A startup britânica NewOrbit captou US$ 18,5 milhões em uma rodada Série A para construir os primeiros satélites comerciais para a Órbita Terrestre Muito Baixa (VLEO), a 200 300 km de altitude, faixa orbital antes res... O satélite NEO 1 contorna as forças destrutivas da VLEO com o propulsor AURA — um motor elétrico...

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: How did UK-based satellite manufacturer NewOrbit raise $18.5 million in Series A funding to commercialise Very Low Earth Orbit (VLEO), who l. Article summary: UK-based satellite manufacturer NewOrbit raised an oversubscribed $18.5 million Series A round, announced on June 8, 2026, to commercialise Very Low Earth Orbit (VLEO) — a band between 200 and 300 km that has remained la. Topic tags: general, general web, user generated, academic, education. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "Home » European space tech champion NewOrbit closes oversubscribed $18.5M Series A to commercialise Earth’s last empty orbit. # European space tech champion NewOrbit closes oversub" source context "European space tech champion NewOrbit closes oversubscribed ..." Reference image 2: visual subj
Uma faixa do espaço entre 200 e 300 quilômetros acima da Terra permaneceu praticamente vazia por seis décadas. Enquanto a maioria dos satélites comerciais navega confortavelmente acima dos 500 km, essa região — conhecida como Órbita Terrestre Muito Baixa (VLEO, na sigla em inglês) — tem sido uma zona proibida porque o ambiente extremo destrói qualquer espaçonave desprotegida em semanas. A startup britânica NewOrbit acaba de receber um importante voto de confiança de US$ 18,5 milhões para mudar esse cenário, ao anunciar, em 8 de junho de 2026, uma rodada de Série A com excesso de demanda para construir os primeiros satélites capazes de sobreviver e operar comercialmente nessa fronteira .
A rodada foi liderada pela Voyager Ventures, uma gestora de capital de risco com US$ 475 milhões sob gestão, com forte apoio dos investidores existentes Atlantic, Lifeline Ventures, LGF e Illusian . O negócio também atraiu um grupo de investidores-anjo de alto perfil, com destaque para David Kirk, ex-cientista-chefe da NVIDIA, e Lawrence Leuschner, cofundador e ex-CEO da TIER Mobility
. Com essa nova injeção de capital, o financiamento total da NewOrbit chega a US$ 27,8 milhões
.
O motivo pelo qual a VLEO permaneceu como a "última órbita vazia da Terra" se resume a três forças físicas implacáveis que atacam qualquer objeto que tente voar por ali .
O arrasto aerodinâmico é a ameaça mais imediata. Em altitudes de 200 a 300 km, a atmosfera residual ainda é densa o suficiente para agir como um freio. Sem um contra-impulso contínuo, o arrasto desacelera um satélite tão rapidamente que ele espirala de volta para a atmosfera e se incinera em questão de semanas, não de anos .
O oxigênio atômico representa um pesadelo químico. Na alta atmosfera, a radiação ultravioleta divide as moléculas padrão de O₂ em átomos de oxigênio individuais que são intensamente reativos. Esse oxigênio atômico corrói rapidamente a maioria dos materiais usados na construção de satélites convencionais, degradando superfícies, sensores e enfraquecendo elementos estruturais .
Os torques aerodinâmicos são a terceira força desestabilizadora. As correntes finas, mas irregulares, da alta atmosfera empurram e torcem os objetos, constantemente os tirando de sua orientação planejada. Um satélite que não consegue corrigir esses torques rapidamente perde o controle e fica à deriva .
Embora satélites espiões governamentais e a Estação Espacial Internacional já tenham operado nessa faixa, nenhum operador comercial havia empacotado uma solução para todos os três problemas em uma plataforma de satélite economicamente viável — até agora .
A resposta da NewOrbit é uma reinvenção completa do que um satélite deve ser para esse ambiente específico. Em vez de adaptar o design de uma espaçonave tradicional, a empresa projetou sua plataforma NEO-1 para transformar a característica mais mortal da VLEO — a própria atmosfera — em uma vantagem .
O coração dessa inovação é o propulsor AURA, um sistema proprietário de propulsão elétrica que "respira ar" . Diferente dos motores iônicos convencionais, que precisam carregar e esgotar um propelente finito a bordo, o AURA opera coletando partículas atmosféricas do ambiente em tempo real, ionizando-as dentro de um motor iônico de grade de radiofrequência e acelerando-as para gerar empuxo
. Em testes de laboratório controlados, a NewOrbit demonstrou a operação contínua de um motor iônico inteiramente com ar atmosférico — um feito inédito na indústria — alcançando um impulso específico de 6.380 segundos
.
