Em vez de uma nova classe de ativos triunfante, o dia resultou em um colapso operacional espetacular. As três exchanges cancelaram abruptamente suas campanhas do token SpaceX depois que a xStocks não conseguiu adquirir ações reais suficientes para lastrear as ofertas tokenizadas . Somente a campanha da Binance havia acumulado mais de US$ 557 milhões em compromissos de USDC de participantes de varejo entusiasmados
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Os cancelamentos forçaram reembolsos em massa e compensações organizadas às pressas. A Binance distribuiu um airdrop de US$ 1 milhão em tokens SPCXB para os usuários afetados, enquanto a Bybit creditou uma recompensa equivalente a uma taxa de juros anual de 10% (APR) calculada sobre quatro dias . O incidente expôs a fragilidade estrutural dos canais sintéticos de ações construídos sobre intermediários centralizados, onde um único ponto de falha pode deixar milhares de investidores de varejo de fora do IPO mais aguardado do ano
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Observadores da indústria notaram que o problema central não era a tecnologia blockchain, mas a dificuldade do "mundo antigo" de se adquirir ações reais em um IPO com alta demanda . A tokenização sem acesso ao ativo subjacente permaneceu uma promessa vazia.
No mesmo dia, um tipo diferente de marco foi alcançado. A Kalshi, a bolsa de mercados de previsão e derivativos regulada pela CFTC (Commodity Futures Trading Commission, o órgão regulador de derivativos nos EUA), lançou o primeiro contrato futuro perpétuo regulado nos EUA para o token HYPE . Este lançamento veio na esteira de uma aprovação histórica anterior da Kalshi, em 29 de maio de 2026, quando ela se tornou a primeira empresa na história americana a oferecer futuros perpétuos regulados pela CFTC, começando com o Bitcoin
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A listagem do perpétuo de HYPE representou um "fast-follow" regulatório extraordinário. A Kalshi havia protocolado o pedido para o contrato de HYPE em 9 de junho, recebido a aprovação da CFTC e iniciado as negociações até 12 de junho . O produto permitiu que traders de varejo americanos obtivessem exposição compatível ao HYPE pela primeira vez, com uma alavancagem máxima de 2,2x
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A resposta do mercado foi imediata e decisiva. O open interest (contratos em aberto) dos futuros de HYPE subiu para US$ 2,48 bilhões, empurrando a Hyperliquid para uma posição acima do XRP em contratos futuros em aberto . O preço do token, que estava definhando após um grande desbloqueio de tokens, deu um salto significativo com as notícias
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Enquanto o caos da tokenização da SpaceX se desenrolava, o investidor cripto Simon Dedic, cofundador da Moonrock Capital, forneceu o desfecho narrativo que amarrou todos os eventos. Em 13 de junho, Dedic declarou publicamente que os problemas de acesso a ações tokenizadas expostos durante o IPO da SpaceX faziam os futuros perpétuos on-chain da Hyperliquid parecerem o "veículo superior" para negociar exposição a empresas de alta demanda como SpaceX, Anthropic e OpenAI .
Dedic já era um otimista de longa data da Hyperliquid, tendo argumentado anteriormente que a exchange descentralizada (DEX) poderia eventualmente "virar" (superar) a Binance e que seu modelo de negociação transparente a distinguia da tokenomics supostamente extrativista do BNB da Binance . Ele também já havia admitido que um de seus maiores erros nos últimos anos foi descartar a Hyperliquid como "apenas mais uma DEX de perpétuos"
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Seu comentário pós-IPO surgiu no momento exato. Enquanto as gigantes centralizadas não conseguiam entregar acesso a ações tokenizadas, apesar de enormes campanhas promocionais e centenas de milhões em fundos de usuários comprometidos, a Hyperliquid — uma DEX de perpétuos rodando em sua própria blockchain L1 — estava precificando com precisão a SpaceX pré-IPO e processando volumes recordes sem interrupção .
O aumento de 7% nos dias 12 e 13 de junho foi um rali de alívio, não um retorno ao pico. A máxima histórica do HYPE, perto de US$ 73,73, foi atingida em 1º de junho, impulsionada pela euforia em torno de múltiplos lançamentos de ETFs à vista da Grayscale, Bitwise e 21Shares, com entradas acumuladas nos ETFs excedendo US$ 139,5 milhões .
Esse pico foi seguido por um evento de oferta punitivo. Um desbloqueio programado de tokens em 6 de junho liberou aproximadamente 9,92 milhões de tokens HYPE para contribuidores principais, com o lote avaliado entre US$ 565 milhões e US$ 700 milhões na época [1, 24, 17]. O desbloqueio desencadeou uma queda semanal de 12 a 15% e levou pelo menos uma grande baleia a sair antes do evento [6, 24, 1].
A combinação do excesso de oferta do desbloqueio e uma liquidação generalizada de alavancagem no mercado manteve o HYPE na casa dos US$ 60, mesmo quando os catalisadores positivos chegaram . O salto partindo dessa fraqueza induzida pela oferta foi significativo — e a aprovação da Kalshi lhe deu um fundamento sólido —, mas a resistência aérea do desbloqueio continuou sendo um vento contrário
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A convergência desses eventos em junho de 2026 criou uma mudança de narrativa duradoura. No momento em que as exchanges centralizadas falharam de forma comprovada em cumprir a promessa de tokenizar ativos do mundo real, a Hyperliquid estava processando a mesma demanda através de sua infraestrutura de perpétuos on-chain, sem interrupção . O selo regulatório de aprovação da Kalshi adicionou legitimidade institucional à classe de ativos, validando o modelo de futuros perpétuos que a Hyperliquid havia sido pioneira
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Uma nota de pesquisa da Grayscale publicada na mesma semana relatou que os mercados de perpétuos HIP-3 da Hyperliquid atingiram um pico de open interest de US$ 3,2 bilhões em junho de 2026, ressaltando a escala da atividade . O contraste era impossível de ignorar: o modelo centralizado quebrou quando mais importava, enquanto a alternativa descentralizada absorveu o volume e manteve as negociações. A semana não apenas impulsionou o preço do HYPE; ela redefiniu onde o mercado acredita que a exposição confiável a derivativos será construída.