No final de 2025, porém, o grupo liderado por Young-Wook Lee, da Yonsei, publicou um artigo argumentando que essas velas-padrão não seriam tão confiáveis assim. Para eles, a luminosidade das supernovas estaria sistematicamente ligada à idade das estrelas que as originaram (as progenitoras), e não apenas à distância. Como galáxias mais distantes (e, portanto, mais antigas no tempo cósmico) tendem a ser mais jovens, isso criaria um viés: as supernovas pareceriam mais fracas não porque estão mais longe e acelerando, mas simplesmente porque explodiram de forma diferente, com menos brilho . A conclusão da equipe coreana foi explosiva: ao corrigir esse viés, o sinal da aceleração simplesmente desaparecia
.
O novo estudo, no entanto, identificou uma falha crucial nesse raciocínio. A equipe de Wiseman, Riess e Schmidt mostrou que o erro dos pesquisadores sul-coreanos foi assumir que a idade da galáxia hospedeira é a mesma coisa que a idade da estrela específica que explodiu .
Pense em uma grande cidade cheia de prédios (a galáxia). A idade da cidade não determina a idade de cada prédio individualmente; prédios são demolidos e construídos o tempo todo. Da mesma forma, uma galáxia antiga pode ter regiões com estrelas muito jovens, e uma galáxia jovem pode abrigar sistemas estelares que envelheceram rapidamente. Uma coisa não é igual à outra.
Os detalhes da falha analítica são claros:
“O debate que se seguiu às revelações de novembro passado foi resultado de um mal-entendido científico, não de uma granada cósmica ameaçando a teoria”, resumiram os pesquisadores . Uma vez que a premissa da idade é tratada corretamente, as evidências que sustentam a expansão acelerada do universo e a existência da misteriosa energia escura permanecem mais robustas do que nunca
. A teoria que rendeu um Prêmio Nobel e é o pilar da cosmologia moderna passa por mais este teste de fogo.
Os dados de supernovas por si só já exigem a aceleração cósmica com mais de 5σ de confiança estatística, um nível considerado extremamente forte na física
.