A maior parte das vítimas confirmadas pertence ao setor de educação superior . Uma das instituições citadas nominalmente é a Universidade de Nottingham
.
Além das universidades, a campanha também atingiu entidades de outros setores, incluindo:
Historicamente, nos últimos 18 meses, o ecossistema ligado ao ShinyHunters também foi associado a violações na Instructure (dona da plataforma Canvas), Charter Communications, Telus Digital, e em grandes marcas como Zara, 7-Eleven, Rockstar Games e Medtronic .
Segundo as comunicações do grupo, os dados exfiltrados são sensíveis e volumosos:
Um membro do grupo, em contato com o TechCrunch, revelou detalhes sobre a intenção inicial da operação. O objetivo primário não era financeiro, mas sim invadir um servidor PeopleSoft pertencente ao FBI .
A razão era peculiar: eles planejavam usar esse acesso para publicar uma declaração negando qualquer envolvimento em uma série de incidentes de 'swatting' (trotes violentos) que o FBI havia recentemente atribuído a atores ligados ao ShinyHunters em um alerta público. A comunicação visava se distanciar dessas ações. No entanto, essa tentativa de invasão ao servidor do FBI foi, segundo eles, malsucedida .
Até o momento da divulgação das alegações, a Oracle não havia se pronunciado diretamente sobre as reivindicações do ShinyHunters .
Contudo, em 10 de junho de 2026, a empresa publicou um Alerta de Segurança para a vulnerabilidade CVE-2026-35273. Esta é uma falha crítica, com pontuação CVSS de 9.8, que afeta o Oracle PeopleSoft PeopleTools. A brecha pode ser explorada remotamente sem autenticação e potencialmente resultar em execução remota de código . A correção emergencial divulgada pela Oracle coincide com a falha que analistas de segurança e o BleepingComputer identificaram como o provável vetor de entrada utilizado pelo grupo na campanha global
.