Até o momento, a CCC enviou uma carta formal de responsabilização à Valve, mas ainda não protocolou uma ação judicial formal . A Valve ainda não respondeu substancialmente às alegações holandesas.
O caso mais avançado processualmente é a ação coletiva britânica no modelo opt-out (onde todos são automaticamente incluídos, a menos que peçam para sair). Ela foi protocolada em junho de 2024 pela ativista de direitos digitais Vicki Shotbolt e certificada para prosseguir pelo Tribunal de Apelação da Concorrência do Reino Unido em 26 de janeiro de 2026, após uma audiência em outubro de 2025 .
O pedido busca £ 656 milhões (aproximadamente R$ 5,4 bilhões) em nome de cerca de 14 milhões de usuários do Steam no Reino Unido que compraram jogos ou conteúdo adicional desde 2018 . As alegações espelham as do caso holandês: a Valve supostamente abusou de sua posição dominante ao impor taxas de comissão excessivas de 30% e ao obrigar as publicadoras a manter a paridade de preços, bloqueando a competição
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Com a certificação do tribunal para uma ação coletiva opt-out, todos os consumidores britânicos que se enquadram na classe definida são automaticamente incluídos, a menos que optem ativamente por sair . A decisão do tribunal significa que o caso agora irá a julgamento completo, embora uma data ainda não tenha sido marcada.
A tese jurídica que sustenta todos esses casos remonta ao processo Wolfire Games v. Valve, originalmente movido em 2021 pelo estúdio de jogos independente. O caso foi posteriormente consolidado como In re Valve Antitrust Litigation e certificado como uma ação de classe no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Ocidental de Washington .
O desafio central mira a cláusula de Nação Mais Favorecida (NMF) do Steam — conhecida na indústria como requisito de paridade de preço — que proíbe as desenvolvedoras de oferecer melhores preços, acesso antecipado ou conteúdo exclusivo em lojas concorrentes . A Wolfire argumenta que esses termos contratuais constituem manutenção ilegal de poder de monopólio, isolando a comissão de 30% do Steam da pressão competitiva. O caso entrou em uma fase crítica em meados de 2025 e continua ativo com procedimentos de descoberta de provas e certificação da classe
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Uma expansão nova e agressiva da tese jurídica veio no final de maio de 2026, quando os autores Max Rockman e Randall Moring protocolaram uma proposta de ação de classe no Distrito Ocidental de Washington que nomeia a Microsoft como co-conspiradora ao lado da Valve .
O processo alega que a Microsoft e a Valve fecharam um contrato de distribuição em 2011 contendo uma cláusula de paridade de preço que proibia a Microsoft de vender seus jogos de PC por preços mais baixos em lojas concorrentes do que no Steam . De forma crítica, os autores afirmam que a Microsoft recebeu "propinas" (kickbacks) da Valve em troca de concordar em não competir em preço — efetivamente alegando uma conspiração horizontal de fixação de preços entre concorrentes ostensivos
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A denúncia afirma que esse arranjo manteve os preços dos jogos de PC artificialmente altos por 15 anos e impediu a Microsoft de desenvolver sua própria loja, a Microsoft Store, como uma concorrente genuína do Steam . O processo é recente e está nos estágios processuais mais iniciais.
Uma única tese jurídica conecta todos os quatro casos: a cláusula de paridade de preço do Steam e a receita que ela protege. O argumento, agora implantado em múltiplas jurisdições, é que a cláusula de NMF funciona como um dispositivo de exclusão. Ao impedir contratualmente que as publicadoras repassem a economia de uma comissão menor ao consumidor, a Valve blinda sua taxa de 30% da pressão competitiva. O resultado, argumentam os autores em todas as jurisdições, é que os preços dos jogos de PC são mais altos do que seriam em um mercado competitivo .
O caso Wolfire estabeleceu essa teoria no tribunal federal dos EUA. As ações do Reino Unido e da Holanda a estendem para pedidos de indenização por cobrança excessiva ao consumidor sob suas respectivas leis de concorrência. O novo caso dos EUA adiciona um toque sem precedentes: a suposta conspiração entre Valve e Microsoft transforma a teoria de conduta excludente unilateral em uma alegação de fixação coordenada de preços entre agentes do mercado .
A Valve nega todas as acusações de abuso de monopólio e argumenta que sua estrutura de comissões é competitiva em relação a outras lojas digitais . Nenhuma data de julgamento foi marcada em qualquer um dos casos.