A rapidez da autorização não foi por acaso. Apenas dois dias antes, em 3 de junho de 2026, o Irã lançou um dos ataques mais devastadores desde o cessar-fogo de abril. Drones e mísseis balísticos iranianos atingiram o Aeroporto Internacional do Kuwait ao amanhecer, causando severos danos estruturais ao Terminal 1, matando um cidadão indiano e ferindo outras 63 pessoas . O Kuwait suspendeu todos os voos, retomando parcialmente as operações pelo Terminal 4 horas depois
. As imagens da fumaça e dos destroços no principal hub aéreo do país correram o mundo.
O ataque ao Kuwait e ao Bahrein — que também registrou baixas e danos — foi classificado pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM) como "deliberado, calculado e injustificado" . O Irã disparou dois mísseis contra o Kuwait e três contra o Bahrein, e embora as defesas aéreas americanas tenham interceptado a maior parte, vários drones conseguiram violar o espaço aéreo kuwaitiano
. Teerã justificou a ofensiva como uma retaliação por um ataque aéreo americano à sua ilha de Qeshm no dia anterior
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Para entender o cenário volátil, é preciso voltar a 8 de abril de 2026, quando EUA e Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão . A trégua interrompeu temporariamente a guerra deflagrada em 28 de fevereiro pelo lançamento da "Operação Epic Fury", uma maciça campanha aérea conjunta de EUA e Israel contra instalações nucleares, infraestrutura militar e lideranças iranianas
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O Irã rejeitou um esboço inicial de trégua de 45 dias em duas fases e, em vez disso, propôs seu próprio plano de paz de dez pontos . Apesar de estendido indefinidamente por Washington, o acordo é constantemente violado por ambos os lados. A ofensiva de 3 de junho e os subsequentes bombardeios de retaliação dos EUA a instalações de radar iranianas foram as violações mais graves até agora
. Analistas descrevem o impasse atual como uma "guerra de vontades", onde nenhum dos lados quer voltar a um conflito total, mas também não cede para uma paz definitiva — especialmente enquanto a questão nuclear iraniana continuar sem solução
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A venda ao Kuwait não é um fato isolado. O país também negocia um contrato adicional de US$ 1,02 bilhão pelo sistema de defesa aérea NASAMS, construindo uma arquitetura de defesa aérea em três camadas . Outros estados do Golfo também aceleraram suas compras de armas americanas durante o conflito. A Casa Branca e o Pentágono veem a região como uma prioridade máxima, especialmente depois que as barragens de drones e mísseis iranianos conseguiram, repetidamente, penetrar ou simplesmente sobrecarregar as defesas existentes no início da guerra
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Apesar da magnitude da venda, o Departamento de Estado dos EUA declarou que o acordo "não alterará o equilíbrio militar básico na região", uma afirmação vista com ceticismo por críticos que apontam o aprofundamento do envolvimento americano no conflito .
A guerra de 2026 entre EUA e Irã já deixou marcas profundas em toda a região. Só o Kuwait registrou ao longo do conflito :
No Bahrein, ataques a bairros residenciais e instalações de energia causaram dezenas de feridos civis . A Human Rights Watch documentou que, até meados de março, pelo menos 11 civis haviam sido mortos e 268 feridos em ataques iranianos a países do Golfo, a maioria trabalhadores estrangeiros
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A guerra também impactou a economia global, provocando volatilidade nos preços do petróleo, interrompendo o transporte no Estreito de Ormuz e aprofundando a crise humanitária .
O tabuleiro político é complexo e as versões são conflitantes:
Enquanto os radares continuam ligados e os hospitais seguem recebendo feridos, o bilionário contrato da Anduril simboliza o momento: uma região que se arma febrilmente para uma próxima rodada de um conflito que ninguém sabe quando — ou se — realmente vai terminar.