Astrônomos usaram o James Webb e uma lupa cósmica natural para pesar diretamente um buraco negro adormecido com 6 bilhões de massas solares em uma galáxia a 10 bilhões de anos luz, a medição mais distante já feita por... A descoberta oferece fortes evidências de que alguns buracos negros supermassivos cresceram rápi...

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: How did astronomers use the James Webb Space Telescope and gravitational lensing to measure the mass of a dormant supermassive black hole mo. Article summary: Here is a concise breakdown of the discovery published June 4, 2026 in *Science* (DOI: 10.1126/science.adx5816) [6][7].. Topic tags: general, government, academic, general web, user generated. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "# The James Webb Space Telescope has just captured the first direct measurement of a black hole 50 million times the mass of the Sun, sitting in an ancient galaxy where it outweigh" source context "The James Webb Space Telescope has just captured the first direct ..." Reference image 2: visual subject "Early galaxy has elements produced by the Universe’s first supernovae. Image of a field o
O cosmos acaba de revelar um novo gigante adormecido. Uma equipe internacional de astrônomos conseguiu perscrutar mais de 10 bilhões de anos no passado para medir diretamente a massa de um buraco negro supermassivo dormente — um verdadeiro Leviatã cósmico que já não se alimenta mais ativamente de matéria e, por isso, não ilumina seu entorno .
Esse monstro, com uma massa estimada em 6 bilhões de sóis, reside no centro da galáxia MRG-M0138. A medição inovadora, publicada em 4 de junho de 2026 na revista Science, só foi possível graças à combinação da visão infravermelha inigualável do Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) com um fenômeno que Albert Einstein previu há mais de um século: as lentes gravitacionais. Este único ponto de dados fornece uma nova pista crucial para um antigo quebra-cabeça: como os buracos negros supermassivos e suas galáxias hospedeiras cresceram juntos no universo primordial?
O desafio central era a combinação brutal de distância e escuridão. A galáxia MRG-M0138 está tão remota que sua luz viajou por cerca de 10 bilhões de anos até nós, o que significa que os astrônomos a veem como ela era quando o universo tinha apenas 3 bilhões de anos de idade . A essa distância, a estrutura interna da galáxia seria pouco mais que uma mancha borrada, mesmo para a óptica afiada do Webb.
Para piorar, o alvo era um buraco negro adormecido — ao contrário de um quasar ofuscante, ele não emite luz própria. Para enxergá-lo, os pesquisadores precisaram detectar o movimento sutil de estrelas tênues orbitando ao seu redor.
A solução veio na forma de uma lente gravitacional. Um aglomerado massivo de galáxias em primeiro plano se alinha, quase perfeitamente, entre a Terra e MRG-M0138. A gravidade imensa desse aglomerado deforma o próprio tecido do espaço-tempo, curvando a luz da galáxia de fundo à medida que ela viaja em nossa direção, funcionando como um telescópio cósmico natural. Esse alinhamento amplia a imagem de MRG-M0138 por um fator de aproximadamente 30 vezes, transformando um ponto impossível de resolver em uma estrutura cujo núcleo pode finalmente ser estudado .
Com a visão ampliada e distorcida pela lente, a equipe recorreu ao Espectrógrafo de Campo Integral NIRSpec do JWST. Esse instrumento capturou um espectro para cada pixel da imagem, permitindo que os cientistas mapeassem as velocidades das estrelas a diferentes distâncias do centro galáctico. A técnica é conhecida como dinâmica estelar — o mesmo método usado para pesar o buraco negro no centro da Via Láctea, um feito que rendeu o Prêmio Nobel de Física em 2020 .
O princípio é simples: estrelas mais próximas de um buraco negro supermassivo orbitam mais rápido. Ao modelar como as velocidades estelares mudavam com o raio — usando as leis simples de movimento Kepleriano —, a equipe conseguiu identificar a “esfera de influência” do buraco negro, a região onde sua gravidade domina o movimento das estrelas. Isso permitiu uma medição direta da massa.
Antes deste estudo, a medição de dinâmica estelar mais distante era de um buraco negro a apenas 700 milhões de anos-luz. Com esse novo recorde, o Webb mais que decuplicou a distância em que a técnica pode ser aplicada .
A medição confirmou um buraco negro de aproximadamente 6 bilhões de massas solares . Sua galáxia hospedeira, MRG-M0138, é uma galáxia elíptica massiva e avermelhada que há muito já parou de formar novas estrelas. O buraco negro central está dormente, o que significa que atualmente não está sugando e aquecendo grandes quantidades de gás
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Os resultados sugerem uma história violenta. A galáxia MRG-M0138 provavelmente já foi um quasar brilhante, alimentado pelo gás que espiralava em direção ao buraco negro em crescimento. A imensa produção de energia dessa fase ativa pode ter aquecido, ou até mesmo ejetado, o próprio gás que a formação estelar exige, efetivamente desligando as fábricas de estrelas da galáxia. Portanto, o estado morto e quiescente da galáxia e o estado dormente do buraco negro hoje estão provavelmente ligados: o buraco negro cresceu tanto e se tornou tão poderoso que sufocou sua própria hospedeira .
Esta descoberta atinge o cerne de como pensamos que as galáxias e os buracos negros crescem juntos. No universo local, existe uma correlação muito estreita entre a massa de um buraco negro central e as propriedades do bojo central de sua galáxia hospedeira, sugerindo uma coevolução sincronizada.
A medição em MRG-M0138 fornece evidências diretas de que essa relação nem sempre existiu, e que os buracos negros podem se formar e crescer até tamanhos enormes antes que suas galáxias hospedeiras terminem de montar suas estrelas.
Os dados indicam que algumas das regiões mais densas do universo primitivo foram palco de um crescimento extremamente rápido de buracos negros, que superou o da galáxia ao redor . A medição de MRG-M0138 desafia modelos simples de coevolução, em que o crescimento do buraco negro e da galáxia estão sempre rigidamente acoplados. Futuros levantamentos com o próprio JWST, Euclid, o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman e observatórios terrestres de próxima geração, como o Telescópio Gigante de Magalhães, pretendem aplicar esta técnica de lente gravitacional mais dinâmica estelar a muitas outras galáxias, construindo uma imagem estatística da coevolução de buracos negros e galáxias ao longo do tempo cósmico
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Astrônomos usaram o James Webb e uma lupa cósmica natural para pesar diretamente um buraco negro adormecido com 6 bilhões de massas solares em uma galáxia a 10 bilhões de anos luz, a medição mais distante já feita por...
Astrônomos usaram o James Webb e uma lupa cósmica natural para pesar diretamente um buraco negro adormecido com 6 bilhões de massas solares em uma galáxia a 10 bilhões de anos luz, a medição mais distante já feita por... A descoberta oferece fortes evidências de que alguns buracos negros supermassivos cresceram rápido e interromperam a formação de estrelas em suas galáxias hospedeiras, desafiando modelos de evolução gradual.
A equipe usou a técnica de dinâmica estelar, vencedora do Nobel de Física de 2020, ampliando seu alcance a uma distância recorde com a ajuda de um aglomerado de galáxias que ampliou a imagem da galáxia distante em 30...