, atingindo US$ 4.334 por onça, o maior valor desde 9 de junho.
O clima de otimismo tomou conta das bolsas. Os futuros do S&P 500 subiam cerca de 0,8% e os do Nasdaq 100 avançavam 1,2% antes mesmo da abertura dos mercados à vista nos EUA. Na Ásia, as bolsas e os títulos de renda fixa também operaram em forte alta, com os investidores vendendo suas proteções em dólar e petróleo para comprar ações.
O otimismo, no entanto, não veio sem riscos. No mesmo domingo em que o acordo foi anunciado, Israel bombardeou os subúrbios de Beirute, no Líbano, em retaliação a ataques com drones do Hezbollah, grupo aliado do Irã. O ataque matou ao menos três pessoas e feriu outras 15.
Esse fato expõe uma fragilidade crucial: o texto do memorando de entendimento, batizado de "Memorando de Islamabad", prevê a "cessação de operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano". Israel, porém, não é signatário e continua sua ofensiva contra milícias apoiadas pelo Irã, o que ameaça a credibilidade do cessar-fogo.
Além disso, o pacto é um acordo preliminar. A assinatura formal está marcada apenas para 19 de junho, na Suíça, e inicia uma janela de 60 dias para as complexas negociações sobre o programa nuclear iraniano. Se essas conversas fracassarem, todo o acordo pode ruir.
A reunião de política monetária do Fed começa nesta terça-feira (16), e o acordo EUA-Irã caiu como uma luva para as autoridades americanas. O tombo do petróleo alivia a inflação, dando ao banco central americano mais argumentos para fazer uma pausa no ciclo de alta de juros. O mercado já precifica essa postura mais branda, o que impulsiona ações e ouro. No entanto, o comunicado oficial e as projeções de juros que serão divulgados nos próximos dias serão o verdadeiro teste para a continuidade desse rali.
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O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de moedas fortes, caiu 0,29%, para 99,45, tornando a moeda americana a grande perdedora da sessão [11][12].
O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de moedas fortes, caiu 0,29%, para 99,45, tornando a moeda americana a grande perdedora da sessão [11][12]. Os futuros do petróleo dos EUA despencaram mais de 4% com a expectativa de normalização do trânsito no Estreito de Ormuz, aliviando os temores de escassez na oferta global [4][5].
Na contramão, o ouro disparou mais de 2%, atingindo a máxima de uma semana a US$ 4.334 por onça, impulsionado pela fraqueza do dólar e pela perspectiva de um Federal Reserve menos agressivo nos juros [10][14].