A mente por trás da proposta é justamente Sam Altman, CEO da OpenAI. Segundo fontes ouvidas pelo NOTUS, Altman tem discutido o conceito com membros seniores do governo desde o início do segundo mandato de Trump, em 2025, chegando até mesmo a apresentar a ideia pessoalmente ao presidente .
A reportagem do NOTUS posiciona Altman como o principal motor dessa iniciativa, que ele vem lapidando há mais de um ano em círculos de Washington . A visão de Altman é que, ao permitir que o governo tenha uma pequena fatia das empresas, o público em geral poderia compartilhar diretamente dos imensos retornos econômicos gerados por uma tecnologia tão transformadora como a IA .
Se a OpenAI parece receptiva à proposta, o mesmo não se pode dizer da Anthropic. A empresa deixou claro às autoridades que não está interessada em ceder ações ao governo . A preocupação central da Anthropic é que a participação governamental possa, de alguma forma, comprometer sua missão principal de desenvolver uma inteligência artificial de forma responsável e segura, sem interferências externas que possam desviar o foco .
Essa postura divergente marca uma diferença fundamental entre duas das mais proeminentes startups de IA do momento. Enquanto a OpenAI enxerga uma oportunidade de criar um novo pacto social, a Anthropic vê um risco à sua independência e princípios fundadores.
As discussões não acontecem no vácuo. Tanto a OpenAI quanto a Anthropic estão se movimentando em direção a uma Oferta Pública Inicial (IPO) . O NOTUS aponta que a proposta de Altman está conectada a esses planos de abertura de capital. A ideia é, essencialmente, oferecer ao governo americano uma "cadeira cativa" antes que as ações sejam disponibilizadas ao mercado, garantindo uma participação estratégica desde o início .
É importante entender que essas conversas fazem parte de um contexto político mais amplo. Apenas dois dias antes da publicação do NOTUS, em 2 de junho de 2026, o presidente Trump assinou uma Ordem Executiva intitulada "Promovendo a Inovação e a Segurança da Inteligência Artificial Avançada" .
O decreto instrui as agências federais a criarem um marco para a implementação segura de modelos de IA de ponta. A principal medida é um processo voluntário de revisão pré-lançamento, no qual desenvolvedores podem dar ao governo acesso antecipado a novos modelos por até 30 dias antes da liberação para outros parceiros .
O governo Trump parece estar, portanto, testando um novo modelo de parceria com as big techs. A assinatura do decreto aconteceu em um momento de grande repercussão sobre vulnerabilidades de segurança cibernética em modelos de IA, como o caso do modelo Mythos, o que reforça a urgência dessas iniciativas .
Para entender a viabilidade dessa conversa, basta olhar para um precedente muito concreto e recente. Em 21 de maio de 2026, o Departamento de Comércio anunciou a assinatura de cartas de intenção para investir exatos US$ 2,013 bilhões em nove empresas de computação quântica sob o CHIPS and Science Act .
Aqui está o principal paralelo: como parte desses acordos, o governo americano receberá participações acionárias minoritárias e sem controle nessas empresas . Os principais beneficiados incluem:
Este programa de computação quântica serve como um claro laboratório de testes para o modelo de "participação acionária governamental" que agora se discute para a inteligência artificial. A diferença é que, enquanto os investimentos quânticos foram formalizados por força de lei (o CHIPS Act), as discussões com as empresas de IA são descritas como voluntárias e ainda puramente conceituais, sem negociações formais em andamento .
O governo americano, ao que tudo indica, está sinalizando uma nova fase de política industrial, onde busca não apenas regular, mas também participar diretamente do sucesso financeiro das tecnologias que definirão o futuro, com a promessa de que parte desse lucro retorne ao cidadão comum.
A mente por trás da proposta é justamente Sam Altman, CEO da OpenAI. Segundo fontes ouvidas pelo NOTUS, Altman tem discutido o conceito com membros seniores do governo desde o início do segundo mandato de Trump, em 2025, chegando até mesmo a apresentar a ideia pessoalmente ao presidente .
A reportagem do NOTUS posiciona Altman como o principal motor dessa iniciativa, que ele vem lapidando há mais de um ano em círculos de Washington . A visão de Altman é que, ao permitir que o governo tenha uma pequena fatia das empresas, o público em geral poderia compartilhar diretamente dos imensos retornos econômicos gerados por uma tecnologia tão transformadora como a IA .
Se a OpenAI parece receptiva à proposta, o mesmo não se pode dizer da Anthropic. A empresa deixou claro às autoridades que não está interessada em ceder ações ao governo . A preocupação central da Anthropic é que a participação governamental possa, de alguma forma, comprometer sua missão principal de desenvolver uma inteligência artificial de forma responsável e segura, sem interferências externas que possam desviar o foco .
Essa postura divergente marca uma diferença fundamental entre duas das mais proeminentes startups de IA do momento. Enquanto a OpenAI enxerga uma oportunidade de criar um novo pacto social, a Anthropic vê um risco à sua independência e princípios fundadores.
As discussões não acontecem no vácuo. Tanto a OpenAI quanto a Anthropic estão se movimentando em direção a uma Oferta Pública Inicial (IPO) . O NOTUS aponta que a proposta de Altman está conectada a esses planos de abertura de capital. A ideia é, essencialmente, oferecer ao governo americano uma "cadeira cativa" antes que as ações sejam disponibilizadas ao mercado, garantindo uma participação estratégica desde o início .
É importante entender que essas conversas fazem parte de um contexto político mais amplo. Apenas dois dias antes da publicação do NOTUS, em 2 de junho de 2026, o presidente Trump assinou uma Ordem Executiva intitulada "Promovendo a Inovação e a Segurança da Inteligência Artificial Avançada" .
O decreto instrui as agências federais a criarem um marco para a implementação segura de modelos de IA de ponta. A principal medida é um processo voluntário de revisão pré-lançamento, no qual desenvolvedores podem dar ao governo acesso antecipado a novos modelos por até 30 dias antes da liberação para outros parceiros .
O governo Trump parece estar, portanto, testando um novo modelo de parceria com as big techs. A assinatura do decreto aconteceu em um momento de grande repercussão sobre vulnerabilidades de segurança cibernética em modelos de IA, como o caso do modelo Mythos, o que reforça a urgência dessas iniciativas .
Para entender a viabilidade dessa conversa, basta olhar para um precedente muito concreto e recente. Em 21 de maio de 2026, o Departamento de Comércio anunciou a assinatura de cartas de intenção para investir exatos US$ 2,013 bilhões em nove empresas de computação quântica sob o CHIPS and Science Act .
Aqui está o principal paralelo: como parte desses acordos, o governo americano receberá participações acionárias minoritárias e sem controle nessas empresas . Os principais beneficiados incluem:
Este programa de computação quântica serve como um claro laboratório de testes para o modelo de "participação acionária governamental" que agora se discute para a inteligência artificial. A diferença é que, enquanto os investimentos quânticos foram formalizados por força de lei (o CHIPS Act), as discussões com as empresas de IA são descritas como voluntárias e ainda puramente conceituais, sem negociações formais em andamento .
O governo americano, ao que tudo indica, está sinalizando uma nova fase de política industrial, onde busca não apenas regular, mas também participar diretamente do sucesso financeiro das tecnologias que definirão o futuro, com a promessa de que parte desse lucro retorne ao cidadão comum.