Não se tratava de uma ameaça vaga. Separadamente, os Estados Unidos passaram informações de inteligência a Kiev indicando que a Rússia poderia lançar um Oreshnik antes de 14 de junho, embora a Embaixada dos EUA em Kiev não tenha emitido um alerta público . O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) avaliou que o momento provável era uma tentativa calculada do Kremlin de projetar poder logo após o feriado nacional russo de 12 de junho .
O Oreshnik (palavra russa para “Aveleira”) é um IRBM móvel, com capacidade nuclear, que se tornou um instrumento característico da escalada russa. Derivado do programa do míssil balístico intercontinental RS-26 Rubezh, ele combina velocidade extrema, longo alcance e uma capacidade de carga útil única que o torna excecionalmente difícil de ser defendido .
As principais capacidades do Oreshnik incluem:
Até junho de 2026, o Oreshnik foi usado em combate contra a Ucrânia pelo menos três vezes, sendo que dois desses ataques ocorreram apenas em 2026 . Cada uso sinalizou uma escalada deliberada no conflito.
21 de Novembro de 2024 – Dnipro: Em seu primeiro uso em combate, um Oreshnik atingiu uma importante instalação militar-industrial na cidade de Dnipro. O presidente russo, Vladimir Putin, saudou o ataque como um teste bem-sucedido, descrevendo a arma como “imparável” . Uma avaliação militar ucraniana posterior indicou que as ogivas usadas neste ataque não continham explosivos, sugerindo que pode ter sido um teste operacional com ogivas inertes .
9 de Janeiro de 2026 – Região de Lviv: Em sua segunda utilização, a Rússia lançou o Oreshnik contra um alvo de infraestrutura crítica não especificado perto de Lviv, no oeste da Ucrânia, a apenas 60 quilômetros da fronteira com a Polônia . Este ataque ocorreu quando as negociações lideradas pelos EUA para o fim da guerra estavam ganhando força, e foi amplamente interpretado como um sinal direto e ameaçador de Putin a Kiev e seus aliados ocidentais . A Rússia alegou que o ataque foi uma retaliação por um suposto ataque de drones ucranianos à residência de Putin — uma alegação que tanto a Ucrânia quanto os EUA negaram .
23–24 de Maio de 2026 – Região de Kiev: De longe o maior ataque, o terceiro uso do Oreshnik foi parte de uma barragem coordenada massiva envolvendo 90 mísseis e 600 drones, visando principalmente Kiev . O Oreshnik atingiu especificamente a área de Bila Tserkva, na região de Kiev, matando pelo menos duas pessoas . Embora o presidente Zelenskyy tenha caracterizado o alvo como um centro de comando e controle militar, o Ministério da Defesa da Rússia posteriormente minimizou o ataque, afirmando que foi apenas um teste do míssil contra um “celeiro” . O ISW descreveu este como o maior ataque com mísseis contra a Ucrânia em 2026 até aquela data .
O aviso de 12 de junho não ocorreu isoladamente. Ele surgiu em meio a uma profunda mudança na dinâmica da guerra, onde a linha de frente é apenas um dos vetores de um conflito cada vez mais definido por ataques de longo alcance e em profundidade por ambos os lados.
Nas semanas que antecederam o alerta, a Ucrânia intensificou dramaticamente sua própria campanha de ataques de longo alcance dentro da Rússia. Maio de 2026 foi registrado como o mês com o maior número de ataques em profundidade da Ucrânia no ano, com 18 ativos da infraestrutura petrolífera russa atingidos e danos totais estimados em US$ 1,058 bilhão . Essas operações, utilizando drones de longo alcance e o novo míssil FP-5 Flamingo, atingiram alvos tão distantes quanto São Petersburgo e uma fábrica de componentes para drones em Cheboksary, a mais de 900 km da fronteira .
Crucialmente, a campanha de ataques da Ucrânia evoluiu de simplesmente atingir refinarias de petróleo para uma estratégia de “interdição profunda” ou um “bloqueio logístico”. O objetivo é degradar sistematicamente as estradas, ferrovias e depósitos de suprimentos atrás das linhas russas em território ocupado, estrangulando as unidades da linha de frente . No início de junho, esta campanha estava a interromper ativamente a logística russa em setores-chave da frente de batalha . O presidente ucraniano enquadrou esta tática como uma forma de negociar o fim da guerra “em pé de igualdade” com Moscou .
O ISW avaliou que a recém-recuperada vantagem da Ucrânia em drones e sua nova capacidade de interromper as forças russas em toda a sua profundidade operacional estão a anunciar uma “nova fase da guerra”, marcada por uma capacidade mútua e crescente de atacar as áreas da retaguarda profunda um do outro .
O padrão de lançamentos do Oreshnik pela Rússia encaixa-se perfeitamente nesta nova fase. O ISW observou que as ameaças e ataques públicos com o Oreshnik pela Rússia frequentemente ocorrem em resposta direta a ataques profundos ucranianos bem-sucedidos, destacando a incapacidade de Moscou de defender adequadamente seu próprio vasto território. O Oreshnik serve como uma arma psicológica e política para demonstrar força contínua, mesmo que sua eficácia militar convencional nestes ataques específicos tenha sido questionada .
Em 12 de junho de 2026, o alerta foi claro. A arma era uma que poderia transformar um voo de 20 minutos de um campo de testes russo num ataque com múltiplas ogivas sobre cidades ucranianas. Era uma ameaça projetada não apenas para destruir alvos, mas para sinalizar que todo o escopo da guerra havia mudado.
