A segunda novidade é o GitLab Orbit, que entra em beta público. Trata-se de um grafo contextual que mapeia as relações entre todos os elementos do ciclo de vida do software: código, issues, pipelines, deploys, sinais de produção e muito mais .
Os ganhos são expressivos: agentes que usam o Orbit respondem 11 vezes mais rápido e consomem até 4,5 vezes menos tokens, porque conseguem recuperar exatamente o contexto relevante para cada decisão, em vez de reprocessar uma massa de dados do zero. Em vez de “ler todos os livros da estante”, o agente consulta um índice relacional que já sabe quais capítulos se conectam ao problema que ele precisa resolver.
A solução também inclui suporte nativo ao Model Context Protocol (MCP), permitindo que os agentes extraiam contexto de ferramentas já usadas pelas equipes — como Jira, Confluence ou Slack — de maneira controlada. Com a chegada do servidor MCP, será possível expandir as capacidades do GitLab para outras ferramentas do dia a dia .
A terceira atualização (também em beta privado) é um framework de governança de IA desenhado especificamente para a atividade dos agentes. Ele introduz auditoria, controles de acesso e barreiras de segurança que permitem às lideranças de engenharia ter visibilidade sobre o que os agentes estão fazendo — e impor políticas sobre esses fluxos de trabalho automatizados .
Isso significa que, pela primeira vez, as empresas terão ferramentas nativas para responder perguntas como: “O que o agente modificou?”, “Quem autorizou essa ação?” e “Qual política cobre esse tipo de mudança?” — tudo rastreável e auditável, o que é crítico para setores regulamentados.
A quarta grande novidade é comercial. O GitLab Flex consolida, em um único compromisso anual, as assinaturas baseadas em usuários (seat-based) e os GitLab Credits, que representam o consumo de recursos de IA. Com isso, as organizações podem realocar seus gastos entre assentos, créditos e novas funcionalidades conforme as necessidades mudam, sem precisar renegociar contratos .
A página oficial de preços do GitLab descreve o Flex como um único compromisso anual que permite “adaptar seus gastos entre planos GitLab e uso conforme o crescimento” . Na era dos agentes, em que é difícil prever quantos desenvolvedores humanos ou quantos créditos de IA serão necessários, esse modelo dá a flexibilidade que as empresas pediam.
Os anúncios do Transcend 2026 mostram que a GitLab quer se posicionar como a plataforma de orquestração para a era da engenharia agêntica — o momento em que a IA deixa de ser apenas um assistente de código e passa a atuar com autonomia, sempre dentro de trilhas de governança e contexto bem definidos .
Todas as novidades foram demonstradas ao vivo durante o evento, que contou com participações de Mercedes-Benz, Google Cloud, AWS, Anthropic e da equipe de pesquisa SWEPR de Stanford, que trouxe dados inéditos sobre produtividade em engenharia de software na era da IA .