O petróleo subiu mais de US$ 2 após o Irã anunciar o fechamento total do Estreito de Ormuz, mas despencou mais de US$ 2,50 horas depois quando Trump cancelou ataques planejados contra o país [2][10]. A reviravolta deixou o Brent a US$ 90,60 e o WTI em queda de 2,58% no dia, mas os riscos de oferta são severos: a Rys...

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What caused the sharp intraday whipsaw in oil prices on Thursday, and what were the key events — including Iran's closure of the Strait of H. Article summary: The Thursday whipsaw was a **sentiment-driven reversal**: prices surged on the Hormuz closure, Kharg Island threat, and IRGC strikes, then crashed when Trump called off further strikes. But the physical supply disruption. Topic tags: general, general web, user generated, news. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "# Oil prices jump after Iran and U.S. attack commercial ships as tensions escalate over Strait of Hormuz. Crude oil prices rose Monday, as the U.S. and Iran teetered on the brink o" source context "Oil prices jump after Iran and U.S. attack commercial ships as tensions escalate over Strait of Hormuz - CNBC
Quem operou petróleo na quinta-feira, 11 de junho de 2026, teve um dia de vertigem. Os preços da commodity dançaram entre uma disparada por choque de oferta e um tombo por esperança de paz. O dia começou com o Irã fechando formalmente o Estreito de Ormuz e os EUA lançando novos ataques — o que empurrou o Brent para acima de US$ 95 o barril. Em questão de horas, o presidente Donald Trump anunciou que estava cancelando os bombardeios planejados, sinalizando um possível acordo. O resultado? Uma liquidação que varreu todos os ganhos e deixou o Brent perto dos US$ 90 . A seguir, entenda como cada evento se desenrolou, o que a montanha-russa de preços revela sobre o psicológico do mercado e por que, na prática, a crise de oferta é mais perigosa do que o último tick do dia sugere.
A manhã já começou com uma escalada decisiva. A Guarda Revolucionária do Irã declarou o Estreito de Ormuz “fechado a todas as embarcações, incluindo navios-tanque e navios comerciais” e alertou que qualquer tentativa de travessia seria atacada . A ordem foi prontamente confirmada pelo órgão marítimo iraniano como um fechamento total "até segunda ordem"
. A rota já estava efetivamente bloqueada há meses, mas esse foi o momento em que o bloqueio de fato virou uma política oficial de ataque — uma virada que coroou a escalada mais intensa em 72 horas desde março
.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) contestou o fechamento horas depois, dizendo que navios comerciais ainda estavam transitando . Mas a reação do mercado foi imediata. Os contratos futuros do Brent saltaram US$ 2,30, ou 2,47%, para US$ 95,40 o barril, e o WTI disparou 4%, sendo negociado acima de US$ 93
. O Estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto de todo o transporte global de petróleo e gás
. Um anúncio formal de interdição, como era de se esperar, sempre provocaria uma alta fulminante.
O anúncio sobre Ormuz não aconteceu no vácuo. O CENTCOM já havia lançado novos ataques contra instalações militares iranianas durante a noite, e a Guarda Revolucionária retaliou atingindo o que Teerã afirma serem instalações militares dos EUA na Jordânia . O Bahrein ativou sirenes de alerta, e o Kuwait fechou temporariamente seu espaço aéreo
.
O presidente Trump jogou mais lenha na fogueira, avisando que poderia tomar a Ilha de Kharg — o terminal que escoa cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã — e assumir o controle total dos setores de petróleo e gás do país . A ameaça levou o petróleo às máximas do dia, com alguns índices mostrando o WTI em alta de mais de US$ 3
.
A euforia durou apenas algumas horas. O presidente Trump postou que havia cancelado os ataques militares planejados contra o Irã porque as discussões haviam avançado para os mais altos níveis da liderança iraniana e uma ampla coalizão de potências regionais . Com uma única declaração, o mercado passou de precificar um prêmio de guerra total para precificar um cessar-fogo iminente.
