O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou que as tropas aprofundassem a incursão. A campanha militar israelense contra o Hezbollah segue, segundo autoridades, com força total . No início de junho, as FDI já haviam declarado a área além do Litani como zona de combate ativa, destruindo pontes para dificultar a movimentação do grupo militante e emitindo ordens de evacuação para áreas ao sul do Rio Zahrani . A zona de evacuação expandida agora inclui a cidade de Nabatieh, que tem ao menos 35 mil habitantes .
Relatos vindos do terreno pintam um quadro sombrio. O jornal americano The New York Times descreveu Nabatieh como uma cidade desolada, de ruas vazias, lojas fechadas ou danificadas por bombardeios aéreos, sob o zumbido constante de drones israelenses. A nova linha de conflito está claramente demarcada a poucos quilômetros ao sul da cidade .
Apesar de múltiplos anúncios de cessar-fogo, os ataques aéreos e a violência continuam matando civis de forma constante. Em 11 de junho, ao menos 11 pessoas foram mortas e mais de 25 ficaram feridas em bombardeios israelenses no leste e no sul do Líbano, de acordo com a mídia libanesa . Outros levantamentos elevaram o total de mortos no dia para 12, com ataques atingindo o distrito de Nabatieh, o distrito de Tiro e a região de Bekaa .
Em um período de 72 horas, até 12 de junho, ao menos 14 pessoas foram mortas e cerca de vinte ficaram feridas no sul do Líbano. Entre os alvos, forças israelenses atingiram um hospital em Tiro pela sexta vez em três meses, deixando paramédicos da Cruz Vermelha entre os feridos . Autoridades libanesas relatam que o número total de mortos desde 2 de março chegou a 3.666, com mais de 11.300 feridos .
A expansão do conflito tem colocado em risco cada vez maior os integrantes da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL). Na manhã de 11 de junho, um ataque atingiu as proximidades de um comboio logístico da UNIFIL na vila de Harris, no Setor Oeste. Dois soldados da paz malaios, do batalhão Malbatt 850-13, sofreram ferimentos leves, e dois veículos da ONU foram danificados .
O ministro da Defesa da Malásia, Datuk Seri Mohamed Khaled Nordin, confirmou que os ferimentos foram leves, e a ONU informou que os soldados estavam em condição estável . O incidente ocorreu a aproximadamente um quilômetro a oeste da Posição 6-43 da ONU, em Tibnin, enquanto o comboio realizava uma missão rotineira de reabastecimento para Tiro . A UNIFIL afirmou que investigará o ocorrido .
Este foi o segundo incidente sério envolvendo soldados da UNIFIL em menos de uma semana. Em 4 de junho, um capacete azul sérvio morreu em decorrência de ferimentos graves sofridos quando projéteis de morteiro atingiram sua posição perto de Marjayoun, no sudeste do Líbano. Outros dois soldados da paz também ficaram feridos e receberam tratamento em uma unidade médica da UNIFIL . A Malásia condenou os ataques contínuos e prestou condolências à Sérvia .
Em 3 de junho, os Estados Unidos anunciaram que Israel e Líbano haviam concordado em estender seu frágil cessar-fogo e estabelecer várias zonas de segurança "piloto" dentro do Líbano, onde militantes do Hezbollah seriam proibidos. O acordo era explicitamente "condicionado a uma interrupção completa" dos disparos do Hezbollah e à retirada de todos os seus combatentes do Setor Sul do Litani .
Dois dias depois, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou formalmente o acordo. Ele classificou as negociações como "fúteis" e "humilhantes" para o Líbano e insistiu em uma trégua abrangente que incluísse a retirada total de Israel do território libanês . A posição de Qassem foi ecoada pelo influente presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, aliado do grupo, que exigiu um cessar-fogo completo e a retirada israelense antes de qualquer recuo do Hezbollah para o norte do Rio Litani .
Enquanto isso, Israel afirmou que não se retiraria do sul . Ataques aéreos continuaram mesmo nas horas seguintes ao anúncio do cessar-fogo, e as FDI deixaram claro que sua campanha militar seguirá com força total .
Israel ocupa agora aproximadamente 2.000 quilômetros quadrados de território libanês, quase 20% do país . A captura, pelas FDI, do Castelo de Beaufort, uma fortaleza de 900 anos perto de Nabatieh, tornou-se o centro simbólico da operação expandida. O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que as tropas israelenses permaneceriam na área como parte de uma nova "zona de segurança" .
A ocupação marca a incursão mais extensa de Israel no Líbano em mais de 25 anos, com operações que agora vão do Rio Litani ao Rio Zahrani . As FDI afirmam que o objetivo da operação é desmantelar a infraestrutura do Hezbollah e impedir ataques com foguetes contra comunidades do norte de Israel .
O custo humanitário do novo conflito é severo e está piorando. De acordo com uma avaliação da ACAPS publicada em 12 de junho, mais de 3.700 pessoas foram mortas desde a escalada das hostilidades no início de março de 2026 . Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas e os abrigos em todo o país atingiram sua capacidade máxima. A esmagadora maioria dos deslocados está lutando para satisfazer necessidades básicas, incluindo alimentação, água potável e cuidados médicos .
As ordens de evacuação têm se expandido constantemente para o norte, primeiro para além do Rio Litani e agora até o Rio Zahrani, englobando a cidade de Nabatieh e outros centros populacionais . O acesso humanitário é limitado pelas hostilidades ativas e pelo controle israelense sobre grandes porções do território sulista, complicando os esforços para alcançar as populações mais vulneráveis .