Não se tratava de uma ameaça vaga. Separadamente, os Estados Unidos passaram informações de inteligência a Kiev indicando que a Rússia poderia lançar um Oreshnik antes de 14 de junho, embora a Embaixada dos EUA em Kiev não tenha emitido um alerta público . O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) avaliou que o momento provável era uma tentativa calculada do Kremlin de projetar poder logo após o feriado nacional russo de 12 de junho .
O Oreshnik (palavra russa para “Aveleira”) é um IRBM móvel, com capacidade nuclear, que se tornou um instrumento característico da escalada russa. Derivado do programa do míssil balístico intercontinental RS-26 Rubezh, ele combina velocidade extrema, longo alcance e uma capacidade de carga útil única que o torna excecionalmente difícil de ser defendido .
As principais capacidades do Oreshnik incluem:
Até junho de 2026, o Oreshnik foi usado em combate contra a Ucrânia pelo menos três vezes, sendo que dois desses ataques ocorreram apenas em 2026 . Cada uso sinalizou uma escalada deliberada no conflito.
21 de Novembro de 2024 – Dnipro: Em seu primeiro uso em combate, um Oreshnik atingiu uma importante instalação militar-industrial na cidade de Dnipro. O presidente russo, Vladimir Putin, saudou o ataque como um teste bem-sucedido, descrevendo a arma como “imparável” . Uma avaliação militar ucraniana posterior indicou que as ogivas usadas neste ataque não continham explosivos, sugerindo que pode ter sido um teste operacional com ogivas inertes .
9 de Janeiro de 2026 – Região de Lviv: Em sua segunda utilização, a Rússia lançou o Oreshnik contra um alvo de infraestrutura crítica não especificado perto de Lviv, no oeste da Ucrânia, a apenas 60 quilômetros da fronteira com a Polônia . Este ataque ocorreu quando as negociações lideradas pelos EUA para o fim da guerra estavam ganhando força, e foi amplamente interpretado como um sinal direto e ameaçador de Putin a Kiev e seus aliados ocidentais . A Rússia alegou que o ataque foi uma retaliação por um suposto ataque de drones ucranianos à residência de Putin — uma alegação que tanto a Ucrânia quanto os EUA negaram .
23–24 de Maio de 2026 – Região de Kiev: De longe o maior ataque, o terceiro uso do Oreshnik foi parte de uma barragem coordenada massiva envolvendo 90 mísseis e 600 drones, visando principalmente Kiev . O Oreshnik atingiu especificamente a área de Bila Tserkva, na região de Kiev, matando pelo menos duas pessoas . Embora o presidente Zelenskyy tenha caracterizado o alvo como um centro de comando e controle militar, o Ministério da Defesa da Rússia posteriormente minimizou o ataque, afirmando que foi apenas um teste do míssil contra um “celeiro” . O ISW descreveu este como o maior ataque com mísseis contra a Ucrânia em 2026 até aquela data .
O aviso de 12 de junho não ocorreu isoladamente. Ele surgiu em meio a uma profunda mudança na dinâmica da guerra, onde a linha de frente é apenas um dos vetores de um conflito cada vez mais definido por ataques de longo alcance e em profundidade por ambos os lados.
Nas semanas que antecederam o alerta, a Ucrânia intensificou dramaticamente sua própria campanha de ataques de longo alcance dentro da Rússia. Maio de 2026 foi registrado como o mês com o maior número de ataques em profundidade da Ucrânia no ano, com 18 ativos da infraestrutura petrolífera russa atingidos e danos totais estimados em US$ 1,058 bilhão . Essas operações, utilizando drones de longo alcance e o novo míssil FP-5 Flamingo, atingiram alvos tão distantes quanto São Petersburgo e uma fábrica de componentes para drones em Cheboksary, a mais de 900 km da fronteira .
Crucialmente, a campanha de ataques da Ucrânia evoluiu de simplesmente atingir refinarias de petróleo para uma estratégia de “interdição profunda” ou um “bloqueio logístico”. O objetivo é degradar sistematicamente as estradas, ferrovias e depósitos de suprimentos atrás das linhas russas em território ocupado, estrangulando as unidades da linha de frente . No início de junho, esta campanha estava a interromper ativamente a logística russa em setores-chave da frente de batalha . O presidente ucraniano enquadrou esta tática como uma forma de negociar o fim da guerra “em pé de igualdade” com Moscou .
O ISW avaliou que a recém-recuperada vantagem da Ucrânia em drones e sua nova capacidade de interromper as forças russas em toda a sua profundidade operacional estão a anunciar uma “nova fase da guerra”, marcada por uma capacidade mútua e crescente de atacar as áreas da retaguarda profunda um do outro .
O padrão de lançamentos do Oreshnik pela Rússia encaixa-se perfeitamente nesta nova fase. O ISW observou que as ameaças e ataques públicos com o Oreshnik pela Rússia frequentemente ocorrem em resposta direta a ataques profundos ucranianos bem-sucedidos, destacando a incapacidade de Moscou de defender adequadamente seu próprio vasto território. O Oreshnik serve como uma arma psicológica e política para demonstrar força contínua, mesmo que sua eficácia militar convencional nestes ataques específicos tenha sido questionada .
Em 12 de junho de 2026, o alerta foi claro. A arma era uma que poderia transformar um voo de 20 minutos de um campo de testes russo num ataque com múltiplas ogivas sobre cidades ucranianas. Era uma ameaça projetada não apenas para destruir alvos, mas para sinalizar que todo o escopo da guerra havia mudado.