O Goldman Sachs argumenta que os bancos europeus, com enorme excesso de capital após o melhor ano desde 1997, estão focados em crescimento e eficiência estratégica, tornando fusões e aquisições em larga escala a narra... Uma histórica oferta hostil de €30,6 bilhões do Intesa Sanpaolo pelo Monte dei Paschi, um dia ap...

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Uma onda de fusões e aquisições está varrendo o setor bancário europeu, e o Goldman Sachs a trata não como um pico passageiro do ciclo, mas como uma mudança estrutural duradoura. A alta liderança e os analistas de pesquisa do banco apontam para uma alteração fundamental na mentalidade do setor: depois de anos em modo defensivo, reparando balanços e acumulando capital, o foco agora é o ataque — crescimento, eficiência e escala estratégica.
O chefe global de M&A do Goldman Sachs e suas equipes de instituições financeiras estão cada vez mais explícitos. Em uma transcrição de janeiro de 2026 do Goldman Sachs Exchanges, executivos do banco articularam o motor principal dessa onda: a "disponibilidade de capital, tanto nos mercados públicos quanto nos privados", combinada com um desejo estratégico das empresas de "se reposicionar e ficarem maiores" . Esta não é uma história apenas americana. Dirk Lievens, chefe de transações de instituições financeiras do Goldman Sachs para a região EMEA, mudou-se para Paris em 2024 e começou a dobrar sua equipe ali especificamente para capturar a aceleração das fusões e aquisições nos setores bancário e de seguros em todo o continente
.
A saúde financeira do setor possibilitou essa virada. Os bancos europeus alcançaram seu melhor desempenho anual desde 1997 em 2025, gerando um enorme excesso de capital . O analista do Goldman Sachs, Chris Hallam, observou em um relatório setorial do final de 2025 que o foco dos investidores estava migrando das taxas de juros e da qualidade do crédito para o crescimento e a eficiência, sendo que a questão central era como os bancos utilizariam esse excedente em 2026
. A resposta, cada vez mais, é o crescimento externo. A consultoria Oliver Wyman calcula que mais de €300 bilhões foram devolvidos aos acionistas desde 2022, um sinal de que os bancos têm mais do que o capital necessário para atender às exigências regulatórias e financiar aquisições
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A perspectiva global do Goldman ecoa essa visão. O relatório "Perspectivas Globais de M&A para 2026" descreve um ambiente definido por "reposicionamento estratégico e busca por escala", listando o imenso capital público e privado, a macrotendência da Inteligência Artificial e um cenário regulatório construtivo como ingredientes-chave para mais um ciclo forte de M&A .
A recuperação está clara nos dados. A atividade de M&A entre bancos europeus caiu 36% em relação ao ano anterior em 2023, durante uma seca global de negócios, de acordo com a S&P Global Market Intelligence . A retomada em 2024 foi acentuada. Os volumes de transações subiram aproximadamente 34%, com 91 negócios transfronteiriços, o maior número em cinco anos, e os valores das transações aumentaram cerca de 20%
. O Goldman Sachs relatou que as fusões e aquisições europeias "aumentaram acentuadamente" naquele ano, após o fraco desempenho de 2023
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O ímpeto acelerou dramaticamente: apenas nos primeiros cinco meses de 2025, os negócios bancários europeus atingiram um recorde de US$27 bilhões . A maré não mostra sinais de diminuir em 2026, com a Scope Ratings observando que a tendência está sendo impulsionada pela regulação, pela queda das taxas de juros e pela implacável necessidade competitiva de escala
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Nenhum outro negócio captura melhor a dinâmica da consolidação do que a disputa de alto risco pelo Banca Monte dei Paschi di Siena (MPS), o banco mais antigo do mundo. No domingo, 7 de junho de 2026, o banco italiano Banco BPM enviou uma proposta de fusão de iguais ao conselho do MPS . Logo no dia seguinte, o maior banco da Itália, o Intesa Sanpaolo, lançou uma oferta de aquisição hostil concorrente, em dinheiro e ações, no valor de €30,6 bilhões
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Os termos da oferta são concretos: 1,6 nova ação do Intesa mais €1,00 em dinheiro para cada ação do MPS, o que implica um preço de €10,09 por ação do MPS — um prêmio de 12,5% sobre o preço de fechamento anterior . Se bem-sucedida, a entidade combinada se tornaria o segundo maior banco da Zona do Euro por valor de mercado, avaliado em €126 bilhões
. O negócio faria o Intesa ultrapassar o BNP Paribas e diminuir a distância para o espanhol Santander
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Esse drama corporativo se desenrola em meio a um cenário regulatório radicalmente reformulado. A menção a novas regras da UE introduzidas em janeiro de 2026 tem nuances. Um marco chave naquele mês foi um fórum de partes interessadas (workshop) realizado pela diretoria de concorrência da Comissão Europeia, a DG COMP, para coletar contribuições sobre temas essenciais para uma revisão completa das diretrizes de fusão .
Um pilar regulatório ainda mais concreto entrou em vigor logo depois: a Diretiva de Requisitos de Capital alterada (CRD VI) passou a valer em 11 de fevereiro de 2026. Esta legislação estabelece padrões comuns de supervisão entre os estados-membros para fusões e cisões bancárias, criando um código único com o objetivo direto de reduzir o atrito regulatório em operações transfronteiriças .
A mudança mais transformadora veio em 30 de abril de 2026, quando a Comissão Europeia publicou uma minuta de sua primeira revisão abrangente das diretrizes de fusão em mais de 20 anos, consolidando estruturas de 2004 e 2008 . A nova minuta eleva explicitamente os argumentos de eficiência, tornando mais verossímil para as empresas argumentar que uma fusão beneficia a economia como um todo, e amplia os parâmetros da análise de concorrência para incluir, pela primeira vez, inovação, sustentabilidade e resiliência
. Uma consulta pública está aberta até 26 de junho de 2026, marcando o início de uma nova era para fusões e aquisições na UE
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Essa mudança regulatória multifacetada cria um ambiente mais previsível e permissivo exatamente no momento em que os bancos europeus estão mais ávidos por buscar escala transformacional. O posicionamento interno do Goldman Sachs — apostando alto em sua equipe de banco de investimento para instituições financeiras em Paris e liderando os rankings globais de M&A com US$1,48 trilhão em transações assessoradas em 2025 — reflete a convicção de que esta é uma oportunidade geracional, e não um momento fugaz .
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O Goldman Sachs argumenta que os bancos europeus, com enorme excesso de capital após o melhor ano desde 1997, estão focados em crescimento e eficiência estratégica, tornando fusões e aquisições em larga escala a narra...
O Goldman Sachs argumenta que os bancos europeus, com enorme excesso de capital após o melhor ano desde 1997, estão focados em crescimento e eficiência estratégica, tornando fusões e aquisições em larga escala a narra... Uma histórica oferta hostil de €30,6 bilhões do Intesa Sanpaolo pelo Monte dei Paschi, um dia após uma proposta rival do Banco BPM, demonstra a pressão por consolidação, enquanto a UE publica suas primeiras novas dire...