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou que as tropas aprofundassem a incursão. A campanha militar israelense contra o Hezbollah segue, segundo autoridades, com força total . No início de junho, as FDI já haviam declarado a área além do Litani como zona de combate ativa, destruindo pontes para dificultar a movimentação do grupo militante e emitindo ordens de evacuação para áreas ao sul do Rio Zahrani . A zona de evacuação expandida agora inclui a cidade de Nabatieh, que tem ao menos 35 mil habitantes .
Relatos vindos do terreno pintam um quadro sombrio. O jornal americano The New York Times descreveu Nabatieh como uma cidade desolada, de ruas vazias, lojas fechadas ou danificadas por bombardeios aéreos, sob o zumbido constante de drones israelenses. A nova linha de conflito está claramente demarcada a poucos quilômetros ao sul da cidade .
Apesar de múltiplos anúncios de cessar-fogo, os ataques aéreos e a violência continuam matando civis de forma constante. Em 11 de junho, ao menos 11 pessoas foram mortas e mais de 25 ficaram feridas em bombardeios israelenses no leste e no sul do Líbano, de acordo com a mídia libanesa . Outros levantamentos elevaram o total de mortos no dia para 12, com ataques atingindo o distrito de Nabatieh, o distrito de Tiro e a região de Bekaa .
Em um período de 72 horas, até 12 de junho, ao menos 14 pessoas foram mortas e cerca de vinte ficaram feridas no sul do Líbano. Entre os alvos, forças israelenses atingiram um hospital em Tiro pela sexta vez em três meses, deixando paramédicos da Cruz Vermelha entre os feridos . Autoridades libanesas relatam que o número total de mortos desde 2 de março chegou a 3.666, com mais de 11.300 feridos .
A expansão do conflito tem colocado em risco cada vez maior os integrantes da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL). Na manhã de 11 de junho, um ataque atingiu as proximidades de um comboio logístico da UNIFIL na vila de Harris, no Setor Oeste. Dois soldados da paz malaios, do batalhão Malbatt 850-13, sofreram ferimentos leves, e dois veículos da ONU foram danificados .
O ministro da Defesa da Malásia, Datuk Seri Mohamed Khaled Nordin, confirmou que os ferimentos foram leves, e a ONU informou que os soldados estavam em condição estável . O incidente ocorreu a aproximadamente um quilômetro a oeste da Posição 6-43 da ONU, em Tibnin, enquanto o comboio realizava uma missão rotineira de reabastecimento para Tiro . A UNIFIL afirmou que investigará o ocorrido .
Este foi o segundo incidente sério envolvendo soldados da UNIFIL em menos de uma semana. Em 4 de junho, um capacete azul sérvio morreu em decorrência de ferimentos graves sofridos quando projéteis de morteiro atingiram sua posição perto de Marjayoun, no sudeste do Líbano. Outros dois soldados da paz também ficaram feridos e receberam tratamento em uma unidade médica da UNIFIL . A Malásia condenou os ataques contínuos e prestou condolências à Sérvia .
Em 3 de junho, os Estados Unidos anunciaram que Israel e Líbano haviam concordado em estender seu frágil cessar-fogo e estabelecer várias zonas de segurança "piloto" dentro do Líbano, onde militantes do Hezbollah seriam proibidos. O acordo era explicitamente "condicionado a uma interrupção completa" dos disparos do Hezbollah e à retirada de todos os seus combatentes do Setor Sul do Litani .
Dois dias depois, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou formalmente o acordo. Ele classificou as negociações como "fúteis" e "humilhantes" para o Líbano e insistiu em uma trégua abrangente que incluísse a retirada total de Israel do território libanês . A posição de Qassem foi ecoada pelo influente presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, aliado do grupo, que exigiu um cessar-fogo completo e a retirada israelense antes de qualquer recuo do Hezbollah para o norte do Rio Litani .
Enquanto isso, Israel afirmou que não se retiraria do sul . Ataques aéreos continuaram mesmo nas horas seguintes ao anúncio do cessar-fogo, e as FDI deixaram claro que sua campanha militar seguirá com força total .
Israel ocupa agora aproximadamente 2.000 quilômetros quadrados de território libanês, quase 20% do país . A captura, pelas FDI, do Castelo de Beaufort, uma fortaleza de 900 anos perto de Nabatieh, tornou-se o centro simbólico da operação expandida. O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que as tropas israelenses permaneceriam na área como parte de uma nova "zona de segurança" .
A ocupação marca a incursão mais extensa de Israel no Líbano em mais de 25 anos, com operações que agora vão do Rio Litani ao Rio Zahrani . As FDI afirmam que o objetivo da operação é desmantelar a infraestrutura do Hezbollah e impedir ataques com foguetes contra comunidades do norte de Israel .
O custo humanitário do novo conflito é severo e está piorando. De acordo com uma avaliação da ACAPS publicada em 12 de junho, mais de 3.700 pessoas foram mortas desde a escalada das hostilidades no início de março de 2026 . Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas e os abrigos em todo o país atingiram sua capacidade máxima. A esmagadora maioria dos deslocados está lutando para satisfazer necessidades básicas, incluindo alimentação, água potável e cuidados médicos .
As ordens de evacuação têm se expandido constantemente para o norte, primeiro para além do Rio Litani e agora até o Rio Zahrani, englobando a cidade de Nabatieh e outros centros populacionais . O acesso humanitário é limitado pelas hostilidades ativas e pelo controle israelense sobre grandes porções do território sulista, complicando os esforços para alcançar as populações mais vulneráveis .