Essa capacidade de usar o ar como propelente resolve o problema do arrasto sem sobrecarregar a espaçonave com tanques de combustível pesados. Ela permite que o NEO-1 realize a manutenção contínua de sua posição orbital e a compensação do arrasto por uma vida operacional planejada de até cinco anos em altitudes entre 200 e 300 km .
Em torno desse núcleo de propulsão, a NewOrbit adicionou outras medidas de sobrevivência:
Os fundos da Série A já estão sendo investidos em infraestrutura física. A NewOrbit planeja abrir o Complexo de Produção NEO, uma unidade fabril dedicada em Reading, no Vale do Tâmisa, em 2027 . A instalação, com aproximadamente 2.000 metros quadrados, está sendo posicionada como a primeira fábrica da Europa construída especificamente para a produção de satélites VLEO
.
O roteiro da empresa está claramente definido: o complexo primeiro concluirá a integração do satélite de demonstração NEO-1 inaugural, com uma janela de lançamento prevista para 2028 . Após esse marco, a produção será escalonada de aproximadamente 10 satélites por ano para uma produção de vários por semana, dependendo da demanda dos clientes
.
A lógica comercial para suportar o ambiente hostil da VLEO é direta: voar de 15 a 30 vezes mais perto da Terra do que as constelações de satélites de órbita baixa (LEO) convencionais proporciona melhorias de salto na resolução de sensores e na força do sinal de comunicação .
A NewOrbit está inicialmente mirando três verticais comerciais :
Observação da Terra e imagens de alta resolução é o caso de uso mais maduro. Operar a cerca de um terço da altitude dos satélites de imagem tradicionais permite que as cargas ópticas capturem o que a NewOrbit descreve como "imagens com qualidade de drone da órbita", a um custo estimado 20 vezes menor . Pesquisas acadêmicas apoiam essa proposta de valor: estudos da University College London demonstraram que a redução da altitude orbital melhora substancialmente a resolução espacial óptica para um determinado tamanho de carga útil ou, inversamente, permite desempenho equivalente com economias significativas de massa e volume
.
Conectividade 5G direta para dispositivos é um mercado mais ambicioso. Das altitudes da VLEO, a NewOrbit afirma que seus satélites podem se conectar diretamente a telefones celulares comuns e não modificados, sem a necessidade de amplificadores terrestres ou antenas especializadas . Isso removeria a maior barreira logística e de custo que historicamente impediu que o serviço direto de satélite para telefone fosse além de mensagens de texto de emergência de baixa largura de banda.
Aplicações de defesa e inteligência representam o setor que originalmente comprovou o valor da VLEO. Imagens mais nítidas, menor latência para interceptação de sinais e a capacidade de passar sobre alvos com mais frequência são vantagens atraentes para clientes governamentais e de segurança .
Por toda a ambição técnica, a NewOrbit enfrenta um teste crítico: ela ainda não voou em órbita alguma . O propulsor AURA da empresa demonstrou sua capacidade de "respirar ar" em câmaras de vácuo de laboratório, e a Agência Espacial Europeia concedeu à empresa um contrato de €175.000 em 2024 para avançar sua tecnologia de cátodo respirável
. No entanto, provar que a plataforma integrada pode sobreviver ao ataque combinado de arrasto, oxigênio atômico e torques aerodinâmicos por anos no ambiente real da VLEO continua sendo o marco que validará — ou desafiará — a tese da empresa.
Se a missão de demonstração de 2028 da NewOrbit for bem-sucedida, ela não apenas abrirá uma nova camada orbital comercial, mas poderá remodelar fundamentalmente a economia da observação da Terra e da conectividade direta para dispositivos. Os investidores da empresa, de um fundo de capital de risco experiente no setor espacial ao arquiteto da revolução das GPUs da NVIDIA, estão apostando que a engenharia sob medida da empresa pode finalmente conquistar uma órbita que permaneceu intocada por 60 anos.
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A startup britânica NewOrbit captou US$ 18,5 milhões em uma rodada Série A para construir os primeiros satélites comerciais para a Órbita Terrestre Muito Baixa (VLEO), a 200 300 km de altitude, faixa orbital antes res... O satélite NEO 1 contorna as forças destrutivas da VLEO com o propulsor AURA — um motor elétrico que 'respira ar', usando partículas atmosféricas como combustível — e materiais resistentes ao oxigênio atômico, projeta...
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