Os futuros do Brent desabaram US$ 2,50, ou 2,7%, fechando a US$ 90,60 o barril por volta das 15h38, horário de Brasília . O contrato de julho do WTI caiu US$ 2,32, ou 2,58%, apagando completamente a alta anterior
. Foi um exemplo clássico de reversão movida a sentimento: o mesmo fluxo algorítmico que havia perseguido a alta pela manhã se inverteu em minutos, com robôs de notícias e traders discricionários correndo para vender. Um analista descreveu a oscilação do petróleo como "extremamente volátil, indo e voltando várias vezes"
.
Apesar do tombo intradiário, os alertas de oferta da Rystad Energy contavam uma história muito mais sombria do que os preços de fechamento sugeriam.
A consultoria estima que, se as hostilidades entre EUA e Irã recomeçarem para valer, o petróleo pode disparar para US$ 150 o barril . Jorge Leon, vice-presidente sênior e chefe de análise geopolítica da Rystad, disse que é "cedo demais para dizer se a escalada atual marca uma retomada total das hostilidades ou um episódio perigoso, mas ainda contido"
.
A consultoria também revelou que a guerra no Oriente Médio já eliminou cerca de 1 bilhão de barris de oferta acumulada de petróleo dos mercados globais em três meses — o equivalente a 2,5 vezes toda a Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA . Em seu relatório de maio de 2026, a Rystad observou que a crise de Ormuz "remodelou o balanço global de petróleo bruto", forçando cortes em refinarias na Ásia, Oriente Médio e Europa
. Mesmo que o estreito reabra, a Rystad alerta que a maioria das unidades levaria de 4 a 7 semanas para retomar a produção
, o que significa que o mercado físico continuaria apertado por muito tempo após qualquer avanço diplomático.
O maior risco para quem apostou na retórica de paz é que Teerã deixou claro que nenhum acordo foi fechado. O alto comando militar do Irã disse que o fechamento de Ormuz foi uma resposta direta aos ataques dos EUA e que o estreito permaneceria fechado . A mídia estatal iraniana já havia noticiado em 1º de junho que Teerã havia interrompido as negociações com Washington por meio de intermediários
e, semanas antes, o ministério das Relações Exteriores do país disse que um acordo finalizado "não era iminente"
.
Nesta quinta, autoridades americanas e iranianas ainda tentavam conversas indiretas via mediadores, mas os novos ataques continuavam a esfacelar o frágil cessar-fogo de abril . O roteiro já é conhecido: Trump diz que um acordo está próximo, os mercados precificam uma resolução breve, e Teerã sinaliza o contrário, mantendo de pé a disrupção física da oferta.
A movimentação de preços de quinta-feira foi um exemplo dramático de como o mercado de petróleo consegue virar da água para o vinho em minutos. A oscilação do dia foi inteiramente movida por expectativas flutuantes sobre o risco de oferta futuro, e não por qualquer mudança no fluxo real de petróleo.
O Estreito de Ormuz permanece formalmente fechado. Cerca de 1 bilhão de barris de oferta acumulada já foram perdidos. O pior cenário da Rystad, com petróleo a US$ 150, não está precificado. Até que navios-tanque voltem fisicamente a cruzar o estreito, o choque de oferta que está pressionando os balanços globais de petróleo vai continuar — não importa o que o gráfico intradiário mostre.
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O petróleo subiu mais de US$ 2 após o Irã anunciar o fechamento total do Estreito de Ormuz, mas despencou mais de US$ 2,50 horas depois quando Trump cancelou ataques planejados contra o país [2][10].
O petróleo subiu mais de US$ 2 após o Irã anunciar o fechamento total do Estreito de Ormuz, mas despencou mais de US$ 2,50 horas depois quando Trump cancelou ataques planejados contra o país [2][10]. A reviravolta deixou o Brent a US$ 90,60 e o WTI em queda de 2,58% no dia, mas os riscos de oferta são severos: a Rystad Energy alerta que o petróleo pode chegar a US$ 150 se as hostilidades recomeçarem de fato [16][19].
Apesar do sinal otimista de Trump, Teerã disse que não há acordo fechado e que o Estreito de Ormuz continuará fechado, o que significa que o aperto na oferta física que já está remodelando o mercado global está longe...